Se há coisa que me aborrece no Partido Comunista – e até há muitas – é aquela conversa parva, repetitiva e desconchavada de se auto-proclamarem defensores dos interesses dos trabalhadores e do povo. Começam logo por fazerem uma distinção, cujo sentido me escapa, entre trabalhadores e povo. Será que, para a camaradagem, o povo não trabalha? Ou os que trabalham não integram o povo? Povo é só quem está desempregado ou reformado? Admito que a resposta às minhas dúvidas seja óbvia mas, o que é que querem, não estou a captar a ideia. Ou então há uma gritante ausência de rigor terminológico no discurso comunista.
Depois, sendo eu trabalhador ou eventualmente povo, não me lembro de ter pedido a ninguém para me defender fosse no que fosse. E se tivesse pedido não seria, de certo, ao PCP. Parece-me, portanto, abusivo que o camarada Jerónimo e os seus sequazes me atormentem com a insistência de defender os meus interesses. Fazem lembrar as testemunhas de Jeová. Ou os vendedores de cartões de crédito. No fundo, no fundo, andam todos ao mesmo.
É actualmente impossível no panorama português haver partido mais capitalista que os apaniguados descendentes do partido da marreta e foicinha descendentes desse monumento burguês, que era o falecido e cremado Barreirinhas do Cunhal. Passo a explicar: Todas as nacionalizações pós 25 A ,da indústria, todas as ocupações das herdades no perímetro da reforma, dita agrária, tão proclamadas como sendo a favor do povo, mas e aí é que é o busílis ,capitaneados por funcionários do dito partido, que depressa venderam, comeram e beberam e espatifaram aquilo que as chamadas oligarquias demoraram gerações a criar, mas tem mais os dinheiros daí apurados deram para comprar quintas nas atalaias, sedes nos centros das cidades de todo o país bem como para manter um exército de funcionários e respectivas famílias, criar grupos excursionistas pelo mundo fora com a eufemística designação de associações da amizade Portugal-Turquemenistão e Prákistão a preços que fariam falir a mais sadia agência de viagens, essa vertente abrandou com o empalidecer do sol que brilha nas alvoradas canoras, mas eles continuam a encher as ruas de cartazes (agora é com o padre renegado da Madeira) e os restaurantes com jantaradas e almoços de proletários cheios de reumático mas de pança bem funda para acomodar as rojoadas , feijoadas e bacalhauzadas , convenientemente afogadas em litradas de branco ou tinto ou melhor ainda com o mijo do capitalismo na vertente cervejeira, e claro a clamar contra a injustiça, o capital, o governo mais a mãezinha que os pariu, não por que estejam convencidos da justeza das pretensões, mas por saberem desde há cem anos que "quem não chora não mama" e berrar faz sede e há que a apagar com Reguengos, Vidigueira ou imperiais da Sagres ou doutras. tudo menos água que essa faz criar rãs e salgueiros nas entranhas e claro fica reservada para os ecologistas verdes da Apolónia. Isto é assim camaradas, comer e beber sai caro e como segundo o palavreado do Girómino "está tudo na maior miséria" só pode ser o partido da marreta e foicinha a impar. E como o juíz Alex diria " Quem cabritos vende e cabras não tem! de algum lado lhe vem". E não é o peso económico do subsídio por voto ou por deputado que lhes garanta as comedorias e os prés aos criados ditos "funcionários do partido", Contas não as publicam nem dizem quanto descontam para a S. Social. Mas torna-se evidente que para manter tanta gente, têm que ter uma indústria ou actividade que dê muita nota, já pensei em pó branco ou castanho ,em associações comerciais com congéneres da América Latina ou agora no tráfico de camaradas vietnamitas que vêm em rebanho, trabalhar para as estufas de Odemira? não sei mas o ministério público que investigue. Ora que diferença faz o partido duma multinacional predatórias das riquezas de países subdesenvolvidos ou traficantes de escravatura no séc XXI? Mas dinheiro e jantares não faltam. Alguém os paga. Eles andam por aí disfarçados. Quem não os conhecer que durma e coma com eles. Nanja eu
ResponderEliminarParece que do BES também para lá terá "escorrido" qualquer coisinha...Alegadamente, claro!
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