terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Baby boom à portuguesa

À semelhança do que já fazem outras empresas em alguns países também a Canon, no Japão, resolveu mandar os seus empregados mais cedo para casa dois dias por semana. A medida, mesmo que eventualmente tenha alguma coisa a ver com a crise que anda por aí, é justificada pelo conselho dado ao pessoal para aproveitar o tempo livre que lhes é proporcionado para trabalharem na reprodução da espécie.

Este procedimento, embora arrojado, em nada se compara com aquele que os empresários portugueses, como se sabe dotados de uma sensibilidade social e uma visão estratégica absolutamente notáveis, tem vindo a adoptar ao longo dos últimos meses. Ao despedirem muitos milhares de colaboradores, em muitos casos marido e mulher, que consequentemente ficarão em casa e com muito tempo livre, os patrões lusos poderão estar a contribuir para um verdadeiro baby boom. Ao ritmo a que se sucedem os encerramentos, se os trabalhadores despedidos “colaborarem” muito, Portugal terá dentro de pouco tempo uma densidade populacional superior a Gaza. Talvez seja essa a afinidade que o Bloco de Esquerda já está a descortinar...

Ana e os amiguinhos

A inenarrável Ana Gomes, aquela senhora com um bom emprego, aspecto estranho, ideias parvas e amigos esquisitos, continua a insistir que Portugal, tal como outros países europeus, deve receber alguns dos prisioneiros de Guatanamo. O pior é que apesar de a ideia ser o que realmente parece – uma estupidez – é bem capaz de ir para diante e todos acabarmos por sustentar mais uns quantos malandrecos.

Após a sua libertação o mais provável é quase todos associarem-se, ou juntarem-se novamente, a redes de terrorismo e continuarem as suas actividades criminosas. Se daí resultarem novos atentados que provoquem mais mortes inocentes, Ana Gomes e todos os que como ela são favoráveis à vinda desta malta para cá deverão ser responsabilizados criminalmente e considerados tão culpados como os seus terroristas de estimação.

Apetece-me terminar com uma sugestão: Que a eurodeputada os leve para casa e viva feliz com eles – todos – para sempre. Mas é melhor não. Nem um taliban por mais terrorista que seja merece tal castigo.

Gabarolas

Há quem garanta insistentemente que três anos depois da posse do governo de José Sócrates Portugal é um país melhor. Será. Para alguns, não para a generalidade dos portugueses. Todos os indicadores pelos quais habitualmente se mede a qualidade de vida da população estão hoje piores que antes e até mesmo o malfadado deficit em nome do qual se encerrou meio país e devastou as expectativas de quase todos, até esse, provavelmente ficará no final da legislatura em níveis muito próximos daquilo que estava antes.

O pior de tudo e que demonstra cabalmente a estatura moral das elites dirigentes é que são incapazes de reconhecer os seus fracassos, para os quais encontram facilmente culpados, mas não poupam encómios aos seus feitos, por mais anémicos e insignificantes que estes se revelem. Se, quando as coisas correm bem é graças à acção dos governos e a conjuntura não é chamada ao caso, seria bom que quando correm mal não culpassem a crise e assumissem as suas responsabilidades. Mas isso, provavelmente, seria pedir demais. Normalmente apenas os homens honestos o fazem.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A SIC em Estremoz

Ao que parece a SIC vai transmitir na semana que hoje se inicia, no programa "Nós por cá", emitido diariamente entre as dezanove e as vinte horas, uma reportagem realizada em Estremoz. Mais concretamente na Fonte do Imperador.

Pontapés na gramática

Várias previsões depois, parece ser agora unânime entre os economistas, políticos de todas as cores, governador do banco de Portugal e pessoas que percebem destas coisas, que o crescimento da economia portuguesa em 2009 vai ser negativo.

Este conceito - crescimento negativo - é algo que me deixa confuso. Porque, no meu dicionário, isso quer dizer diminuição da riqueza produzida no país. Ou que encolhemos. O que vai dar mais ou menos ao mesmo. Portanto afirmar que algo vai crescer negativamente não parece outra coisa senão um valente pontapé na gramática. O que não admira muito porque a malta dos números apresenta um grau extremamente elevado de dificuldade com as palavras, basta ver como não nos consegue convencer relativamente à bondade das previsões, das estatísticas, nem das medidas com que nos vão tramando.