sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Blogosfera local

Através dos links da barra lateral vou acompanhando as actualizações da blogosfera estremocense, pelo menos daquela que me interessa, e é através dela que fico a saber da existência de novos blogues que tem como objectivo anunciado tratar temas relacionados com a sociedade local.

Se quanto aos blogues para os quais disponibilizo hiperligações sou um visitante quase diário, já relativamente aos outros apenas esporadicamente por lá passo. Até porque a quantidade destes espaços e a rapidez com que acabam não merecem que se lhes dedique grande atenção. Daí que não esteja inteiramente a par das incidências que conduziram ao encerramento de alguns pouco tempo depois de terem sido criados.

Quem inicia um blogue terá certamente um fim em vista. Terminá-lo ao fim de meia dúzia de posts não me parece nada de estranho nem que mereça grandes explicações por parte do autor. Agora o que não acho normal são os motivos que estão a ser invocados para o encerramento de alguns blogues da nossa praça. Vão-me perdoar mas não acredito neles. Pelo menos não creio que possam ser razão suficiente para condicionar a vontade a alguém que pretenda escrever meia dúzia de patacoadas sobre aquilo que lhe passe pela cabeça.

O grande educador dos novos revolucionários

Augusto Santos Silva é um dos maiores cromos da política portuguesa. O homem está visivelmente transtornado e de cada vez que abre a boca consegue dizer ainda mais disparates que na ocasião anterior. A sua mais recente intervenção, se é que não houve já outra porque a criatura intervém que se farta, é bem elucidativa da confusão que vai naquela cabeça.

Assegura o porta-voz do PS, ao melhor estilo de Vasco Gonçalves, que aquilo que realmente lhe dá gozo é malhar nos partidos reaccionários e de direita que são, na sua concepção da política portuguesa, o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda. Mesmo tendo em conta que essas palavras foram proferidas depois do jantar, parece claro que o revolucionário Augusto está confuso. Ou então estamos perante um novo grande educador. Não da classe operária, que essa há muito que está no desemprego, na pré reforma ou emigrou, mas de uma nova vaga de revolucionários que têm Sócrates como o grande timoneiro.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Piadas parvas

Apesar de não ter jeito nenhum para contar anedotas, mesmo quando tento fazer uma ou outra piada aqui no blogue não consigo arrancar aos leitores mais que um sorriso amarelo, considero-me dotado de um razoável sentido de humor. Isto inclui uma capacidade relativamente aceitável de me rir de mim próprio e uma ausência de reserva mental acerca dos limites do humor, desde que estes não ultrapassem os padrões do bom gosto e do respeito para com os outros.

E é precisamente por isso que não aprecio piadas parvas - repare-se que não uso o termo anedotas - em que os alentejanos são sistematicamente caricaturados como pouco dados ao trabalho, avessos a movimentarem-se, ignorantes e, de maneira geral, mais parvos que a generalidade dos restantes portugueses.

Reconheço que algumas anedotas que envolvem alentejanos têm a sua graça. O que me revolta é que sejamos constantemente apontados como exemplo sempre que se pretende catalogar alguém como mandrião. Não me parece justo, desagrada-me e sinto-me ofendido. Não trabalho menos que qualquer outro português de qualquer outra região do país e, por isso, não aceito ser apresentado como madraço por um badalhoco qualquer.

Algumas das afirmações que por aí se publicam – mais uma vez saliento que nem estou a pensar em anedotas – se em vez de alentejanos fizessem alusão a pretos ou a outra minoria étnica ou religiosa, eram capazes de causar alguma agitação em certas mentes sempre prontas a indignarem-se quando alguém se refere às minorias de forma politicamente menos correcta. Recordo ainda que no Brasil os portugueses estão para o anedotário nacional e para as piadolas estúpidas como estão os alentejanos em Portugal e não me consta que a coisa seja particularmente apreciada por cá…

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Estacionamento tuga

Quem conhece Estremoz sabe que, mesmo no centro da cidade, existe um largo de proporções gigantescas que serve de parque de estacionamento. Salvo uma ou outra ocasião mais especial dispõe sempre de imenso espaço livre para estacionar o que, para além de inviabilizar a actividade de arrumador - coisa que felizmente ainda não temos por cá - permite deixar o carro à distância de poucas dezenas de metros de qualquer estabelecimento comercial da zona central da cidade.

Ainda assim parece demasiado longe. Para além das “tias”, das mulherezinhas fúteis e das que acumulam ambas as condições, que diariamente fazem a rondas das sapatarias e dos pronto-a-vestir, também os homens da lavoura insistem em levar o meio de transporte até à porta da loja onde vão fazer compras.