José Sócrates continua a saga inovadora e a mostrar dotes invejáveis de vendedor. Primeiro foi o “Magalhães”, o computador português que todos os seus assessores usam para trabalhar, porque não precisam de outro, e que um dia chegará às mãos de todas as criancinhas portuguesas, venezuelanas e de outras nacionalidades que agora não vêm ao caso mas que de certeza serão muitas.
Agora é o automóvel eléctrico. Também “made in” Portugal, pois claro. Que se saiba, este "Magalhães do asfalto”, ainda não tem nome nem consta que vá ser vendido a preços módicos, sequer relativamente módicos ou distribuído gratuitamente pelos mais carenciados. Terá, isso o nosso primeiro já garantiu, um importante incentivo fiscal que, no caso dos compradores, se traduzirá por deduções significativas no IRS ou IRC consoante se trate de particulares ou empresas. Este automóvel será também, assim que começar a ser produzido, o único meio de transporte ao dispor de todos os assessores do primeiro-ministro. Isto, claro, depois um crash-test a cargo do insuspeito Hugo Chavez. Mas isso sou só eu a dizer, que a maior parte das vezes até ando a pé.
Por mim tudo isto me parece bem. Se já achava excelente a ideia do “Magalhães” e de um computador para cada puto, ou putas que elas também necessitam de informatizar a escrita e manter um registo actualizado dos clientes, ainda gosto mais do rodinhas movido a electricidade. Ou a pilhas recarregáveis, tanto faz.