Verdade que o contentor está mesmo ali. Mas isso, quando se quer sujar deliberadamente o que outros acabaram de limpar, não interessa nada. Deve dar, calculo, um gozo do caraças atirar lixo para o chão, ver tudo sujo, armar-se em alarve e, às tantas, reclamar que “esta malandragem não quer é trabalhar, vejam lá que nem o lixo recolhem, os patifes”. São javardolas desta estirpe que não faltam por aqui. Nem, se calhar, noutros lados.
sexta-feira, 8 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
Das outras não resultou...Mas desta é que vai ser!
Não
vou gastar as pontas dos dedos, nem desgastar ainda mais as minhas
quase imperceptíveis impressões digitais, a escrever o que penso
acerca das cada vez mais previsíveis reduções de vencimentos na
função pública. Já o fiz em inúmeras ocasiões e, não o digo
com grande satisfação, tudo o que tem sucedido na sequência dos
cortes já efectuados tem vindo de encontro ao que por aqui tenho
escrito.
Parece
que desta vez a coisa vai ser ainda pior. Os ordenados da
generalidade dos funcionários públicos estarão, mais uma vez, sob
a ameaça de novos cortes e, consta, agora a titulo definitivo. Será,
tudo indica, por aí que o governo vai encolher a despesa pública
nos tais quatro mil milhões de que tanto se tem falado ultimamente.
Trata-se da opção mais fácil e com menos custos em termos de
popularidade mas, ainda assim, tão inútil como as tesouradas
anteriores.
Digamos
que, pelo menos nesta fase, não estou especialmente preocupado com
esta eventualidade. Ou quase certeza. Nunca gastei mais do que aquilo
que ganho e é assim que tenciono continuar a agir. Por isso se
ganhar menos, gastarei menos. E se tivermos em conta que na economia
os meus gastos são os teus ingressos, alguém é capaz de se
lixar. Mais ainda.
terça-feira, 5 de março de 2013
Sei o que fizeram no governo passado...
Gosto
da democracia. Não sei porquê, mas gosto. E em democracia as
pessoas – o povo, portanto – escolhem quem os vai governar, nas
urnas de voto através dessa coisa a que chamamos eleições. Por mim
prefiro que continue assim. Mesmo que não ganhem aqueles em quem
voto e ainda que os escolhidos para governar o façam ao arrepio das
minhas convicções.
Quero
acreditar que foi por isso que muita gente terá lutado durante o
regime salazarento. Nem me passa pela cabeça que a generalidade dos
que deram o corpo ao manifesto antes do 25A tivessem em mente algo de
diferente. Que idealizassem um país onde os governantes não fossem
eleitos em sufrágio livre e universal, mas antes nomeados por um
grupo de “esclarecidos”, iluminados e auto-nomeados
representantes do povo. Como antes, afinal.
Obviamente
que em democracia também é legitimo pretender a queda de um
governo. Que a acontecer nada terá de dramático. Elege-se outro e o
assunto fica resolvido. Ou não. Porque não me parece que seja isso
que muitos manifestantes – profissionais ou gente legitimamente
indignada – desejam para o país. Se é que sabem o que desejam.
Nem, menos ainda, representam ninguém. A não ser a eles próprios,
quando muito.
Insiste-se
agora que se deve ouvir o povo. Creio que a referência envolverá
eleições antecipadas e não outra coisa qualquer. O que, a
acontecer, levaria o PS de novo ao governo e que é bem revelador da
fraca memória dos portugueses e da pouca inclinação que têm para
os números. Preferem o regresso da festa. Esquecem apenas um
pormenor. Já não há quem queira financiar os festejos.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Indignação com os indignados
Há
quem se escandalize por uns quantos reformados manifestarem a sua
indignação pelo roubo de que estão a ser vitimas e, para
manifestarem o seu aborrecimento, terem criado um movimento a que
deram o sugestivo nome de reformados indignados. O escândalo, em vez
da esperada solidariedade, deriva somente do facto de alguns destes
reformados auferirem uma pensão para lá de generosa. Que, segundo
os próprios, é praticamente toda recolhida de volta pelo Estado.
Seja sob a forma de cortes ou impostos.
Por
mim estou solidário com estes reformados. Faço, até, minha a
indignação deles. Verdade que o valor da pensão que lhes tem sido
paga é mais que obsceno. Igualmente verdadeiro que, por mais cortes
que sofram ou impostos que paguem, nenhum destes aposentados vai
morrer de fome, de falta de assistência médica ou de qualquer outra
coisa relacionada com falta de dinheiro. O que me indigna é que
estas pensões não sejam cortadas por serem imorais, mas apenas
porque, circunstancialmente, o Estado não tem dinheiro para as
pagar. O mesmo Estado – em todos os seus níveis de poder - a quem
parece não faltar o guito para esturrar em despesas absolutamente
parvas, inúteis e que deviam cobrir de vergonha aqueles que as
fazem. E, também, todos os que as aplaudem.
domingo, 3 de março de 2013
Bichano esfomeado
Diz
que a curiosidade matou o gato. Alegadamente, claro, que eu não sou
de acusar ninguém. E se algum bichano morreu por causa da sua
bisbilhotice não foi de certeza este que, quando deu pela minha
presença, se revelou muito mais assustado do que curioso.
O
coitado do bicho mais não é do que um gato vadio que vagueia aqui
pelas redondezas. Procura comida no lixo e, em consequência
disso, um destes dias ainda é capaz de bater a bota. Basta alguém
fechar a tampa do contentor...E aí não vai ser a curiosidade a
matá-lo. Será a fome. Ou a vontade de comer.
sábado, 2 de março de 2013
25 de Abril ou uma espécie de D. Sebastião
É
preciso outro 25 de Abril, proclama-se. Com armas desta vez, garante-se convictamente, porque os militares têm de fazer qualquer
coisa. Se necessário for que haja uma guerra civil, profere alguém
num momento de exaltação de que mais tarde se envergonhará. Ainda
que as expectativas quanto ao discernimento da maioria dos
manifestantes não sejam elevadas, hesito quanto às capacidades
mentais de quem assim fala. Ou será que esta malta acha que os
militares, ainda que hipoteticamente possam fazer os 25 de Abril que
quiserem, têm dinheiro e empregos para distribuir por todos?!
Derrubar o governo é fácil. A parte complicada vem depois. Ou
talvez não. No caso da coisa dar para o torto faz-se outro 25 de
Abril...e outro...e outro...e outro...
E que tal exigir rigor?!
Tal
como escrevi por ocasião de manifestações anteriores todos, ou
quase todos, temos motivos de sobejo para nos manifestarmos contra o
estado a que chegámos. A trajectória que estamos insistentemente a
seguir já deu demasiadas provas que é a errada e que, a não se
arrepiar caminho, mais cedo do que tarde a coisa estoira de vez.
O
que me deixa mesmo lixado é ver muita gente que contribuiu para a
tragédia que estamos a viver ter agora a distinta lata de se
associar a este protesto. Estou a pensar, entre outros, em inúmeros
autarcas, nomeadamente vereadores e presidentes de câmara, que nas
suas páginas do fuçasbook apelam à contestação ao governo e
fazem questão de demonstrar o seu apoio e entusiasmo perante a
“revolta popular”. Esta criaturas, que contribuíram
decisivamente para rebentar com o país, são responsáveis em grande
medida pelo agravar da situação dos seus munícipes. Veja-se,
dentro de poucos dias, a continha do IMI, analise-se a factura da
água e olhe-se para as prestações de contas ou simplesmente para
as informações que divulgam on-line e é fácil perceber o que esta
malta tem andado a fazer. É só ir às respectivas páginas na
internet que está lá tudo.
O
mesmo se pode dizer de muitos dos que hoje vão manifestar a sua
indignação. Durante anos aplaudiram o esbanjamento e a delapidação
dos recursos que não tínhamos. Ainda agora não faltam os que
continuam a exigir e a congratular-se com obras faraónicas de
interesse duvidoso sem perceberem, ou sem quererem perceber, que não
há dinheiro e que tudo isso contribui para agravar a situação que
tanto criticam. Mesmo com o país falido são também bastantes os
que se acham no direito de reclamar subsídios e apoios para as suas
organizações ou iniciativazinhas. Muitas delas sem outro interesse
que não o gastronómico ou folclórico. Isto para não mencionar
todos aqueles que entendem que isso de exigir factura é coisa para
gajos com tiques pidescos.
É
preciso encontrar alternativas. Mas elas não passam, seguramente,
pela esmagadora maioria das palavras de ordem que hoje vão entoar
pelas ruas da capital. Por mim, insisto no que escrevo desde o tempo
em que ainda nem sequer se sonhava que ia haver crise. Não
precisamos de austeridade, apenas de rigor. O rigor, por parte de
todos, teria chegado e sobrado para evitar que tivéssemos chegado
até aqui.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Neve em Estremoz
Não
é que seja especial apreciador de neve. Seria mesmo incapaz de
assapar umas quantas dezenas de quilómetros apenas para a ver. A bem
dizer nem umas centenas de metros... mas pronto isso sou eu que
apenas gosto de ver neve através da janela. Prefiro o calor. Estou
como diz o outro:
“Ó
sol és a minha crença
nem
que eu morra queimado
ainda
assim não me compensa
dos
frios que tenho passado”
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Vem aí o IMI
Vamos,
dentro de poucos dias, começar a receber as notas de cobrança do
IMI. Abrir a caixa do correio e deparar com contas a pagar é algo
que aborrece qualquer um, mas esta missiva das finanças vai ser
coisa para deixar a maioria dos proprietários de imóveis com os
níveis de irritabilidade em alta. Dependendo do montante a pagar –
do tamanho do saque, por assim dizer – a conta será dividida até
três prestações. A última, curiosamente, será paga apenas lá
para Novembro. Depois da eleições autárquicas. Quando a malta já
votou, colocando assim a salvo os muitos candidatos que vão andar
por aí ao abrigo de algum percalço mais ou menos desagradável.
Pelo menos daqueles relacionados com este imposto desgraçado,
inútil e que, nos moldes actuais mais não é do que um roubo
descarado aos nossos bolsos.
De
positivo neste esbulho vejo apenas um aspecto. O de os portugueses
terem finalmente a oportunidade de perceber que é o seu dinheiro que
paga as festas de que tanto gostam, as obras que não se cansam de
exigir e tudo o mais que tanto apreciam no governo e nos governantes
da sua terra. Ou na parte do IMI resultante da reavaliação dos
prédios, como vai suceder neste e no próximo ano, para pagar os
empréstimos contraídos por estes junto da banca. É que isto não há almoços
grátis. Nem promessas “deles” que nós não paguemos.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Deve ser uma espécie de perseguição religiosa
Ainda
que baptizado e casado pela igreja não me considero católico. Nem
sequer, embora provavelmente as estatísticas me incluam nesse
número, católico não praticante. Digamos que as minhas relações
com a igreja serão muito mais circunstanciais do que movidas por
qualquer espécie de convicção.
Apesar
disso não aprecio muitos dos ataques que quase constantemente são
dirigidos à igreja, enquanto instituição ou à sua hierarquia,
nomeadamente quando as outras religiões não são postas no mesmo
patamar de exigência. Desagrada-me sobretudo que se critique de
forma despudorada a igreja católica e se deixe impune à critica,
seja por cobardia ou em nome do pensamento politicamente correcto
vigente, outras religiões que claramente oferecem mais motivos de
reprovação. Refiro-me, entre outras, ao islão. Crença acerca da
qual todos parecem ter um imenso receio de tecer o mais moderado dos
comentários.
A
foto que acompanha este post é um dos exemplos mais elucidativos do
que acabo de escrever. Tem sido partilhada no fuçasbook e divulgada
em sites e blogs como forma – se bem interpreto a mensagem – de
denunciar a alegada indiferença da igreja perante a fome de
milhares, quiçá milhões, de criancinhas africanas e de outras
paragens menos favorecidas. Terão os que partilham este tipo de
imagem alguma razão. Se calhar uns quantos indivíduos vestidos de
forma abichanada podiam fazer mais qualquer coisa para minorar o
sofrimento destas e de outras pessoas. Mas, se mal pergunto, os
ayatollahs de toalha na cabeça, que rezam de cú para o ar e a quem
também não faltam riquezas, não podiam fazer nada? Até porque
estão lá mais perto. E, mesmo sabendo que são estes fulanos que
muitas vezes impedem o auxilio a estas crianças, não há por aí
umas quantas fotos desses seguidores do profeta que se possam colar
às destas criancinhas?
Não
se pode exigir que quem partilha e divulga estas palermices pare
muito tempo para pensar. Ou que, em muitas circunstâncias, tenha
sequer grande capacidade para o fazer. É por isso que aquela rede
social substitui quase na perfeição a parede do WC. Sinal dos
tempos e da evolução tecnológica. Que não, necessariamente, do
utilizador.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Onde é que está a dúvida que andámos a viver acima do que podíamos?
São
muitos os que ficam com os cabelos em pé quando ouvem dizer que
vivemos – e se calhar continuamos a viver – acima das nossas
possibilidades. Isto enquanto país, obviamente. Não gostam e acham
que os problemas estão algures noutros pontos quaisquer da nossa
vivência em sociedade. Terão, sem dúvida, toda a razão
relativamente a muitos argumentos que evocam para rebater a tese, que
abominam , de termos andado a esbanjar o dinheiro que tínhamos, o
que não tínhamos e o que provavelmente nunca chegaremos a ter.
O
pior é que a razão deles não chega. O problema vai muito para além
dela. E o gráfico junto é por demais elucidativo. Os juros e
encargos com a divida representam a mais importante parcela da despesa financiada com os nossos impostos, superam até os gastos com a saúde, o que, somando
o BPN, torna o país praticamente ingovernável. Digamos que se fosse
uma empresa, ou mesmo um particular, um destes dias era declarado
falido.
Ora
estes encargos resultam de empréstimos que foram contraídos para
financiar investimentos e para irmos mantendo o nosso simpático
nível de vida. O mesmo que muitos portugueses fizeram, portanto.
Desgraçadamente todos os créditos têm aquela parte chata,
aborrecida e muito desagradável que envolve o seu reembolso e o
pagamento dos respectivos juros. Coisa para a qual não temos graveto
porque não geramos riqueza para isso. Se isto não foi viver acima
das possibilidades, então não sei o que lhe chame. Talvez mania das
grandezas, querer fazer figura com dinheiro alheio ou não ter onde
cair morto mas fazer vida de rico, é capaz de não ser, também,
desajustado de todo.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Peçam muitas facturas em meu nome que eu não me importo!
Desatar
a trautear a Grândola vila morena quando nas imediações se
encontra um qualquer membro do governo pode parecer um bocadinho a
atirar para o estranho mas, enfim, ainda se tolera. Mesmo correndo o
risco de o fulano que democraticamente se pretende silenciar desate,
também ele, a cantar a dita cantiga. O que, convenhamos, tira todo o
brilho ao putativo protesto.
Já
fazer uma compra, paga-lá e no fim pedir factura em nome de outro é,
para ser simpático, das atitudes mais parvas de que já ouvi falar.
Apesar disso, parece, é o que andarão a fazer uns quantos totós.
Diz que será uma forma de protestar contra a obrigação de pedir
factura. Desconheço o que ganhará com isso quem assim procede ou
em que medida ficará prejudicado o possuidor do número de
contribuinte a quem a factura foi emitida. O efeito é, desconhecerão
os idiotas mentores desta acção, exactamente o contrário. Eles
ficam a perder e os contribuintes identificados a ganhar. Por causa
de palermas desta estirpe PPC, Relvas e outros terão já direito a
pagar menos 250 euros de IRS. ¹
A
ideia é tão estúpida que já tem milhares de seguidores no
facebook - um local onde as ideias estúpidas surgem a uma velocidade
estonteante. De estranhar é apenas ter surgido agora. Se a intenção
de mandar facturar em nome de outro tem a ver com a possibilidade
deste vir a ser investigado para determinar a origem dos proveitos
que lhe permitiram adquirir bens acima dos seus rendimentos, porque
raio ninguém se lembrou de pedir facturas em nome de um alegado
engenheiro desempregado até há uns dias atrás?! Ou da senhora sua
mãe? Ou de outra pessoa qualquer que compre apartamentos de centenas
de milhares de euros quando ganha apenas uma reforma miserável.
¹
Se quiserem pedir factura em meu
nome é só deixar o contacto na caixa de comentários que eu
disponibilizo o meu NIF para o efeito. Abater 250 euros ao IRS dá
sempre jeito.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
O que o álcool faz... a um pobre diabo!
Que
os vinhos de Estremoz são dos melhores que se produzem no país
parece ser, a acreditar na opinião dos especialistas em matéria
vinícola, uma realidade incontornável. Por mim, que não não sou
grande entendido nessas coisas da pinga, posso apenas garantir que
possuem qualidades insuspeitas. Pelo menos ao nível do efeito que
produzem na fluência do discurso e clareza do raciocínio dos seus
consumidores. Sobretudo daqueles que o consomem em quantidades mais
elevadas.
Foi
por causa desses efeitos que um destes dias num popular tasco cá da
terra, enquanto aguardava o registo do euro-milhões, tive a oportunidade de assistir a um verdadeiro
comício improvisado em torno de umas quantas garrafas de um tinto
aqui da zona. O orador improvável, um borra-botas qualquer incapaz
quando sóbrio de dizer burro duas vezes seguidas, discorria
fluentemente sobre o carácter e a conduta de um conhecido politico
local. Fluente, mas em termos que a decência aconselha a não
reproduzir. Mesmo num espaço como este.
Nada
de mais se atendermos ao que todos os dias se diz dos
políticos, pensará quem se dá ao trabalho de me ler. De facto, o
episódio não teria nada de especial não fosse a piece de
resistance da história. É que para gáudio dos que assistiam, o homem terminava invariavelmente cada frase com um sonoro “e eu
sou amigo dele”. Nem quero pensar o que a criatura dirá, quando
com os copos ou até mesmo sem eles, de quem não grama.
Ainda
assim o discurso inflamado do bêbado contribuiu involuntariamente
para a divulgação do produto. Alguém por perto pediu “um
daqueles que o gajo está beber”.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Autárquicas 2013
À
semelhança do que aconteceu em 2005 e 2009, em 2013 o Kruzes Kanhoto
vai acompanhar as eleições autárquicas com toda a atenção que
elas merecem. Pouca, portanto. Mais uma vez serão as promessas
extravagantes, as ideias delirantes e as candidaturas mais ou menos
excêntricas em que estes actos eleitorais costumam ser pródigos,
que vão merecer destaque aqui pelo blogue. Ainda que outras
patetices e até mesmo as coisas relativamente sérias não sejam
esquecidas e possam, de vez em quando, merecer uma referencia.
Necessariamente breve, como é óbvio, que isto há que manter o
padrão a que os leitores já se habituaram.
Comecemos,
como nas outras ocasiões, por Estremoz. Parece que um dos candidatos
afinal já não é. Deixou de ser antes que fosse. Nunca chegaremos,
por isso, a saber se a pessoa em causa, com a sua vastíssima
experiência neste ramo de actividade, seria uma mais valia para o
concelho. Isto se ganhasse ou se, sequer, fosse eleito. Hipóteses
que – a primeira - os auto proclamados especialistas em matéria de
previsões nem colocam ou, quanto à segunda, manifestam as mais
sérias reservas. Garantem até saber que nem o ex-candidato votaria
nele próprio. Mas isso agora, como diria a outra, não interessa
nada. São contas, se houver outro volte-face e o agora ex-candidato
for mesmo a votos, para fazer lá mais para o inicio do Outono.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Governo alternativo precisa-se
Como
aconteceu no tempo do governo do Partido Socialista, também agora
Passos Coelho e os seus ministros são apupados para onde se
deslocam. Estarão, portanto, a governar mal e com isso a provocar um
elevado nível de irritabilidade aos portugueses. Tal como Sócrates
e seus acólitos o fizeram antes, recorde-se.
Já
no poder local, agora como nos últimos vinte anos, a deslocação do
presidente da câmara, seja de que partido for, a qualquer parte do
território que administra constitui uma festa. Estarão, portanto, a
governar bem e com isso a provocar um elevado nível de satisfação
aos portugueses. Tal como todos os seus antecessores o fizeram antes,
recorde-se.
Se
calhar, digo eu que gosto muito de dizer coisas, era capaz de não
ser má ideia promover a constituição de um governo de união
nacional, onde estivessem representados todos os partidos, integrado
exclusivamente por presidentes de câmara. Seriamos, acredito, um
povo muito mais feliz. E o país seria, seguramente, um lugar
divertido, com muita animação e onde tudo constituiria motivo para
uma festa. Fosse a colocação de uma máquina de multibanco numa
aldeola ou a oferta de uma gaita de beiços para uma filarmónica
qualquer.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
À vontade!
Num
tom de voz claramente irritado e em circunstâncias que não vêm ao
caso, porque pouco ou nada acrescentariam à historieta, alguém me
fez notar que era “autarca da Câmara do (…) só para o pôr à
vontade”. Dada a grande velocidade a que o alegado autarca produziu
esta afirmação nem dei conta da ligeira pausa, que daria sentido à
frase, e que significaria a existência de um ponto final a seguir à
identificação da autarquia. Apesar disso admito que a criatura a
tenha feito. Até porque será muito mais coerente que o homem
desempenhe o cargo que alega por amor à sua terra do que para me pôr
à vontade. Admiti, por isso, que o senhor terá afirmado que é
“autarca da Câmara do (uma determinada terra). Só para o pôr à
vontade.”
Lamentavelmente ficaram por esclarecer as inquietantes duvidas que manifestei perante o interesse da
extemporânea revelação. O alegado autarca
tratou de desviar a conversa. Apesar de não ter visto esclarecido o
motivo porque ficaria à vontade perante a informação que me estava
a ser transmitida, acredito que foi melhor a troca de palavras ter
seguido outro rumo e, principalmente, ter terminado pouco depois. É
que entre as muitas coisas que me irritam, as referências aos
lugares que se ocupam estão no topo da lista. Nomeadamente quando
isso envolve a intenção de deixar o interlocutor à vontade. Seja
lá o que for que isso queira dizer.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Temos piada nós
Tantos anos a reclamar de serem sempre os mesmos a pagar impostos, a
lamentarmos a generalizada fuga ao fisco e a criticar a inépcia da máquina
fiscal para caçar aqueles que em nada contribuem para as finanças do país e,
agora que podemos fazer alguma coisa para contrariar esta situação, o que
fazemos nós? Zombamos da possibilidade de, finalmente, aquilo que sempre
exigimos – pôr muitos dos que não pagam a fazê-lo – se tornar realidade. Pior
ainda. Barafustamos e recusamos participar no esforço colectivo que deve
mobilizar a sociedade contra a fuga e evasão fiscal. Achamos que controlar a
cobrança de impostos é um acto pidesco e manifestamos a nossa repulsa por nos pretenderem obrigar a exigir a factura que
nos é devida por cada compra que efectuamos. Somos uns tristes.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Estacionamento tuga
O Rossio, um dos maiores “largos” do país, fica tão longe quanto o
outro lado da rua. Ainda assim demasiado distante quando o objectivo é
estacionar o popó o mais perto possível do local de destino.
Esta imagem, cada vez mais frequente nas placas da zona lateral do
Rossio Marquês de Pombal, faz-me sentir saudades do Sandokan. Aquele policia excessivamente
zeloso das suas funções que, durante a permanência no comando da polícia local,
aterrorizou os automobilistas estremocenses e muitos dos incautos visitantes
desconhecedores do seu modus operandi.
A julgar por aquilo que se vai assistindo começo a suspeitar que as
horrorosas barracas de lata, que estão paulatinamente a desaparecer, vão acabar
substituídas por automóveis. Entre uns e outros venha o diabo e escolha.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Carnaval II
Para o ano, se houver mais, volto a refilar da ausência de gajas nuas
e da quase inexistente sátira política ou social. Por hoje o destaque, não necessariamente por esta ordem, vai para
a Cergal, a Sagres e a Argus. E para o “assalto” à loja dos chineses.
A vasta gama de tolerâncias governativas não inclui o carnaval
Só os papalvos acreditarão na bondade da justificação do governo para
não conceder tolerância de ponto na terça-feira de carnaval. Os motivos que se
prendem com esta decisão não estão, obviamente, relacionados com a
produtividade, a presença da troika, nem com a crise. Primeiro porque a relação
custo beneficio para o país deste dia de intolerância de ponto estará por
demonstrar. Segundo, porque se de facto estivessem preocupados com os argumentos
que mencionam, não permitiam, entre outras coisas, a verdadeira vergonha
nacional que são as greves nos sectores dos transportes.
Estamos a ser governados, tal como aconteceu anteriormente, por um
bando de catraios mal-educados, incompetentes, inconsequentes mentais movidos
por preconceitos ideológicos e orientados apenas para resultados financeiros. E
também, convém não ser ingénuo, por uma agenda eleitoral manhosa. As pessoas, a
economia, o futuro do país e das gerações futuras, esse pouco importa. Só assim
se percebe a tolerância com a greve dos estivadores e a ausência de vontade em
acabar com as sucessivas greves dos transportes das regiões de Lisboa e Porto.
Autocarros e comboios parados e funcionários a descontar os dias sem trabalhar representam
uma enorme poupança de recursos para as respectivas empresas. Todas públicas,
por sinal. Como a receita com a venda dos títulos de transporte está
previamente assegurada é fácil perceber o quanto a situação agradará ao governo
e aos geniozinhos traquinas acabados de largar as fraldas que cirandam pelos
corredores do poder.
Acredito, mas isso sou eu que só sei dizer mal e escrever pior, que meio-dia
de greve nos transportes provoca muito mais estragos à economia e causa muitíssimo
mais transtorno aos portugueses do que a tolerância de ponto no dia de carnaval.
Mas disso aquela malta não quer saber. Nem lá está para se preocupar com
minudências dessa natureza.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Carnaval
Todos os anos lamento a ausência de gajas nuas no carnaval cá do
burgo. Prefiro, desta vez, dirigir as minhas queixas para a falta de público.
Admito que possa estar enganado mas, assim de repente, parece-me que este terá
sido o corso com menor assistência de sempre. Pelo menos dos que me recordo. Seja
do tempo, da crise ou do pessoal não ter grande vontade para carnavais, o que
se afigura evidente é que o número de visitantes não justifica a despesa. Já quanto
aos figurantes, mesmo deixando de parte a falta das moçoilas desnudadas, pode
dizer-se que a coisa estava jeitosa.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Modernices é o que é...
Este anúncio – reclame, como se dizia antigamente – é no mínimo ambíguo.
Capaz, até, de se prestar a equívocos. E de, ao contrário do pretendido,
afastar a clientela. Um prato de caracóis por confeccionar, vivinhos da costa e
cornitos de fora, não me parece que seja a coisa mais apetecível para
acompanhar umas bejecas. A menos que se trate de uma nova moda. Assim uma
espécie de sushi em versão gastrópode. Mas melhor, porque o bicho, para além de
cru, ainda está vivo.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Lixados...
A cena repete-se todos os anos por estas paragens quando o frio começa
a apertar. Caixotes do lixo a arder, pelo menos a fumegar, são coisa que não
falta, principalmente nos bairros residenciais. Menos mal que, no caso, o
contentor é de metal. Se assim não fosse lá seriam mais umas centenas de euros
do nosso dinheiro a derreter. O que para esta malta friorenta e preguiçosa não
terá importância nenhuma. Se nem
percebem as consequências de despejar os restos da lareira ainda acesos, quanto
mais imaginar que os estragos que causam também lhe saem da algibeira.
O contrário do que acima escrevo poderá ser igualmente verdade. Por desconfiar
do elevado preço que é pago para depositar os resíduos em aterro, algum munícipe
mais zeloso terá deitado fogo ao lixo. Ou, quiçá, a treinar para num futuro
próximo queimar todos os restos que produzir. Quando, depois de concluída a
privatização da água, a recolha dos resíduos sólidos urbanos for também ela privatizada
e, então, cada quilo de lixo nos custar os olhos da cara. Como é que nos vão
cobrar isso? Não se preocupem que eles hão-de pensar numa maneira manhosa de
nos lixar.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Foi para isto que andaram a estudar?!
Posso, ainda que vagamente, perceber a intenção de baixar os
vencimentos dos funcionários públicos. Não que isso, como está amplamente
demonstrado, constitua um ganho para as finanças publicas no seu conjunto, mas dada
a popularidade da medida admito que possa ser defensável do ponto de vista
eleitoral. Compreendo até que economistas e outros doutores destas áreas estejam
convictos da sua bondade. Incompetentes e parvos há em todas as profissões e
gente com canudos comprados a saber tanto daquilo em que se diplomou como eu a
perceber de cozinha tchechena é coisa que não falta.
Já quanto à ideia mirabolante de reduzir os vencimentos intermédios e
baixos da função pública, aumentado em contrapartida os mais altos, é que nem
sei o que diga. Principalmente em face dos argumentos utilizados para defender
a tese que, segundo os alucinados que a propõem, pagando mais aos do topo eles
não vão à sua vidinha laborar para outro lado e pagando menos aos outros adequa-se
o seu vencimento ao que se paga no privado onde, ao que nos querem fazer acreditar,
se ganha muito menos.
Vinda de um iletrado perdido de bêbado esta teoria era capaz de ter a
sua piada. Agora dita de forma séria – no sentido de que não se estão a rir –
faz-me reflectir na utilidade da parte dos meus impostos que tem servido para
financiar os cursos a estas bestas. Alguém que explique a esta gentalha quanto
pagam hoje a generalidade das empresas aos licenciados. E já agora, se eles
souberem, que esclareçam para onde é que os técnicos superiores do Estado, que ganham
cinco ou dez vezes mais e têm as tão apregoadas regalias, vão que melhor
estejam. Seria também interessante saber quanto pensam reduzir os vencimentos
dos que menos recebem. Quatrocentos e oitenta e sete euros não darão para
baixar muito. A menos que queiram instituir um salário ainda mais mínimo para a
função pública.
Será muito pouco provável que entre os três leitores que vão ler este
texto se encontre alguma das alimárias que tem sugerido esta medida. Mas, se
por uma estranha coincidência isso acontecer, aconselho que vá perguntar à mamã
ou ao papá quanto é que pagam à empregada doméstica lá de casa. Quando souber é
capaz de começar a pensar que no Estado os menos qualificados não são assim tão
bem pagos.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Estacionamento tuga
Este pode ser considerado o tuga dois em um. A dobrar. Daqueles que
merece um par de sopapos bem aviados. Verdade que estacionar seja lá onde for é
um verdadeiro suplício. É o que dá termos, per
capita, um dos maiores parques automóveis da Europa. Fruto da nossa vaidade
e de uma suposta necessidade de nos fazermos deslocar de carrinho para todo o
lado, por menor que seja a distância a percorrer. Daí que talvez o Nando do BPI
tenha alguma razão. Se calhar aguentamos mais. Como diz o outro “quem não
aguenta larga a carga”. Parece é que estamos relutantes em largá-la e
insistimos em continuar a carregar o peso para que não temos arcaboiço. O popó,
por exemplo…
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Quem corre por gosto...
Li um destes dias num blogue claramente alinhado à esquerda, por onde
passei acidentalmente, onde ao longo de vários textos sobre o assunto é feita
uma intransigente defesa da classe política. São abordados, entre outros temas,
a aposentação da presidente da Câmara de Palmela e a intemporal e pertinente
questão dos alegadamente baixos vencimentos dos políticos. No caso em apreço dos
autarcas.
Para o autor, a senhora edil tem toda a legitimidade em ir para casa –
ou para onde ela quiser – desfrutar dos mil e oitocentos euros da pensão. Coisa
pouca, como refere. Até porque, acrescenta, presidir a uma Câmara é uma
actividade desgastante, que comporta riscos e que obriga quem a desempenha a quase
abdicar da vida privada e familiar. Será tudo isso e o mais que ele quiser.
Mas, digo eu, não deve ser assim tão mau nem provocar os estragos anunciados.
Pelo menos a senhora parece-me em muito bom estado. E o número de candidatos a presidentes
de câmara que por esse país fora surgem diariamente, desmente qualquer
argumento que envolva a penosidade do lugar. Para além de, mas isso o
articulista esqueceu-se de mencionar, integrarem o restrito número de
portugueses que podem violar todas as leis sem ir parar à prisão. Atingiram o
nível supremo da inimputabilidade. Aquele em que por mais tribunais decretem a
sua detenção, ela jamais ocorrerá.
Vem, depois, a questão do vencimento. Ainda que reconhecendo não ser
esta a melhor altura para debater o assunto, não deixa de considerar modesta
remuneração dos cargos políticos. Interroga-se – e interroga-nos – se “faz sentido que um presidente de câmara tenha uma
remuneração (2800 a 3900 euros brutos, conforme o número de eleitores) que fica
a anos-luz de um qualquer administrador ou gestor de empresa de média dimensão”.
Provavelmente não fará. Tal como também não faria sentido um administrador ou
gestor que arruíne uma empresa privada perpetuar-se no lugar. Nem, muito menos,
que os accionistas o aclamem e sucessivamente o elejam para lhes continuar a
derrear o capital. A menos que sejam parvos.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Pérolas a porcos
Num momento
particularmente difícil é absolutamente assombroso e constitui para mim um
mistério, para o qual não encontro explicação racional, que umas quantas
pessoas – muito mais do que é suposto ser o número natural de malucos – se
preocupem com assuntos sem importância nenhuma e que no campo das ralações deveriam
estar, numa escala de zero a cem, no lugar cento e cinquenta.
Vem isto a propósito de
sucessivas ondas de indignação causadas por assuntos menores normalmente
envolvendo animais. Primeiro contra a decisão de abater o cão que matou uma
criança. A causa motivou um apreciável número de palermas, meteu as habituais
petições e envolveu até figuras públicas na discussão quanto à necessidade de
preservar a vida do bicho. Depois, serenada a anterior, uma nova polémica
surgiu motivada por um vídeo onde é possível vislumbrar um militar da GNR a pontapear
um porco que teimava em não abandonar o asfalto, na sequência do tombo do
camião onde era transportado. Agressão que deixou à beira de um ataque de
nervos os sensíveis frequentadores do facebook, que não tardaram a espalhar
pelos seus amiguinhos as imagens da
brutalidade policial.
Está tudo parvo. Só pode.
Esta gentalha parece não ter mais nada com que se preocupar. Podiam, digo eu,
horrorizar-se com coisas um bocadinho mais importantes. Assim, sei lá, a
ausência de paz no mundo, as criancinhas com fome, a extinção do lince na
Malcata ou outra causa igualmente nobre. Como a crise do Sporting, por exemplo.
Sim, porque convém não elevar muito a expectativas quanto ao nível de problemas
que podem interessar a esse pessoal. E depois ainda criticam a jove da mala channel… É pá vão-se mazé
catar, ou o camandro!
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Quem foi ao mar... perdeu o lugar!
Tal como muitas outras
localidades também Évora foi afectada pelo mau tempo que recentemente se fez
sentir. Entre as vítimas do temporal está a estátua do navegador Vasco da Gama,
abalroada e atirada ao chão por uma árvore de grande porte que não aguentou a
forte ventania.
Provavelmente incomodado
com a demora no regresso do herói dos descobrimentos ao seu pedestal, um munícipe
mais impaciente tratou de arranjar um substituto. O Vasco. Um canito de louça
que esta manhã ocupava o lugar do celebre marujo. Podia, digo eu que não sou de
intrigas, ter colocado ali um Obama. Cão de água português, para quem não
perceba a tentativa de piadola, Sempre estava mais de acordo com a temática que o monumento
pretende homenagear.
domingo, 27 de janeiro de 2013
Estacionamento tuga
O largo da República foi, em tempos, um dos locais
mais policiados de Estremoz. Quiçá do país. Um ou dois agentes da PSP, às vezes
até mais, passavam por ali o dia inteiro para irritação de comerciantes e
automobilistas. Situações como esta eram, portanto, quase impensáveis. Hoje não
é assim. Seja pela crise, a escassez de efectivos ou outro motivo qualquer, já
não se vêem polícias naquele local. Nem noutro, agora que penso no assunto.
Deve ser por isso que o proprietário desta bomba se sentiu à vontade para
estacionar na passadeira, em contra-mão e em cima do passeio. Se
calhar foi só comprar qualquer coisinha que não conseguia carregar até ao
Rossio…
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