sábado, 24 de outubro de 2009
Politica social 2.0
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Clique a clique se faz um blogue!
Desde que os gajos – esses palhaços - do adsense, programa de publicidade contextual do google, resolveram rescindir unilateralmente o contrato que mantinham com o Kruzes Kanhoto que tenho testado, aqui no blogue, uma quantidade significativa de alternativas promovidas por empresas que, na maioria dos casos, estão a dar os primeiros passos nesse imenso e promissor ramo do mercado publicitário. Seja resultado da crise, que terá afastado muitos dos potenciais anunciantes, seja fruto da inexperiência, da pouca vontade de correr riscos por parte dos promotores ou simplesmente porque os meus leitores estão-se cagando para os anúncios, a verdade é que todas essas experiências se têm revelado claramente negativas. Ou, para ser mais justo, de resultados que com boa vontade posso classificar como deprimentes.
Ao contrário de outros blogues cá do sitio que pretendiam divulgar, debater ou discutir a cidade e o concelho, o objectivo do “Kruzes Kanhoto” – nunca o escondi – era, e continua a ser apesar fase mázinha que está a atravessar, muito menos nobre. Logicamente que, neste contexto, as polémicas baratas e as ofensas gratuitas não têm lugar por aqui. Talvez seja por isso que o “KK” já viu nascer e morrer quase de seguida, uma quantidade bastante apreciável de “projectos” que prometiam muito mais do que um certo “blogue que só sabe falar de merda de cão”.
Com ou sem resultados significativos este blogue continuará a existir. Continuarei a “não assinar” o meu nome e a escrever posts que são uma “bosta”. A “falta de imaginação”, a “miserável qualidade da escrita”, a “ausência de temas com interesse para o comum dos mortais” e o controlo apertado da caixa de comentários continuarão igualmente a constituir a imagem de marca deste espaço. Pelo menos enquanto me apetecer e houver leitores que, vá lá saber-se porquê, acham piada às alarvidades que vou publicando.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Mensagem fraquinha
Para fazer passar uma mensagem, seja de que tipo for, convém que a mesma seja clara e perceptível ainda que não necessariamente verdadeira. Isso pode constituir a diferença entre o sucesso e o fracasso, entre atingir ou não o objectivo que se pretende alcançar.
Este é, por exemplo, o tipo de mensagem condenada ao insucesso. Para além da dificuldade óbvia em decifrar o seu conteúdo, considerar que o individuo cuja imagem e/ou reputação se pretende atingir - provavelmente um inimigo – tem cara de osga, parece constituir um insulto demasiado fraquinho. Principalmente numa região, como é o caso daquela onde a foto foi obtida, em que as pessoas que por lá habitam mantêm uma relação de cordialidade com o pequeno réptil.
Veja-se, igualmente, o caso deste post. A mensagem que transmite será tudo menos clara ou perceptível. Mas, no caso, isso é o que menos importa. Afinal o objectivo não vai além de escrever qualquer coisa que justifique a publicação de uma foto que há meses andava aqui pela pasta das fotografias a publicar e que agora pode finalmente ser apagada.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
No dobrar - e no lamber - é que está o ganho
Existem actividades, chamemos-lhe assim, bem remuneradas neste país. E se calhar no estrangeiro, também. Burlar os outros é uma delas. Mas é igualmente um pleonasmo porque ninguém se burla a si mesmo. Vem este arrazoado idiota e pouco menos que incompreensível a propósito da anunciada possibilidade de qualquer um, com relativa facilidade e pouco engenho, poder auferir a simpática quantia anunciada na imagem ao lado. Para tanto, promete o putativo burlão, necessitará apenas de efectuar procedimentos básicos como dobrar circulares, introduzi-las num envelope, pespegar uma lambidela ao dito e enviá-lo para o destinatário.
Claro que a coisa não é assim tão simples. Trata-se somente de mais um esquema manhoso dos muitos que em tempos difíceis – e se calhar até nos fáceis – é urdido por quem tem uma relação inconciliável com a honestidade e uma grande vontade de ganhar “algum” sem grande esforço. A burla continua a funcionar, mesmo após tantos anos de uso, porque muitos outros, sem a manha dos primeiros mas com a mesma vontade de ganhar dinheiro fácil, acabam por cair na esparrela após fazerem a rápida multiplicação por quatro da quantia prometida e chegarem a um bonito número que corresponderia ao seu hipotético ganho mensal.
Desconfio que anúncios onde se oferecem outro tipo de empregos, em que se tenha de usar mais a força dos braços que a agilidade da língua, não obterão tantas respostas. É uma questão de preferência. Embora, neste como noutros casos que agora não vêm ao caso, fosse preferível usar a cabeça.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
A "coragem" da velha carcaça
Não gosto da obra de José Saramago. Tentei lê-lo muito antes de se imaginar que o homem pudesse um dia ser laureado com um Nobel e, confesso, desisti. Também não gosto de o ouvir falar. Embora, felizmente, as suas aparições televisivas sejam raras, o homem tem por hábito despejar um chorrilho de disparates que, não sendo de estranhar em pessoas da sua idade, não parecem próprios de alguém que tem um certo prestígio a salvaguardar.
Gostei, no entanto, das declarações que o dito escritor proferiu ontem em Penafiel por ocasião do lançamento do seu último livro. Não porque conheça a Bíblia, foi livro que nunca me despertou qualquer tipo de curiosidade, mas sim pela frontalidade, descaramento vá, com que Saramago se referiu à religião e à escravatura do homem perante um suposto Deus que um dia alguém se lembrou de inventar. Pode tê-lo dito de forma arrogante e apenas com a intenção de promover a sua obra através da criação de um polémica artificial mas, apesar disso, foi, quanto a mim, uma daquelas verdades inconvenientes que alguém tinha de dizer.
Pena que a dose de coragem evidenciada pelo ex-director de um matutino da capital - tão aplaudida por uma certa esquerda de discurso cada vez mais parecido com o das beatas que muitas vezes pretende ridicularizar – não tenha chegado para condenar mais uns quantos livros ditos sagrados e umas quantas religiões dessas muito em voga e com aspirações a controlar o mundo. Quem considera a Bíblia um manual de maus costumes não hesitará, certamente, em considerar o Corão como um almanaque do terrorismo. A menos que seja cobarde e tenha medo que os profetas da religião da paz lhe rebentem com a carcaça.
domingo, 18 de outubro de 2009
Comissões inúteis
sábado, 17 de outubro de 2009
Esclarecimento desnecessário
Sim, eu sei e por isso ninguém precisa de me fazer desenhos para ver se altero o conteudo do post anterior. Quando os peritos propuseram um imposto sobre o café estavam a pensar no IEC, Imposto especial sobre o consumo, cuja cobrança ocorre numa fase de comercialização do produto que não tem nada a ver com o momento em que o consumidor beberrica tranquilamente a sua bicazinha. Da mesma forma que, se um dia se lembrarem disso, um eventual imposto sobre o látex nunca será cobrado ao utilizador final no momento do seu uso. No entanto já todos estamos a imaginar umas quantas piadolas, mais ou menos javardotas, que podíamos fazer acerca disso... É, como tenho a mania de repetir, não deixar que a verdade estrague uma boa história.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Vai um impostozinho?
O combate ao défict continuará, para o bem e para o mal, a ser uma prioridade do próximo executivo. Nomeadamente agora que, por força dos chamados incentivos de combate à crise, o seu valor atingiu números a que já não estávamos habituados. Deve ser por isso que fiscalistas e outros activistas destas questões tem surgido nos últimos tempos a divulgar estudos, análises ou simplesmente bitaites, acerca das medidas que deverão ser adoptadas para colmatar o desacerto das contas públicas.
De todas a mais espectacular, ou mais parva dependendo do ponto de vista, seria a introdução de um novo imposto sobre o café. Não sei se a receita gerada terá um impacto significativo ou contribuirá de modo relevante para o aumento da receita fiscal. Do que tenho sérias dúvidas é da eficácia e da capacidade da máquina fiscal em controlar a sua cobrança. Provavelmente não passaria, a ser aplicada tão mirabolante ideia, de mais um aumento do preço a pagar pelo consumidor que serviria apenas para acrescer à margem de lucro dos empresários da restauração. Que, tanto quanto se sabe, não manterão com o fisco uma relação que prime pela honestidade, transparência e rigor.
Desconheço se os tais especialistas da área da fiscalidade se lembraram ou não mas, assim de repente, sou capaz de mencionar meia dúzia de alternativas provavelmente mais rentáveis e de controlo muito mais transparente e socialmente mais justas. Taxar, seja através do agravamento do iva ou de outra maneira qualquer, os artigos de luxo, as viagens para o estrangeiro, os artigos para animais de estimação, as mensagens de telemóvel, os recursos das decisões judiciais e os depósitos bancários que não sejam provenientes de rendimentos perfeitamente identificados como resultantes de uma actividade económica sujeita a tributação, não me parece que fosse por aí além muito difícil nem tão desagradável como o tal imposto sobre o cafezinho.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
O doentinho, o resort e a cooperação transfronteiriça
Ontem terá havido festarola no resort. Como todos sabemos uma festa, seja onde for que se realize, provoca quase sempre alguns excessos. Daí que um dos intervenientes mais jovem, em consequência disso ou de um defeito de fabrico de que na óptica dos acompanhantes será portador, tenha tido necessidade de recorrer aos cuidados do centro de saúde local. Apesar do caso não aparentar complexidade de maior o médico de serviço terá sido persuadido, ainda segundo os mesmos acompanhantes do jovem combalido, a enviar o rapaz para o hospital distrital mais próximo.
A chegada de uma ambulância dos bombeiros cá da terrinha ao banco de urgência e o quase simultâneo aparecimento de dois carros da policia, despertou a curiosidade entre os circundantes e constituiu motivo para, enquanto se inteiravam da identidade do ocupante e das causas das suas maleitas, atenuar o aborrecimento provocado pelas muitas horas à espera de noticias dos seus familiares ou amigos que se encontravam a receber tratamento ou aguardavam atendimento naquele hospital.
Não tardou que um automóvel, com muitos mais cavalos que o meu, e dois furgões repletos de gente interessada no estado de saúde do jovem chegasse ao local. A pressa era tal que apenas as mulheres, provavelmente limitadas pelo espaço de manobra permitido pela saia comprida e justa, entraram pelo portão. Os homens numa demonstração da sua evidente falta de civismo e manifesta incapacidade para viver em sociedade, saltaram o muro aos berros e invadiram as zonas de espera, de triagem e irromperam pelo banco de urgência. Quais seguranças, policias ou pessoal de serviço, qual quê, nada os demoveu de ocuparem as instalações. Nada é como quem diz. O aparecimento de dois doentes com uma máscara a tapar a boca e o nariz, de imediato conotados com alguém que padecesse de gripe A, provocou a debandada geral do grupo de energúmenos e a sua concentração no exterior do edifício.
Aqui, depois de acalmados pela polícia que com uma postura serena e dialogante tratou de arrefecer os ânimos, a conversa entre eles animou e rapidamente derivou do estado de saúde do parente para outros temas acerca dos quais, apercebi-me no decorrer da noite, possuem um elevadíssimo nivel de conhecimento que vai muito para além do evidenciado pela generalidade dos cidadãos. Sabem tudo acerca de automóveis topo de gama, respectivos acessórios e extras com que podem ser equipados, os modos de actuação das diversas forças de segurança, portuguesas e espanholas, e as virtudes e defeitos dos hospitais de um e do outro lado da fronteira.
O melhor estava entretanto reservado para o final. Apesar de todos eles serem moradores no nosso famoso resort, receberem o rendimento social de inserção e todo o tipo de apoios sociais que se possam imaginar, apesar de terem nascido por cá, de os filhos frequentarem a escola e de terem todos os documentos que os identifica como cidadãos portugueses, os fulanos são espanhóis! Ou melhor, são também espanhóis. Isto porque, segundo os próprios, o aperfeiçoamento do sistema informático da segurança social – esses malditos computadoris! – impedem que os subsídios sejam atribuídos em diferentes locais do país à mesma pessoa. Daí o recurso a Espanha. Onde, garantem, estão todos no desemprego. No “paro”, como fazem questão de frisar. Para tanto possuem DNI (equivalente ao nosso bilhete de identidade), morada em Badajoz e conta numa instituição bancária espanhola. O resto é fácil de calcular…e é um excelente exemplo da cooperação transfronteiriça entre o Alentejo e a Extremadura.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Estranho sentido de humor...
Circula pela internet um vídeo em que, alegadamente, uma obscura actriz brasileira -Maitê Proença, diz que é assim a sua graça - tece considerações pouco abonatórias em relação a Portugal e aos portugueses. Como não podia deixar de ser milhares de internautas, ofendidos com as opiniões expressas pela senhora, estão a tentar criar uma onda de indignação por considerarem tais afirmações ofensivas e, pasme-se, escandalosas.
Patético. É o que de mais simpático me ocorre dizer acerca desta indignação. Pior, mas muito pior do que é dito pela apresentadora no pequeno filme, são as desconsiderações sob a forma de anedota e as piadolas parvas que todos os dias os agora indignados lusitanos contam acerca dos alentejanos. Por mim, que vi o vídeo, não me sinto mais ofendido do que quando ouço um qualquer papalvo chamar burros, mandriões e outras coisas piores a quem nasceu no Alentejo. E, não. Não me venham com essa história do gajo inteligente e com sentido de humor que sabe rir de si próprio.
A essa cambada de virgens ofendidas é permitido dizer mal de tudo e de todos, contar anedotas e humilhar os outros, mas quando são eles os pretensamente ofendidos “aqui d’el rei que me estão que me estão a ofender” ou, como diz o outro, “ai, ai, ai, ai, ai…que não pode ser!” Por mim, enquanto português, não me sinto ofendido nem insultado. Tenho a inteligência bastante para saber que sentido de humor não me falta e rir de mim próprio é coisa que não me envergonha. Lamentavelmente a essa malta que se anda a indignar com as declarações da brasileirinha é que parecem faltar todos esses atributos.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Cidadãos merdosos
Perdi já o conto ás inúmeras fotografias de merda de cão que publiquei aqui no blogue. Claro que daí não resultou nenhuma alteração de comportamento por parte dos donos, nem os canitos deixaram de cagar a seu bel-prazer por onde muito bem lhes apetece. Mas não é por isso que deixarei de me insurgir contra a javardice provocada por uns quantos cidadãos pouco respeitadores das regras da boa convivência e do respeito pela limpeza e higiene que devem existir no espaço público.
O mais interessante é que muitos dos que contribuem para este estado de coisas são pessoas bem-postas na vida, com um nível de educação – medida apenas pelo diploma, claro está - acima da média e uma pretensa cultura cívica que não lhes devia permitir terem uma atitude tão básica e primitiva quando se trata de cuidar da canzoada. Abrir o portão e deixar o animal ir cagar para a porta do vizinho não me parece ser um acto de salutar vizinhança. Principalmente quando, como é o caso, o vizinho sou eu. Menos ainda será um acto de alguém preocupado com a saúde pública. Nem, se calhar, com a saúde do seu cão…
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
O dia seguinte
Um dia depois de fechadas as urnas e contados os votos parecem ainda subsistir algumas dúvidas acerca de quem ganhou as eleições de ontem. Dúvidas legítimas e absolutamente normais que se colocam sempre que se realizam eleições em Portugal e os intervenientes nas mesmas desatam a analisar, da maneira que mais lhes convém, os números daí resultantes.
Sendo as autárquicas não um, mas trezentos e oito actos eleitorais, parece óbvio que o vencedor será aquele que conseguir vencer o maior número dessas eleições. Ou seja, conquistar o maior número de Municípios. Há, no entanto, quem insista em considerar que não. Porque, para alguns, o que conta é o número de votos obtidos mesmo que num só município votem mais pessoas do que em cem todos juntos. Ou, noutra versão, ainda que um partido tenha ganho um maior número de Câmaras que o segundo, pode ser considerado perdedor se tiver deixado fugir umas quantas para os adversários. Lógico e bem visto. Acho eu.
Mas deixemo-nos de política e tratemos de coisas mais sérias. De futebol, por exemplo. Será que o Sporting, campeão nacional em título, deve despedir o Paulo Bento?! Se calhar é melhor não. Depois de em 2007/2008 ter ficado a catorze pontos do Porto, este promissor técnico conseguiu a brilhante proeza de, em 2008/2009, levar os leões à conquista do campeonato após ter ficado apenas a quatro pontos dos dragões e agora querem pôr o homem na rua?! Tá mal, pá.
domingo, 11 de outubro de 2009
IP2 novamente chumbado
O traçado alternativo para a variante a Estremoz do IP2 apresentado pelas Estradas de Portugal foi, tal como já havia acontecido com a primeira versão, chumbado devido ao impacto ambiental negativo e irreversível que produziria na zona que iria atravessar.
Tenho o maior respeito pela natureza. Sou, até, incapaz de arrancar uma florzinha ou esmagar um caracol. Gosto igualmente do sossego e desagrada-me ter centenas de automóveis a passarem a poucos metros do meu quintal. Compreendo por isso que alguns se sintam igualmente incomodados com a perspectiva de terem relativamente perto da sua habitação - seja ela a primeira, a segunda ou a terceira - todo o desassossego causado por uma via de trânsito, verem destruídas umas quantas flores – lindíssimas de certeza - e arrasado o habitat natural de uns quantos rastejantes raros e amorosos. Percebo ainda melhor que eventualmente - e nem estou a dizer que o façam - se movimentem junto de todos os seus conhecimentos e amizades com o intuito de preservar a sua qualidade de vida que, calculo, não lhes tenha saído barata. Tal como não sairá a sua manutenção, presumo.
Continuaremos, assim, a ter durante mais alguns anos um volume de trânsito elevadíssimo junto a escolas, centro de saúde e parque desportivo, onde diariamente passam milhares de pessoas sem que isso constitua preocupação de maior para quem tem de decidir estas coisas ou para aqueles que a elas se opõem. Que interessa o transtorno de tantos e o risco de vida de muitos se a alternativa é estragar o "meu" sossego?! Principalmente quando "eu" tenho dinheiro para o pagar.
sábado, 10 de outubro de 2009
Reflexões irreflectidas para reflectir no dia de reflexão
Hoje é dia de reflexão. Mais um. Pela terceira vez num curto espaço de três meses somos chamados a reflectir. Embora a reflexão seja um exercício importante a insistência na sua prática parece manifestamente exagerada. Repetitiva, até. Daí que, tal como acontece quando escrevo os outros posts, não tenha reflectido grande coisa acerca do tema sobre o qual me irei debruçar. Assim sendo as opiniões que aqui expressar continuarão a ser pouco sérias, por consequência não deverão ser levadas a sério por gente séria e, acima de tudo, continuarão a revelar-se completamente irrelevantes e desprovidas de qualquer fundamento.
Terminada a campanha eleitoral no nosso concelho e apresentadas todas as propostas, cabe agora aos estremocenses decidir o que querem para o nosso futuro. Por mim lamento apenas que ninguém se tenha referido ou apresentado ideias para combater aquele que é “O” problema de Estremoz e, de um modo geral, de todo o interior. A desertificação humana. Temos uma cidade e um concelho com qualidade de vida e onde temos tudo o que é exigível a uma terra com a nossa dimensão. Falta-nos apenas o essencial. Gente. Pessoas, porque sem elas podemos ter políticos genialmente brilhantes ou uma cidade espectacular, que de pouco servirá.
Claro que esse é um problema que nenhum dos candidatos pode resolver - todos eles até já contribuíram para a sua minimização – porque este é um daqueles casos em que a culpa recairá, quanto a mim, muito mais nos cidadãos do que nos políticos. A baixa natalidade, a continuar a tendência das últimas décadas, provocará num futuro não muito distante o desaparecimento de muitas localidades, tenham elas ou não infra-estruturas fantásticas. Por isso o meu desafio, mesmo que irreflectido, é que os eleitores e as eleitoras aproveitem o dia de reflexão – e também a noite – para reflectir sobre este assunto e, principalmente, agir. Vocês sabem do que eu estou a falar…
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Aprendizes de burlão
O roubo de identidades, aparentemente o intuito deste estratagema, é um problema sério, muito em voga e que pode trazer consequências bastante complicadas para a vítima. Analisando a relação risco/lucro pode dizer-se que este é um tipo de crime onde o risco de ser apanhado é baixíssimo, quase desprezível, enquanto os proveitos obtidos dependem apenas dos limites que o criminoso impuser à sua ambição.
No caso em concreto, embora o plano não pareça mau, a competência demonstrada deixa muito a desejar e revela claramente que o meliante é aprendiz ou burro. Quando se pretende ludibriar alguém deve sempre partir-se do princípio que o potencial ludibriado não é parvo de todo e que prestará o mínimo de atenção a alguns detalhes. Logo haverá que evitar erros crassos como, para citar apenas um, o português empregue na elaboração da mensagem. Era capaz de não ser má ideia a criatura frequentar mais umas aulas de língua portuguesa. Dessas que agora por aí há para estrangeiros.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Promessa eleitoral que falta fazer
Tal como seria de esperar, até porque é o hábito em período eleitoral, todos os partidos e outros candidatos às centenas de Câmaras e milhares de Juntas de Freguesia prometem nos seus programas a realização de obras para todos os gostos e a tomada de medidas em todas as áreas a que a nossa imaginação nos possa conduzir. Seja o que for que nós pensemos que possa ser feito, de certeza que já alguém pensou antes e aparece escarrapachado no programa de algum candidato a alguma coisa.
Prometem espalhar infra-estruturas de toda a índole por todo o território que, no interior pobre e desertificado, não terão num futuro próximo qualquer utilidade por não haver pessoas para as usufruir e que no litoral superpovoado servirão apenas para atrair ainda mais gente e diminuir, por consequência, a qualidade de vida.
Prometem uma generosa distribuição de dinheiro por determinados grupos, modernamente apelidada de apoios sociais, que na prática servirá para estimular o mercado da droga e da venda de armas. Ou, num segmento mais específico, dinamizar o mercado da prostituição e aumentar o fluxo de remessas monetárias para o Brasil.
Para pagar todas essas promessas será necessário muito dinheiro. Isto se partirmos do princípio que quem as faz tenciona pagá-las – o que em muitos casos, a ocorrer, constituiria uma surpresa – mas quanto a isso os programas eleitorais nada dizem. É, no entanto, bom que se tome consciência que aquilo que os aspirantes a políticos pretendem construir ou as verbas que prometem entregar aos mais pobres, como gostam de dizer, vão sair do bolso de alguém. No caso de todos os que pagam o IRS, o IMI e o IUC que, apesar de pagos longe das instalações municipais, constituem a principal fonte de financiamento da maioria dos municípios portugueses.
É por isso que a pergunta se impõe. Será assim tão difícil prometer não fazer nada?! Para além de ser uma promessa relativamente fácil de cumprir, em muitos casos daria reeleição quase garantida.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Ataques de verborreia
Já escrevi inúmeras vezes e devia por isso ser conhecido de quem visita este espaço, que o Kruzes Kanhoto não versa sobre a politica local. Embora possa tratar – e já o fez muitas vezes – de assuntos relacionados com a cidade e o concelho, a luta partidária não teve, não tem e nunca terá lugar por aqui. Afinal o blogue é meu e sou eu que decido quanto a isso, independentemente de haver quem ache que tal actuação pode configurar uma qualquer espécie de asfixia democrática.
Comentários ofensivos – nem elogiosos, acrescente-se - acerca dos candidatos, seus apoiantes ou como sucedeu mais recentemente em que eram mencionados alguns funcionários municipais, não serão obviamente aqui publicados. Mesmo sabendo-se que, por esta altura, as emoções entre os apaniguados das diversas candidaturas estarão ao rubro, que o anonimato proporcionado por estes novos meios tecnológicos potencia uma coragem inaudita e uma fraqueza pouco vista na apreciação das qualidades e defeitos alheios, um pouco de juízo e bom senso não fariam mal a ninguém. Até porque, recorde-se, um homem – ou uma mulher – só não muda de clube...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
As tripas da Elisa
Costumam ser os pequenos partidos a apresentar as propostas eleitorais mais esquisitas. Até porque, sabem à partida, não terão a responsabilidade de cumprir tudo o que de anormalmente estranho prometerem durante a campanha eleitoral. Causa-me por isso alguma surpresa que seja a candidata do Partido Socialista à Câmara do Porto a prometer dar tripas - o típico e simultaneamente asqueroso prato da cidade – a quem visitar a Invicta caso venha a ser, como não se espera, eleita para a presidência daquela autarquia. A proposta, para além de ridícula, apenas é viável mediante uma interpretação deveras generosa do complicado processo legislativo que rege as autarquias.
A Elisa, que até parece ser simpática e acredito pudesse ser uma boa Presidente se tivesse sido eleita há vinte anos, não goza de grande popularidade entre os eleitores locais. A estratégia de colagem ao velhote badalhoco que preside aos destino do clube que joga no Estádio do Ladrão já provou noutras ocasiões ser errada e afasta mais potenciais votantes do que aqueles que poderá cativar. Estranho é que dentro do PS ninguém perceba que enquanto os seus candidatos tiverem o alto patrocínio do presidente do clube de futebol do Porto nunca ganharão eleições naquela cidade. É, aliás, esse distanciamento que tem dado e continuará a dar sucessivas vitórias a Rui Rio.
Ninguém, pelo menos fora do Porto e do PS, percebe do que estarão à espera os dirigentes locais e nacionais para promoverem de vez o afastamento entre o partido e o dito velhinho. A menos que ambos tenham tanto em comum que uma separação se torne mais difícil do que separar gémeos siameses.
domingo, 4 de outubro de 2009
Para que querem um blog se não sabem escrever?!
Não conheço o individuo da foto de lado de nenhum. Sei apenas que se chamará Bo@avid@ Pires e que será editor de um blogue a que deu o sugestivo nome de “Cú de Oeiras”. Esta criatura merece hoje um lugar de destaque no “Kruzes Kanhoto” porque, descobri recentemente, usa os textos que aqui escrevo para, sem qualquer referência ao autor ou ao local de onde os roubou, publicar no seu patético blogue como se fossem seus. Provavelmente todos os outros posts que por lá estão publicados tê-los-à ido também gamar a outro lado qualquer. Inclusivamente a outros blogues de Estremoz. É só procurar que está lá tudo...
Mas não é o único. Tal como já havia feito o autor do pró-comunista "Rotundas e Encruzilhadas" relativamente à minha prosa acerca da asfixia democrática, um auto-intitulado “Patrulheiro da GNR” resolveu adoptar este post como sendo de sua autoria. Para alguém, que por aquilo que escreve ou copia, diz ser militar da Guarda Nacional Republicana parece-me um comportamento pouco ético e revelador de uma formação pessoal que deixará muito a desejar em alguém que é pago para fazer cumprir a lei.
Existe ainda uma outra classe de plagiadores. Os que vêm até aqui e copiam, no todo ou em parte, os textos que escrevo e enviam como comentário anónimo para outros blogues. Tal como os anteriores revelam uma baixeza de carácter de meter dó e um comportamento intelectualmente indigente.
Todas estas situações suscitam-me algumas questões para as quais não encontro resposta. O que leva alguém que não sabe alinhavar meia dúzia de baboseiras sob a forma de texto, a ter um blogue?! Ou, pior, havendo tanta coisa jeitosa e bem escrita por essa internet fora, porquê escolher as alarvidades manhosas que vou escrevendo no Kruzes?
Finalmente, para estes dois “senhores”, a que acima fiz referência, fica a sugestão. Copiem este post e colem nos seus blogues. Estão autorizados a fazê-lo. Se tiverem integridade para isso, publiquem-no. Na integra.
sábado, 3 de outubro de 2009
Segurança...ou não.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Aqui há gato!
O Bloco de Esquerda é um partido de causas. Perdidas e parvas quase todas mas, ainda assim, causas. Na falta de ideias melhores, ou por influencia de algum militante mais idiota, os gatos parecem ser a nova paixão dos Anacletos. De tal forma assim é que no Porto o programa eleitoral do BE àquela autarquia lamenta “a ausência de protecção para o gato de rua” e propõe-se criar a figura do “gato comunitário”, para o qual defende um “estatuto de protecção”. O que, presume-se, poderá ser o primeiro passo para a nacionalização dos pequenos felinos.
Faça-se, no entanto, alguma justiça à coerência destes fulanos. Esta causa está plenamente integrada naquilo que tem vindo a ser o percurso e as opções estratégicas deste partido ao longo dos últimos anos. É por isso que depois de defenderam veementemente as causas das bichas, não constitui grande surpresa que venham agora defender a dos bichanos.quinta-feira, 1 de outubro de 2009
"Xuning" ecologico
Volta e meia ouvem-se noticias que dão conta do roubo de combustível dos depósitos de viaturas estacionadas na cidade e, até mesmo, de outras recolhidas em instalações das empresas a que pertencem. Nada de muito surpreendente. Por um lado o elevado preço dos combustíveis transforma o precioso liquido que faz mover o mundo num bem extremamente apetecível para os amigos do alheio e, por outro, é conhecida a tendência dos automóveis de gama alta e dos furgões de grandes dimensões para consumirem uma quantidade apreciável de combustível a cada cem quilómetros. O que constitui, para os automobilistas que são forçados a possuir viaturas deste tipo, um verdadeiro drama tantas vezes incompreendido pelos fanáticos do abastecimento nas bombas de gasolina.
Desconheço se será por essa ou por qualquer outra razão que o proprietário deste carrito resolveu substituir o fecho do seu depósito por uma rolha de cortiça. Para além de ecológico é muito mais fácil de remover do que o equipamento de série, muito mais barato e apresenta ainda a inegável vantagem de proporcionar ao meliante que tenha de proceder à recolha do conteúdo a possibilidade de deixar tudo como encontrou sem necessidade de provocar estragos.
Claro que pode ser apenas para desenrascar porque a outra tampa se estragou ou, simplesmente, porque se trata de um chasso e o dono não está para investir mais dinheiro naquilo. Seja como for está original. quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Um dia o resort virá abaixo...
Sempre que escrevo acerca do resort das Quintinhas despoleto a ira de uns quantos visitantes que não se coíbem de manifestar a sua indignação e intolerância perante as posições por mim expressas acerca do assunto. Embora, diga-se, goste de receber por aqui gente indignada e intolerante não é por isso que hoje volto ao tema. É apenas porque me apetece.
Para este local está prevista a construção de um lar de terceira idade, no terreno delimitado pela vedação, do quartel da Guarda Nacional Republica e, provavelmente, passará também por ali uma futura ligação à zona industrial. Estes investimentos aliados à magnifica localização do terreno, situado junto a uma zona comercial, perto do acesso ao IP2, a curta distância do centro da cidade e de equipamentos como o centro de saúde, escolas e parque desportivo, farão com certeza disparar o seu valor podendo proporcionar ao Município e aos proprietários dos terrenos vizinhos igualmente prejudicados pela existência do resort, um significativo encaixe financeiro ou, se não for essa a opção, a utilização para outra qualquer finalidade que contribua para elevar a qualidade de vida dos habitantes de Estremoz ou para a elevação da riqueza produzida no concelho.
Por esta altura já alguns, poucos reconheça-se, espumarão de raiva enquanto se interrogam quanto ao destino a dar aos que por ali resolveram construir a sua habitação, armazém ou sede do seu negócio. Sinto-me tentado a dizer que não se faria nada e que cada um fosse à sua vida. Mas não o farei. Existem muitos edifícios devolutos dentro da cidade que serviriam na perfeição para acolher aqueles residentes e que os actuais proprietários seguramente não se importariam de vender a preços mais ou menos em conta. Quase ao preço de um Audi...
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Semasiologia...
Apesar de ter feito a tropa - Paulo Portas apenas haveria de ser Ministro da Defesa e desobrigar os jovens portugueses dessa tortura que era o serviço militar obrigatório vinte anos mais tarde – sempre detestei armas, nunca suportei comportamentos militaristas e ainda hoje detesto alguma linguagem mais belicista que de vez em quando é empregue mesmo em situações que pouco tem a ver com a “arte” da guerra.
Claro que também não sou nenhum pacifista. Pelo menos daqueles que, entre um e outro charro, espatifam montras ou correm policias à pedrada nas cidades onde se realizam as cimeiras do G8, do G20 ou de outra coisa qualquer que envolva lideres políticos ocidentais. Que, como se sabe, são os grandes responsáveis por tudo o que de mau acontece no planeta.
Defendo, isso sim, que algumas expressões que envolvem um potencial conteúdo bélico deviam ser eliminadas do nosso vocabulário. “Contar espingardas” é uma delas. Usa-se quando alguém, ou uma organização, pretende conhecer os apoios de que dispõe e com que pode contar numa qualquer disputa. Reparem como evitei usar as palavras batalha, peleja ou contenda e façam-me o favor de não me recordar que quem disputa não mede bem as palavras...
É por isso que faço questão de saudar as forças politicas que ultimamente tem organizado almoços, jantares, lanches, ceias ou seja lá o que for que envolva comezaina. Por mais discussão que o numero de comensais presentes em cada um dos repastos suscite entre os apaniguados, pelo menos num aspecto estamos já a dar uma lição ao mundo. Por cá não se contam espingardas. Fazemos algo de muito mais saudável, civilizado e que, ou muito me engano, ficará na história. Contamos talheres.
domingo, 27 de setembro de 2009
Euforia socialista
Afinal, tendo em conta as projecções de resultados eleitorais avançadas pelas diversas televisões e as reacções eufóricas a que assistimos, pode concluir-se facilmente e sem qualquer margem para erro que até os militantes, apoiantes e dirigentes do partido socialista estavam fartos da maioria absoluta agora, tudo o indica, morta e enterrada.
Festeje-se pois - e os socialistas já o estão fazer - o fim da maioria absoluta.
Apaixonado(a) anónimo(a)
Na paisagem urbana os contentores de resíduos sólidos indiferenciados são bastante procurados para fazer passar as mais diversas mensagens. Cartazes a anunciar grandiosas corridas de touros, propaganda partidária e publicidade a bruxos capazes de operar milagres daqueles verdadeiramente milagrosos, de tudo é possível encontrar colado a estes objectos.
É-me no entanto difícil imaginar um local mais improvável para escrever uma declaração de amor. Apesar de o amor ser uma cousa muito linda e um sentimento capaz de ultrapassar inúmeras barreiras, não me parece que declara-lo num contentor do lixo seja das atitudes mais românticas. Pior ainda. Esta mania de andar por aí a fazer declarações de amor anónimas é altamente condenável e só revela o baixo nível de quem as faz. Uns palermas é o que é. Quase tanto como os gajos que escrevem em blogues e não assinam por baixo. Ou inventam nomes parvos. Os palhaços.
Mesmo assim espero que a FiFi – ou o FiFi, sabe-se lá – tenha lido, identificado o autor da mensagem, nem que para isso tivesse sido necessário recorrer a sofisticados testes de caligrafia, e correspondido com idêntico ímpeto sentimental. E que vivam felizes para sempre. Ou pelo menos até começarem a reciclar.
sábado, 26 de setembro de 2009
Reflexões
Hoje é dia de reflexão. Reflictamos pois. Não tanto sobre o que se passou nos últimos quinze dias, ao longo dos quais se desenrolou uma campanha desprovida de interesse que para além da má educação de alguns candidatos e apaniguados das forças em presença em nada terá contribuído para alterar o sentido de voto da esmagadora maioria do eleitorado, mas sim acerca do que foram os quatro anos e meio que durou a legislatura.
Reflictamos se, tal como o outro que alegadamente terá acabado os seus dias pregado numa cruz, vamos perdoar o mal que nos fizeram e oferecer a outra face. Reflictamos também na situação profissional que vivíamos há quatro anos e na que vivemos hoje, nos vínculos que então possuíamos e nos que temos agora ou, para não perdermos muito tempo com reflexões, reflictamos apenas se o país em que vivemos é, nesta data, melhor do que era há quatro anos atrás.
Em caso de dúvida, ou de desempate, façamos o nosso exercício reflectivo na companhia das últimas declarações de irs. É capaz de ser esclarecedor para os mais indecisos.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
As ideias parvas de uma certa esquerdalha
Quando leio ou ouço a maioria das propostas eleitorais de uma certa esquerda pós modernaça, evoluída e cheia de conceitos fundamentais e determinantes – seja lá isso o que for – sinto-me meio assarapantado. Um turbilhão de sentimentos contraditórios percorre-me a mente e é com esforço que consigo evitar que sejam revelados nas páginas deste blogue.
Há, de facto, ideias que não lembram a ninguém. Nacionalizar a banca e mais umas quantas empresas ditas estratégicas será uma delas. Principalmente quando nada se diz do que se faria com os milhares de pequenos accionistas que investiram as suas poupanças na compra de títulos das sociedades que pretendem nacionalizar. É que, por mais que custe a alguns que parecem ter um bloco de qualquer matéria no lugar da cabeça, são muitos os trabalhadores, os reformados e os pequenos e médios aforradores que seriam atingidos por uma medida tão escabrosa como a que é proposta.
Os planos poupança reforma são outro alvo da fúria de uma certa esquerdalha. Para essa cambada a poupança fiscal conseguida é vista quase como um crime e o montante com ela conseguido, em lugar de permanecer no bolso dos contribuintes, deveria passar através do Estado para essa malta do rendimento mínimo que certamente saberia muitíssimo melhor como o aplicar. Nomeadamente em droga, que parece ser coisa do agrado da maralha que propõe estas coisas.
Mesmo nas questões mais comezinhas não se coíbem de igualmente explanar as suas teorias. Só para não ficarem calados. Porque se realmente acreditam naquilo que nos querem fazer crer então o caso não terá tanto a ver com a habitual demagogia politica mas antes com um qualquer problema do foro psiquiátrico. É por isso que acho que existem certos candidatos e candidaturas que nem se deviam apresentar às eleições. Não vale a pena. Além de não terem nada de interessante ou sequer coerente para transmitir ao eleitorado, face aos resultados que obtém – com sorte o quarto lugar – nem vale a pena ocuparem um tempo de antena que podia estar ao serviço da população e da massificação do acesso aos meios de comunicação social.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
"Vamos votar"
O Rossio Marquês de Pombal é utilizado por muitos caravanistas como local de pernoita ou mesmo de aparcamento durante um ou dois dias enquanto aproveitam para visitar a cidade. Seja qual for o caso dos ocupantes desta auto-caravana, a mensagem toscamente pintada no veículo parece não deixar dúvidas que estão a caminho do local onde pretendem exercer o seu direito de voto e que fazem questão de – ao intento – o partilhar connosco. Porque quanto ao voto isso é lá com eles.
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