quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Não gosto de vocês, seus malucos!

Continuo a achar que receber os subsídios de férias e Natal por “atacado” não é bom para ninguém. A não ser, claro, para o Estado. Mas, reconheço, pertenço a uma esmagadora minoria que tem este ponto de vista acerca do assunto. A maioria prefere, vá lá saber-se com que lógica, receber daqui por seis ou onze meses aquilo que já hoje é seu por direito. E, confesso, os que mais espanto me causam são os reformados. É certo que qualquer um pode bater a bota a qualquer momento. Novo ou velho, reformado ou não. Mas, se digo os reformados, é por se tratar das pessoas de mais idade e que, pela ordem natural da vida, irão morrer primeiro. Isto para dizer, só a titulo de exemplo e para fundamentar a minha tese, que para aqueles que quinarem até junho o Estado fica-lhes com um mês de reforma. Seis duodécimos do subsidio de “férias” mais outros tantos de subsidio de “Natal”…


Por causa dessa concentração dos subsídios em dois únicos meses vou, no ano que agora se inicia, novamente ver o meu vencimento mensal reduzido. Coisas da geringonça e daqueles que se arrogam no direito de determinar a maneira como devo gerir o meu dinheiro. O que mais me chateia nem é ver que a quantia inscrita na linha do “liquido a receber” do meu recibo é umas dezenas de euros mais baixa. O que verdadeiramente me irrita é depender da vontade de uns quantos malucos que nem a vida deles sabem governar mas que acham que sabem governar a minha.

4 comentários:

  1. Sempre fui contra a forma como anos e anos a fio se fez a gestão dos vencimentos. Porque carga de água se recebem dois meses de salário precisamente no mês em que não se vai trabalhar!? Se é justo que o valor anual que um trabalhador aufere é de um total de 14xY = Z, então mais justo é a cada mês esse trabalhador receber o valor correto pelo seu trabalho, isto é... Z:12.

    Como sempre fui trabalhadora independente e tenho de fazer mensalmente a minha gestão conforme as horas de trabalho que faço (não tendo por isso direito a essas mordomias de salários a dobrar), esta questão faz-me mesmo muita comichão.

    Bom ano!

    ResponderEliminar
  2. Anónimo9:17 a.m.

    Sempre fui de opinião que os subsídios indexados aos ordenados, nomeadamente os de férias, 13º mês, de alimentação(?), etc. Para além de serem uma remniscência marcelista, são um insulto a quem ganha ou deve ganhar "o pão com o suor do seu rosto" e não passa de um dos muitos "impostos encobertos" em que esta democracia pós abrilina nos pretende envolver, ainda bem que o papel selado acabou, mas foi substituido por subsídios, taxas, taxinhas, licenças e coimas que têm permitido um crescimento do "estado patrão", obeso, glutão e autofágico que temos e de que jamais nos livraremos em que atá as esmolas pagam IVA. Irra!

    ResponderEliminar
  3. E este ano aínda juntaram a isso o IRS...

    ResponderEliminar
  4. Eles só olham para os impostos que podem sacar. É por isso que agora querem legalizar a cannabis...

    ResponderEliminar