(Imagem da internet)
Não me importo de ser do contra. Faço, até, por isso em muitas circunstâncias. Recuso-me, sempre que posso, a seguir a carneirada ou a abanar o rabinho de contentamento sempre que os governantes – sejam eles quais forem – adoptem daquelas medidas muito pró-social. Não sou um coração mole, tenho a mania de fazer contas e preocupo-me em olhar um pouco mais para o horizonte.
Isto a propósito daquela ideia demagógica e altamente discriminatória de tornar as casas dos caloteiros impenhoráveis pelas dividas ao fisco e à segurança social. Ou seja, quem nada mais tiver de seu fica isento de pagar impostos e contribuições. À nossa custa, obviamente. Dos que pagamos para que os vigaristas possam ser uma espécie de inimputáveis fiscais.
Tratando-se de um universo infelizmente vasto haverá, concedo, casos e casos. Mas apenas quem não sabe o que é a vida – ou sabendo gosta de fazer generosidade à conta dos outros – entenderá esta medida como algo de socialmente justo. Os pobres, se entendermos como pobre quem ganha o salário mínimo ou pouco mais, não pagam impostos. Daí que os beneficiados sejam outros. Aqueles, se calhar, de quem ainda não há muito tempo ouvíamos dizer que se tinham esquecido de pagar essas minudências dos tributos ao Estado. E prejudicados os do costume. Os que vão pagar mais este desvario. A menos que alguém com juízo questione a constitucionalidade disto.
O crédito à habitação é complicado, muitos compraram sem poder, a grande maioria comprou induzida pelos bancos e a lei das rendas -fica mais barato comprar do que alugar fez o resto.
ResponderEliminarA minha reforma é modesta mas recebo ofertas de crédito bancário para comprar quase tudo o que quizer.
Se a sociedade não é uma selva é um problema social.
Concordo inteiramente salvaguardando o que também referes: há casos e casos.
ResponderEliminarOutra coisa com que não concordo já que nisto deve haver muita gentinha a comer: uma hipoteca é para pagar o valor de um credito concedido. Perdendo o emprego etc, etc, não tendo como pagar a casa hipotecada é vendida quase sempre por leilão. Até aqui tudo certo. Mas avaliarem por metade cujo valor não é real, abatem ao crédito e para além de se perder a casa ainda se fica a dever ao banco, banco que a vendeu ao desbarato e ou muito abaixo do seu valor real? Afinal para que serve e o que é uma hipoteca? Tal como as Seguradoras, teres tudo assegurado e surge um percalço e arranjam uma vírgula para te darem zero!
Um bom dia
Beijocas
Pois. Essa é a questão que o tal artigo de jornal muito partilhado explica... e que muitos de nós insistem em não perceber!
ResponderEliminarO crédito à habitação, para já, fica de fora mas, se um dia entrar, então podemos ter consequências que farão a actual crise uma brincadeira de crianças...
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