Extraordinário como, praticamente sem perder algum tempo a pensar, os internautas enchem o facecoiso e as caixas de comentários dos jornais aplaudindo as opções da geringonça. Hoje foi aquela ideia peregrina que o governo estará a amadurecer no sentido de taxar as pensões dos estrangeiros que, nos últimos anos, tiveram a ideia de viver e gastar as suas reformas cá pelo rectangulo.
Os argumentos são do mais variado mas, em quase todos, predomina a inveja. Assim na base do “se eu pago eles também têm de pagar”. Não adianta perder tempo a explicar a estes ignorantes as inúmeras vantagens para o país de ter pessoas com elevado poder de compra a viver grande parte do ano entre nós. Nunca perceberiam. Nem, menos ainda, percebem que caso coloquemos entraves à sua presença, outros lhes oferecerão aquilo que nós lhes negamos.
Percebo que alguns achem que o dinheiro deles não faz cá falta nenhuma. Nomeadamente aqueles que “o” têm certo ao fim do mês sem que para isso necessitem de desenvolver um esforço significativo. A esses pouco importa que os velhotes endinheirados do norte da Europa contribuam para a regeneração urbana das nossas cidades ou para a dinamização do nosso comércio, restauração e hotelaria. Tanto se lhes dá. Desconfio, até, que são capazes de pensar que se os estrangeiros começarem a pagar, a receita fiscal aumenta de tal maneira que o governo baixa o IRS...Tadinhos!
Palhaçada... quando o país estiver às moscas ficam todos contentes.
ResponderEliminarGente de vistas curtas...
ResponderEliminarHá uma vida (1975) casada-de-fresco, tive uma notável experiência do turismo algarvio.
ResponderEliminarMais de uma hora, de manhã, numa esplanada para que nem o mal-empregado se dignasse a perguntar o que se queria.
À noite, os cafés e tascas estavam cheios de 'bifes' velhos (provavelmente rijos que nem um coiro) que ficavam cheios de Oporto e tintolas. Lá deixavam boa parte da reforma porque, para eles, aquilo era 'de borla'.
O serviço hoje é bastante melhor mas bifes continuam na mesma. Umas esponjas.
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