quinta-feira, 21 de maio de 2015

As cerejas da crise

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Alguns prognósticos mais pessimistas apontavam para a impossibilidade de me engasgar com os frutos desta árvore. Seria, digo eu, uma maneira de insinuar que poucas ou nenhumas cerejas daqui iria colher. Mas, contrariando esse vaticínio, tudo aponta para que este ano, mais uma vez, as previsões acerca da esterilidade da cerejeira cá do quintal tenham sido manifestamente exageradas.


Uma ameaça alada paira, no entanto, sobre a colheita. Melros. Mais que muitos. Uns quantos, desconfio, com ninho instalado nas cercanias. É o que dá a parónia, actualmente em voga, acerca da alegada protecção de tudo o que esvoace, rasteje ou tenha pernas e não seja humano. A continuar assim, pouco me admira que um dias destes o cenário daquele celebre filme do Alfred Hitchock se concretize.

2 comentários:

  1. Elááááá que maravilha. Não sei se será por isso, imagina que dei com uma cerejeira carregadinha e imensos cds pendurados. Perguntei à senhora o porquê e ela disse que já tinha feito tudo para afugentar a passarada e que em nada resultou. Até que lhe deram esta dica e tem resultado porque os mesmos além de abanarem por serem leves, produzem reflexos.

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  2. Cd's, garrafões, plásticos...estou a tentar de tudo. O pior é que a passarada é mais que muita!

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