Acabar com feriados e impor as quarenta horas de trabalho na função pública nada tem a ver com austeridade. É, mais, parvoíce. Daí que propor a reposição da situação anterior nada tenha de especial, nem constitua uma benesse. Apenas bom senso. O país nada ganhou com o fim dos quatro feriados e só perdeu com as cinco horas semanais que acresceram ao horário dos funcionários públicos. Concluir o contrário apenas estará ao alcance de uma imaginação delirante.
Não sei, no entanto, se esta promessa socialista não constitui mais um tiro no pé. Há quem aprecie as medidas, sejam elas quais forem, que tramem os funcionários públicos. Neste caso as vozes contra já começaram a destilar veneno. A qualidade da argumentação é vários pontos abaixo de sofrível e resume-se quase a um elucidativo “por que sim, seus filhos da puta”. Mais ou menos o mesmo que fazem os velhinhos que se sentam nos bancos do largo cá do sitio e que regozijam por nos verem cumprir o horário vigente.
O mais 5 horas semanais ou menos não quer dizer nada em termos de produtividade, porque há quem faça mais numa hora do que outros em cinco.
ResponderEliminarMas não quererão eles(governo e futuros que já cantam promessas) criar essa guerra entre o público e privado? Entre velhos e novos?
Agora deixa-me que te diga com toda a sinceridade que no público sempre houve, há e haverá mais regalias que no privado e ambos os trabalhadores - públicos e privados têm culpa das medidas implementadas?
Ligar é como dar corda a um carro sem rodas.
De regalias costuma-se dar o exemplo da ADSE. Que hoje - e a maioria das pessoas não sabe isso - é sustentada com o dinheiro dos descontos dos beneficiários mas que, ao contrário do que acontece com os seguros de saúde, não que podem ser deduzidos ao irs. E olha que actualmente com o que se desconta para a ADSE sai mais barato, pelo menos para quem tem até 40 ou 45 anos, optar por um seguro.
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