terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O nó

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Tive, há muitos anos, uma colega que topava à distância aquilo a que chamava o “arrastar da asa”. Ou, desconfiava eu, era a sua prodigiosa imaginação a pregar-lhe partidas. Seja como for se a coisa demorasse muito tempo a concretizar-se, ou não se concretizasse de todo, a culpa era invariavelmente do “nó”. Algo que definia como a incapacidade do cavalheiro verbalizar perante a alegada pretendida tudo o que sentia pela dita. Uma espécie de nó, explicava, que apertaria a goela do fulano, comprometendo irremediavelmente ao fracasso o desfecho do “arranjinho”.


Quem fez estes gatafunhos manhosos deve padecer do mesmo mal. Se a declaração se limitou a isto, é bem feito que ela – ele, ou outra coisa qualquer, que eu não sou de discriminar ninguém – procure outro. Ou outra. Ou seja o que for. Mas deste o melhor é só querer distância. Que é para não ser parvo.


 

2 comentários:

  1. Apesar de estas borradas tirarem-me do sério, o contexto do teu texto fez-me soltar uma sonora gargalhada:)

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  2. A conversa do nó, à epoca, também proporcionou muita risota!

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