quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Nem a lesar se revelaram competentes...

O que têm em comum os alegados lesados do BES e do BANIF? Muita coisa, certamente. Permito-me destacar duas. São ignorantes e, quase todos, velhotes. Nenhum de entre eles se coíbe de garantir a sua manifesta ignorância em matéria financeira e o total desconhecimento do risco que corriam as suas poupanças ao subscreverem os produtos que os bancos lhes tentavam impingir. Nem, pelos vistos, lhes terá ocorrido aquela máxima popular que relaciona a esmola avultada com a desconfiança do pobre. Talvez, quem sabe, por não serem desconfiados. Nem pobres. Apenas ignorantes, confessam.


O segundo aspecto em comum entre uns e outros é a idade relativamente avançada de quase todos. Algo que me deixa boquiaberto. É que andei quatro anos a ouvir queixas acerca das atrocidades que o governo estava a cometer contra os idosos, condenando-os à pobreza, à fome, à miséria – às galés, quase – e, vai-se a ver essas tretas, como já se suspeitava, eram manifestamente exageradas. Até nisso, em matéria de lixar o pagode, o governo anterior se revelou incompetente.


Seja como for passaríamos bem sem estes escândalos. Nomeadamente os contribuintes. Os outros, na sua maioria seguramente, foram à ganância. Tanto assim é que, ainda agora, os “depósitos” que os bancos prometem remunerar com juros mais simpáticos continuam a ter uma procura muito significativa. Inclusive pelos reformados. Outra vez...


 

4 comentários:

  1. Concordo, mas nem todos os reformados têm poupanças, olha eu nunca tive, mas lamento quem as tenha o que não me incomoda nada e fico triste por vergonhosamente serem roubados como foram às mãos de "crápulas de todas as cores políticas".

    Boas entradas amigo

    Beijocas

    ResponderEliminar
  2. pimentaeouro10:19 p.m.

    Desejo-lhe um Bom Ano e não se mete com os bancos...

    ResponderEliminar
  3. Muito obrigado. Um feliz 2016 para si e para os seus, com tudo de bom.

    ResponderEliminar
  4. Infelizmente existe muita gente a passar dificuldades. No entanto os que mais se queixam não são esses. Há muita gente - reformados, funcionários públicos e outros - a queixarem-se de barriga cheia.

    Bom ano!

    ResponderEliminar