quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A discriminação entre pensionistas - próximos e futuros - não é inconstitucional?

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Diz a OCDE que os futuros pensionistas serão lesados nas reformas. Diz, mas não precisava. Toda a gente sabe. O problema é que poucos se importam. Anda tudo satisfeitinho da vida com as fantásticas reversões do Costa que quase ninguém quer saber disso.


A iliteracia financeira – e da outra, já agora – é a maior aliada do governo. Deste, do anterior e do próximo. Só assim se percebe que a população aceite pacificamente cortes brutais nas futuras pensões, enquanto as actuais permanecem intocáveis. Não que eu seja apologista de redução de rendimentos seja de quem fôr. Quem tiver dúvidas acerca disso leia, se tiver paciência, outros posts que por aqui fui publicando. Mas, a ter de se fazer alguma coisa para garantir a sobrevivência da Segurança Social – e pelos viste tem – então que o sacrifício se distribua por todos.


Para se perceber o que está em questão, nada melhor do que um exemplo. Os meus anteriores chefes aposentaram-se há vinte anos. Tinham, então, a idade que eu tenho hoje. O montante da pensão atribuída foi o equivalente ao valor do vencimento que auferiam na altura. Já eu, se me quiser reformar amanhã, ficarei com menos de um terço do que ganho agora. Ou, ninguém me manda ter pressa, espero mais uma dúzia de anos para, depois, ficar com cerca de oitenta por cento. Se tiver sorte. Deve ser a isto que chamam solidariedade intergeracional, ou lá o que é.

4 comentários:

  1. É nestas situações que amaldiçoamos a esperança média de vida! LOL

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  2. O aumento da esperança média de vida é uma coisa boa. Privilegiar os actuais pensionistas em detrimento e à custa das gerações seguintes - incluindo a que está agora a nascer - é uma coisa péssima.

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  3. alvaro silva11:35 a.m.

    Caro Kruzes:
    Só quem anda a "dormir na forma" é que não se apercebeu, desde o tempo do finado Marocas que isto é que era xuxialismo e que era para acabar com a "negra herança". passo a explicar: Com o Marocas começaram-se a "vender reformas", bastava "comprar 3 anos de descontos" e garantia-se uma tença vitalícia áqueles que nunca tinham contribuído e passavam a auferila se fossem machos aos 65 anos se eram fêmeas aos 62 (nunca percebi esta discriminação de sexo em gajos/as tão progres do PC e PS, lembram-se? depois veio o Cavaco a "dar" subsídios de férias aos que por força da sua condição já o estavam 365 dias no ano, e tudo sempre até que morram, ou melhor até seis meses depois de enterrado ou "cromado". Estas bestas que nos governaram/governam nunca tiveram a curiosidade de ver quantos nasciam, para começarem a fazer contas. O mesmo se passava com a esperança de vida e claro o tempo e os anos trazem-nos os frutos dessas "governações". Que estava avisado foi-se prevenindo, quem julgou que ia manter, como reformado, os mesmos réditos vai provávelmente encontrar-se bem enganado e F.. lixado, mas nesse caso enfermará da mesma clarividência daqueles que nos têm governado. queixam-se de quê? Vão jogando no Euromilhões que se calhar é mais garantido que a reforma acima dos mínimos,

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  4. Acutilante como sempre, caro Álvaro. E cheio de razão, também.

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