terça-feira, 14 de julho de 2015

A courgette da crise

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Há muito que não tenho noticias dos “novos agricultores”. Aqueles que, cheios de entusiasmo, abraçaram a moda de cultivar espaços cedidos pelas autarquias em nome de um alegado combate à crise. Presumo que a esmagadora tenha encerrado a actividade.


Por mim nunca fui de alinhar em modas. Nem, tão pouco, apreciador de lides agrícolas. Reconheço, até, que é das coisas que mais urticaria me causa. Fico-me, portanto, pelo quintal da crise. Uma coisa em ponto pequeno. Pouco mais, digamos, que agricultura de vaso. A produção essa, como não podia deixar de ser, é igualmente diminuta. É o caso das courgettes. Ou, melhor escrevendo, “da” courgete. Da crise. Que, já agora, não entre em recessão!

4 comentários:

  1. Bem vão as crises enquanto houver deliciosas courgettes, vegetais que escapam habilidosamente às piores recessões.
    As hortas autárquicas poderão estar a definhar e não me espanta. Nas autarquias só não definham os interesses e a corrupção...

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  2. Nas autarquias e por todo o lado...

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  3. Negativismo à parte digo-te que já tinha saudades da tua "horta de crise" e que rica courgete. A das netas vai de vento em popa hehehe e também já têm duas courgete, ou melhor dizendo amigo, miniaturas comparada com a tua. Ontem foi o rebuliço quando deram por falta da maior...pois claro quem se estava a deliciar com ela? O cão que levou umas palmadas. O resto da tarde estiveram a pôr umas vedações e eu só ria a bom rir...e assim se passa o tempo!

    Sobre os espaços cedidos pelas autarquias...vejo imensos com produções bem boas e nenhuma delas foi abandonada.

    Beijocas e um bom sábado

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  4. Por aqui acho que essas hortas já passaram à história. É que aquilo era trabalho de equipa. Uns semeavam e outros colhiam...

    A courgete continua a crescer...possivelmente é por ser a única!

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