Quando tirei a carta de condução ensinaram-me que a regra da prioridade era isso mesmo, uma regra. Nunca devia ser confundida com um direito absoluto. Ou, aplicada aos tempos actuais, como um direito adquirido.
O mesmo, achava eu, seria aplicável noutras circunstâncias que não o trânsito automóvel. Como naquelas caixas prioritárias dos supermercados, por exemplo. Mas não. Ao que tenho visto, enquanto observador atento destes fenómenos, ali a prioridade é um direito inalienável exercido à custa de empurrões e sem uma palavra – nem sequer um simples “destó” - aos restantes consumidores da fila. Uma ultrapassagem forçada e está o caso arrumado.
Não contesto a priorização de grávidas, portadoras de crianças de colo ou de pessoas com maleitas diversas. Era o que mais faltava. A hierarquização da prioridade é que se me afigura demasiado complexa para deixar ao simples bom-senso da populaça. Deve a grávida de seis meses, apesar de saudável, passar à frente da de dois meses com uma gravidez de risco? A mamã com um rebento de três semanas dentro daquela coisa de transportar bebés deve ser preterida em detrimento de outra com um pirralho de cinco anos ao colo? E o gajo, que até podia ser eu, com uma unha encravada a tentar equilibrar-se apenas numa perna deve aguardar que toda esta malta seja atendida? Questões inquietantes, de facto. E que de vez em quando, tal como acontece no trânsito, dão em “desinquieta”.
Subscrevo inteiramente e não acrescento mais nada!
ResponderEliminarPS: Parabéns porque onde vives fizeram uma árvore de Natal humana 5***** e nem imaginas como gosto destas iniciativas onde o "gasto" é bem menor (julgo eu) do que outras que me tiram do sério.
Bom domingo
Beijos
Foi uma coisa supimpa. E, sim, com custos meramente residuais.
ResponderEliminarBom domingo!
Uma vez no Pingo Doce decidi assumir-me dado que por acaso estava mesmo atravessado com a porra da vida e não dei prioridade a uma senhora que se apresentou com uma criança de uns 3 anos numa cadeirinha. Fiquei firme.Foi um problema. Chamaram o Polícia. E só ele é que me deu razão. É que á conta destes regras criam-se mitos urbanos. As cadeirinhas não estão incluídas. É para crianças de colo. Se estiverem ao colo.
ResponderEliminarNo outro dia lia este post do Estúpido dentro do mesmo contexto:
ResponderEliminarhttp://estupidoaluga-se.blogs.sapo.pt/os-supermercados-sao-uma-fonte-de-192808
Realmente cada vez mais os abusos são considerados direitos.
Cumps
Há quem mencione uma lei qualquer... que, por acaso ou não, apenas se aplica aos serviços do Estado...
ResponderEliminarNestas, como noutras coisas, a regra devia ser o bom senso.
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