sábado, 18 de julho de 2015

O inimigo generoso. Bonzinho, até.

O semanário Expresso dedica esta semana uma página inteira ao tema do momento cá na terrinha. Os ciganos das Quintinhas. O titulo da noticia, puxado para a primeira página, não podia ser mais infeliz. Ao contrário do sugerido os ciganos não estão em guerra com a autarquia. Pelo menos ninguém parece ter dado por isso. Nem faria, aliás, qualquer sentido que estivessem a guerrear com quem generosamente lhes fornece água e electricidade à descrição – gastam toda a que conseguirem e, presumo, deve ser muita – e os deixa ocupar, gratuita e ilegalmente, um terreno que é propriedade do Município.


O que faltou na dita reportagem, provavelmente por condicionalismos de espaço e de tempo, foi ouvir os vizinhos daquela comunidade. Aqueles que vêm os seus quintais assaltados, os animais maltratados, os bens vandalizados, as casas apedrejadas, os dejectos projectados para dentro dos seus muros, os que são vitimas de agressões e, enfim, aqueles que vivem prisioneiros dentro das suas casas sem, sequer, poder abrir uma janela. Todos eles serão, quiçá, uns racistas e xenófobos da pior espécie mas, ainda assim, as suas experiências de vida eram capazes de ter algum interesse. Mais que não fosse pela fantástica imaginação que parecem possuir e a invulgar capacidade de inventar histórias...

2 comentários:

  1. Falei desse artigo ali em baixo e há que também ler os comentários...que isto de falar de algo é uma coisa sobretudo quando não se vive paredes meias com "falta de civismo a todos os níveis"! Aqui...sem peias nem meias a Câmara e muito menos a PSP tinham medo deles e foram avisados que se...a coisa iria correr mal. Não ligaram nenhuma e todo aquele espaço era uma estruqueira...limparam, derrubaram e o certo é que cortaram o mal pela raiz. No entanto há uma enorme família com casa própria e que nunca por nunca procederam assim.

    Também havia um bairro clandestino de cabo-verdianos, o oposto em tudo e foram realojados. Fui lá muitas vezes levar roupa e coisas que me davam e era um prazer enorme conversar com eles e ver as roupas a secarem, as ruas de terras limpinhas e nada de lixo nas traseiras e ou valetas.



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  2. Este é um daqueles casos sem solução. Realojá-los não é possível. Só se for o governo, porque Presidente que lhes dê casa nunca mais ganha uma eleição em Estremoz...

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