sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Síndrome de Estocolmo

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Pelo segundo Janeiro consecutivo quando olho para o recibo do vencimento constato que, mais uma vez, o meu ordenado mensal foi vitima de nova redução. Pouco me importa o consolo que outros procuram na tese de, lá para Junho e Novembro, a média mensal subir para valores relativamente parecidos aos que auferia há nove anos. Hoje, neste preciso dia, recebo menos. É um facto. Tal como também é um facto – ou, até, dois factos - que estou a fazer um empréstimo forçado à minha entidade patronal e outro, através do IRS, ao Estado. E, neste último caso, a coisa é ainda pior. Estão a burlar-me. Ficam, a cada mês, como uma parte do meu vencimento que seria escusado ficarem. Tudo para depois, a três meses das eleições, ma devolverem. Deve ser para me sentir reconhecido pela deferência de me darem o que é meu e que já devia estar na minha posse há mais de um ano e ir, como reconhecimento, votar neles. Coitados. Devem pensar que somos todos burros, os geringonços.


Uma estratégia inteligente, essa. Que, admito, está a dar os seus frutos. Trata-se da aplicação à política daquela coisa do síndrome de Estocolmo, ou lá o que é que se chama aquilo da vitima simpatizar com o criminoso. As sondagens não deixam dúvida quanto a isso. Somos roubados e ainda agradecemos ao ladrão. Porreiro, pá!

2 comentários:

  1. Estimado KK,
    Talvez por estar no mesmo 'comboio' ou 'montanha russa', tenho completa concordância consigo. Não escreveria tão certo em tão escassas frases.
    Na minha velhice, tenho como certo que o português é, numa maioria de mais de dois terços:
    ● mandrião e estúpido: o que conduz ao chico-esperto;
    ● ignorante e invejoso;
    Leia o Trilema de Slavoj Žižek.
    ● adorador do «Se Deus quiser, não há-de ser nada».
    Ex: País da UE com mais % de SIDA = Luxemburgo; grupo com mais sida = rersidentes de origem portuguesa;

    Na verdade é uma Síndroma de Estocolmo cujo estudo daria para ocupar muitos malucos psiquiatras.
    Soube há dias que parte do Ministério da Saúde se instalou no Júlio de Matos (o Parque da Saúde). Pena que não tenham ido todos para lá e que não se interne durante a 'legislatura' os papa-figos da a.r.

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  2. Tanto assim é que estamos neste bonito estado de coisas...

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