sábado, 17 de janeiro de 2009

O “Patolas” foi preso

Confesso que fiquei apreensivo ao ler o título de uma notícia, que já não é nova, terá três ou quatro dias o que, para notícia, constitui uma idade bastante respeitável e a caminhar para balzaquiana, que dava conta da prisão de um tal “Patolas”.

O simpático canito que responde por esse nome não parece capaz de cometer atrocidades que justifiquem a sua detenção, salvo uma ou outra travessura própria da idade. Não vive em apartamentos, corre livremente pelos campos, não caga nos passeios, rói todos os ossos que apanha e persegue como se não houvesse amanhã cada gato que se lhe atravessa no caminho. É, portanto, um cão à séria e não como esses lulus mariquinhas que donos não menos mariquinhas por aí passeiam.

Constatei depois, na sequência da leitura, que não havia motivo para me preocupar. Afinal o “Patolas” era outro. Trata-se de um perigoso meliante – embora o nome, de tão ridículo que é, não o faça crer – líder de um gang que exercia a sua actividade na linha de Sintra e que há muito estava na mira das autoridades policiais. No entanto, depois de ler a reportagem acerca deste e de outros bandidos, dei comigo a pensar porque motivo não haverá em Estremoz delinquentes com nomes tão porreiros…

Estaria com os copos?!

TVI, sexta feira, telejornal das oito, Vasco Pulido Valente manifestando a sua indignação relativamente às recentes declarações do Cardeal Patriarca de Lisboa: “…é óbvio que qualquer mulher ocidental que vá viver com uma família árabe perde direitos…então não vá!”.

Ou seja, o padrecas não se terá expressado bem. A recomendação às moçoilas casadoiras devia ter sido mais ou menos assim “…se casarem com um muçulmano nunca vão viver com a respectiva família…” e aí parece que todos estariam de acordo.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Rede alternativa

O recente encerramento da bilheteira onde se vendiam os títulos de transporte da Rede de Expressos, sita na antiga estação da CP, embora não constitua grande surpresa, não deixa de ser mais um acto condenável de uma empresa que evidencia uma manifesta falta de respeito por aqueles que são a razão de ser da sua existência. Os seus utentes.

O serviço prestado por aquela empresa, pelo menos nesta região, é perfeitamente lastimável. Basta assistir ao embarque dos passageiros nos autocarros de Domingo à tarde com destino a Lisboa. Por vezes assiste-se ao caricato de pessoas com bilhete serem forçadas a ficar em terra em virtude da viatura, quando chega a Estremoz, já não trazer lugares disponíveis em quantidade suficiente para os bilhetes vendidos.

Recordo-me de outros tempos, durante toda a década de oitenta, em que o serviço de transporte de passageiros entre Campo Maior e Lisboa, com passagem por Estremoz, era assegurado por duas empresas transportadoras privadas. Provavelmente essa terá de voltar a ser a alternativa. Cabe às autarquias da região tomar a iniciativa, desenvolver esforços junto de outros operadores e tentar cativá-los para investirem neste percurso. Se há vinte e tal anos era rentável, hoje, com a necessidade de constantes deslocações a Lisboa e com o elevado número de estudantes a frequentar estabelecimentos de ensino na zona da capital, acredito que a exploração desta “linha” seria perfeitamente rentável.

Do Contra

Não. Não vou fazer nenhuma piadola fácil sobre mouros. Ainda menos vou divagar acerca da maneira pouco ortodoxa que usam para comunicar com o seu deus, nem tão pouco com o facto de tanta gente junta de cú para ar poder ser motivo de chacota. Hoje sinto-me particularmente multiculturalista e prefiro por isso homenagear a criatura que, entre tantos, consegue ser o único a acertar o ritmo da reza.