Comove-me a obsessão dos governantes – destes e doutros – com os reformados. Com os actuais, porque dos futuros - e isso é condição a que todos chegaremos se não morrermos antes – ninguém quer saber. Já escrevi em inúmeras ocasiões que não consigo perceber a justiça que alegam existir num anunciado aumento do valor das pensões. Nem, por outro lado, detecto qualquer fundamento válido para reverter os cortes – ou, até mesmo, para não cortar ainda mais – a pessoas que se reformaram aos cinquenta anos, com trinta de serviço e com o mesmo ordenado que auferiam no dia em que deixaram de trabalhar. Isto quando, por comparação, a mim que já levo trinta e sete anos de trabalho e há muito ultrapassei os cinquenta de idade, me dizem que tenho de bulir mais dez anos. Ou, se quiser ir já, fazem o favor de me pagar uma pensão que corresponderá a um pouco menos de um terço do meu actual estipêndio. Justo, não é? Depois venham para cá contar-me histórias acerca da reposição de direitos feita pelos geringonços, da justiça social, dos direitos adquiridos e de outros conceitos tão queridos aos que estão a mamar na vaquinha enquanto eu, feito parvo, a alimento.
Pois eu reformeime com 55 anos, 36 de serviço, pra receber 200€ de reforma. Ou seja apanhei a entrada em vigor dos 3,5% pr cada ano que faltava pra reforma, que na altura era aos 65 anos, ou seja, faltava 10 anos, foram 35% sobre o meu ordenado na altura, o que tb não era grande ordenado!
ResponderEliminarO que me aborrece é que para se manterem os direitos dos que se reformaram no tempo das vacas gordas não se respeitam os direitos dos futuros reformados.
ResponderEliminarUm roubo! E é isso que me irrita...
ResponderEliminarEu ainda não vi (nem nenhum governo apresentou) as relações entre os anos efectivamente descontados e os anos em que muitos beneficiários idosos auferem pensões. Concretamente qual a quantidade daqueles que já auferiram anos/reforma em contraponto o balanço com anos/desconto. Tive (tenho) casos de que se reformaram com 3 ou 5 anos de desconto efectivo, de que resultaram em mais de 35 anos de aposentado. São esses os que eu chamo a praga de gafanhotos, do sistema implantado pelo defunto dr, Mário Soares e "sus muchachos xuxialistas". Pois garanto-vos que com o António de Santa Comba, ou com o seu sucessor isso nunca aconteceria. Mas para quem ainda não chegou á dita reforma, preparem-se para "roer cornos"; pois o bife, a vazia e as miudezas já estão mamadas. O resto só vai sobrar para continuar o subsidiar a praga de gafanhotos inúteis que os mantém no poleiro. Vão tentar manter os mínimos que deem para a bucha e o futebol. Daí para cima vai haver rateio, e o mais que provável é que nem chegue a 50% do que descontou, especialmente daqueles que mais descontaram e impostos pagaram, pois não tinham tempo nem vida para manifestações e futebóis e que por estarem bem habituadinhos a pagar o sistema xuxa, vão morrer com um enfarte ou trombose, pagando sempre as taxas moderadoras do S.N.S. Os gafanhotos nãs as pagam e ainda querem comida e lençóis lavados de "borla" quando estão nos hospitais, com pequenos almoços e lanches, como se o dito S.N.S. não fosse só para tratar doente. A hotelaria hospitalar deveria ser debitada a todos pois em casa também gastam1
ResponderEliminarO actual regime de pensões não é sustentável. É mais um esquema de pirâmide - tipo Dª Branca - em que os primeiros a chegar ganham, os do meio fica ela por ela e os últimos perdem. Para minimizar os estragos os governos podiam repartir as perdas por todos ao invés de as deixarem só para uns...
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