domingo, 14 de janeiro de 2018

Para quando um imposto canino?

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Volto hoje ao tema que popularizou este blogue. Popularizou é, obviamente, uma força de expressão. Digamos antes que o tornou um bocadinho menos desconhecido. Embora, sem falsas modestias, reconheça que a data altura – graças a umas quantas citações em determinados locais e coiso – o Kruzes se tenha tornado uma referência incontornável no âmbito da merda de cão.


Se assim o quisesse podia todos dias publicar um post acerca do assunto. Motivos não faltam. Como esta bosta, ainda fresquinha, com que me cruzei logo pela manhã. Provavelmente é resultado de algum javardo ter sido obrigado a madrugar por força dos hábitos intestinais do canito. Nem vou reclamar de o dito cujo não ter procedido à recolha do “presente”. Ninguém o faz. Questiono-me antes acerca da moralidade de quem legisla em matéria fiscal e de quem, no terreno, aplica a mais que permissiva legislação existente.


Se olharmos para as facturas da água ou da luz que todos os meses nos chegam a casa constatamos que pagamos um infindável rol de taxas e taxinhas. Todas, se nos dermos ao trabalho de pesquisar a sua finalidade, alegadamente relacionadas com o ambiente. Mas a água e a electricidade são bens essenciais. Um cão não é. Em meio urbano é apenas um apetrecho de luxo. Ou de vaidade. Que, na maior parte das circunstâncias, polui e incomoda os outros. Daí que me seja difícil entender a razão porque não é devidamente taxado como tal.

8 comentários:

  1. "...Digamos antes que o tornou um bocadinho menos desconhecido. Embora, sem falsas modestas, reconheça que a data altura – graças a umas quantas citações em determinados locais e coiso – o Kruzes se tenha tornado uma referência incontornável no âmbito da merda de cão."
    Pois! Se calhar.

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  2. E graças a isso pode imaginar as tentativas de insulto e as ameaças que me recebi. Ri-me descaradamente de todas...

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  3. Subscrevo inteiramente e esta manhã por volta das sete já os passeios por onde tenho de passar estavam pejados de "merda de cão". Além de ter de olhar para os buracos na calçada ainda olho para não pisar a trampa deixada pelos donos dos cães que a meu ver são os únicos culpados. É por demais, bolas!!!!

    Acho que um dia destes escrevo ao PAN!!!!

    Um abraço e não desistas

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  4. Por essas bandas ainda é pior do que aqui. Vantagens da desertificação...

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  5. Caro KK: Ainda bem que não escreveu nem merda DO cão, nem cão DE merda.
    Isso é que lhe ia alcandorar o blog para os píncaros da conversa fiada.
    Mas também lhe ia alienar o sossego que, como bom alentejano, preza.
    Os conterrâneos (nome fino para designar 'a malta' em qualquer sítio) ainda não perceberam que eles é que são uma caca. Ainda por cima, uma caca que paga impostos; merecem o Guiness...
    Abraços

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  6. Quando muito escrevia merda de donos ou donos de merda. Os canitos, coitados, são os menos culpados.

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  7. Anónimo10:02 a.m.

    VIVA VILA VIÇOSA

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  8. Não me parece. Multam tanto lá como cá!

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