quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Arte?! Talvez, mas mázinha.

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Não acredito que alguém, em seu perfeito juízo, admita a hipótese do funcionário da CP que impediu a vandalização de um comboio possa ser acusado da morte dos jovens grafiteiros. Pelo contrário. A acção merece um louvor da sua entidade patronal e o reconhecimento da sociedade pelo seu empenho na defesa da segurança e bem-estar dos utentes. De todos. Dos que estavam naquela altura na composição e dos outros que são obrigados a viajar em carruagens vandalizadas por artistas auto-proclamados.


A morte, seja de quem for é sempre de lamentar. Ainda que nuns casos mais que outros. Há, no entanto, actividades que envolvem risco. Entre elas a delinquência. Que, recorde-se, neste caso nem era motivada por qualquer intuito de satisfazer necessidades básicas ou essenciais à subsistência dos intervenientes. Entenderam, livre e espontaneamente, colocar a vida em risco em troca de algo inútil. Tiveram azar. Acontece.

6 comentários:

  1. Claro que não será acusado e subscrevo tudo o que dizes.

    Para os familiares que muitas vezes não sabem o que os filhos fazem porque já deviam ter idade para ter juízo...os meus sentidos pesâmes

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  2. Esperemos que não. Afinal só estava a fazer o trabalho dele.

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  3. Carneiro8:52 p.m.

    Quer apostar que vai aparecer alguém no Ministério Público que vai achar que o Revisor ao atirar um aerosol tóxico para cima de 3 jovens bem sabendo que eles se encontravam em cima de uma linha de caminho de ferro e que com isso lhes ia perturbar a visão no caso de passar um comboio, e que esse comportamento foi causa adequada a que o comboio os tivesse colhido mortalmente, situação que o revisor bem sabia ser possível por ser profissional dos caminhos de ferro e saber que àquela hora poderia passar por ali um comboio, aliás, como veio a acontecer, situação que ele concebeu como possível, e mesmo assim, não desistiu do seu propósito de ter atirar o referido aerosol para cima dos aludidos jovens....
    Como acha que foi a conversa que condenou o GNR que atingiu o filho do cigano que ia na carrinha ?

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  4. Não aposto...receio perder!

    O nosso sistema politico - judicial - administrativo está montado de forma a proteger o inútil, o corrupto, o criminoso e a não valorizar o mérito. Por isso não me surpreende se tudo acontecer como descreve.

    Bom fim de semana!

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  5. anónimo9:28 p.m.

    Há uma armadilha na lei penal que é o "dolo eventual". No dolo directo, Vc quer matar-me e dá-me um tiro. No dolo necessário, Vc sabe que eu estou dentro do meu carro e dispara um missil contra o carro; dolo directo no meu homicidio - queria matar-me e matou -, dolo necessário no crime de dano no meu carro - em principio não queria destruir o carro, não era essa a sua intenção primária, mas necessariamente teria que o destruir para cometer o homicido - é punido como o dolo directo. Até aqui é fácil de perceber o que o agente queria fazer e o que fez.
    Mas depois surge o dolo eventual.
    Situação 1 - Vc só quer destruir o meu carro (porque eu atropelei o gato). Vc acha, pensa, que eu estou dentro do carro, mas não tem a certeza. Mas aceitando que eu lá possa estar, atira o missil, destrói o carro e mata-me. É o raciocínio "que se lixe", queria destruir o carro - essa temos a certeza - e admitindo que eu pudesse estar dentro do carro, aceitou que me pudesse matar e conformou-se com o resultado da sua acção - então praticou um homicidio em dolo eventual.
    Situação 2. Vc dispara o mesmo missil para me destruir o carro. Só para me destruir o carro, nunca lhe passou pela cabeça que eu estivesse dentro do carro. Mas a verdade é que eu lá estava a dormir deitado no banco e acabou por me matar. Vc jura pelas alminhas que até pensava que eu estava no Porto, mas o Juiz não acredita. Foi assim, que o GNR foi condenado. Os juizes acharam que o GNR deveria ter pensado que na parte traseira da carrinha poderia ir um ladrão que poderia ser atingido mortalmente e, concebendo como possível essa situação, mesmo assim o GNR não desistiu da sua actuação nos disparos.
    Ou seja, no dolo eventual, os Juizes entram na cabeça das pessoas e declaram o que as pessoas estavam a pensar. É como a intenção em meter a mão á bola nos penalties. Giro, não é ? Por exemplo a Maria de Lurdes Rodrigues foi absolvida pela amiga na relação com raciocínios destes mas ao contrário. Os Juízes fazem o que querem.Ponto.
    Bom fds.

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  6. As laranjas no meu quintal estão todas a cair das árvores. É da mosca. Pelo sim pelo não vou já apanhá-las do chão não venha cá algum ladrão durante a noite, escorregue e se aleije ou, até mesmo, faleça. Às tantas ainda sou acusado de não ter antecipado esta possível ocorrência ou, pior, de as ter deixado ali propositadamente para que um eventual profissional do gamanço se esbardalhasse todo...

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