quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Devem ser bipolares, ou lá o que se chama essa doença...

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Os portugueses estão cada vez mais tolerantes. Mais moles, como diria essa santa senhora que era a minha avó. Alguns evidenciam até um grau de moleza que é manifestamente preocupante. Estou a lembrar-me, assim de repente porque podia citar muitos mais, o camarada Jerónimo e a Catarina de olhar alucinado. Nenhum deles manifestou com veemência – nem sem ela, que tenha dado conta – a sua indignação por, segundo a bastonária dos enfermeiros, durante dois dias os doentes internados num determinado hospital não terem sido alimentados ou medicados. Nem, sequer, pediram a demissão do ministro da saúde. Ou, pelo menos, o acusaram de ser o coveiro do SNS. Tudo coisas - e muitíssimo mais – que fariam até um ano atrás por problemas muito menos importantes. Deu-lhes a moleza, é o que é. E, bem assim, aos apoiantes da geringonça que, nestas e noutras em que a actual governação é perita, se calam que nem ratos. Ou, então, o seu grau de exigência limita-se a “desde que não estejam lá os outros”. Brilhante.

10 comentários:

  1. «desde que não estejam lá os outros»

    É só isto que conta.

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  2. Se estivessem os anteriores e pelo caminho que estavam a enveredar o SNS já era. Ninguém fala mas lembro-me bem que o anterior governo resolveu investir na bolsa uma grande fatia de dinheiro na Segurança Social. Os cortes cegos foram por demais e o que não fizeram deixaram para o senhor que se segue.

    Sejam de direita, esquerda ou centro...são raras as excepções de gente séria. A roubalheira é evidente e alguém se junta para pôr as pintas nos is? Pois é só no futebol...

    O povo cada vez pior e os sucessivos governos + a malfadada UE continuam a obra.

    De qualquer forma continuo a dar o meu benefício da dúvida ao actual executivo!

    Beijocas e um bom dia

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  3. A Segurança Social não tem nada a ver com o SNS. Mas sim os dinheiros da SS têm servido para tudo. Desde comprar divida do Estado quando, no tempo do Sócrates, já ninguém nos emprestava dinheiro até à ideia do Costa de financiar a reabilitação urbana.

    Quanto ao SNS...a menos que esteja distraído não estou a ver diferenças para melhor em relação ao anterior executivo. A não ser que agora ninguém se importa com coisas bem piores do que aquelas que antes causavam indignação. A isto eu chamo hipocrisia.

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  4. Triste povo o que assim pensa!

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  5. alvaro silva1:17 p.m.

    Mas alguém vai para os hospitais pela comida? Pelos vistos e infelizmente assim é. Mas não devia O estado só deveria fornecer os serviços inerentes á saúde. A hotelaria que saiba não faz parte dos cuidados de saúde deveria ser paga pelo utente. Mas afinal é tão bom mandar o velho/a para o hospital (que lá tem cama mesa, roupa lavada e saúde de borla) e a famelga vai gastando alegremente a reformita (grande ou pequena) sem ter que os aturar e alimentar. É lucro a dobrar! É dinheirito extra que dá pra comprar o bilhete para ir ao futebol ou ao concerto do Mike carreira ou outro qualquer

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  6. Antes que a geringonça acabe e que Coelho se assuma como candidato à presidência da Câmara de Lisboa ... deixo os meus votos de um feliz Natal.
    Abraço, camarada KK

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  7. A julgar pela qualidade de alguma comida se calhar até nem se perdeu nada...

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  8. A geringonça está para durar. Tem a obrigação de aguentar os quatro anos que isto das legislaturas, acho eu, devem ser para levar até ao fim.

    Não creio que o Parvus Coelho se meta nessa aventura. Teria um resultado para lá de miserável. A sorte dele - que será o nosso azar - é se o Diabo, os três reis magos ou outros fantasmas por aí aparecem. A geringonça está a fazer tudo para que isso aconteça...e, desconfio, de propósito.

    Bom fim de semana, camarada Observador!

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  9. fatima1:37 p.m.

    Nem de propósito, uma notícia que nos deve chocar a todos:

    http://www.msn.com/pt-pt/noticias/nacional/casos-sociais-com-tempos-de-estadias-muito-elevados-nos-hospitais/ar-AAlHbur?li=BBoPWjC&ocid=AARDHP

    fazer dos hospitais lugar de despejo de familiares, é uma tristeza...

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  10. Chocante. Mas, diga-se, os serviços da Segurança social não estão isentos de responsabilidades nesta matéria.

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