quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Generosidades

Entre outras – poucas – actividades o Banco de Portugal tem como missão fazer relatórios sobre coisas. E emitir opiniões, também. A maior parte das quais dotadas de uma lógica que foge à compreensão de qualquer mortal que, por norma, as acha completamente parvas.

Apesar de não ter dado conta das tramóias que ocorreram no BCP, nem do desaparecimento de algumas centenas de milhões de euros do BPN, a instituição liderada por Victor Constâncio, no último relatório que chegou ao conhecimento público, conseguiu vislumbrar uma magnânima generosidade na atribuição do subsídio de desemprego àqueles que ficaram sem o seu posto de trabalho. E isso constitui, garantem os magos da análise, uma das causas da crise e do elevado número de desempregados.

Provavelmente ninguém, nem mesmo os beneficiários desta prestação social, notaria a sua generosidade. Que seria de nós sem esta gente para nos elucidar sobre estas pequenas coisas?! Decididamente o governador do Banco de Portugal merece cada um dos muitíssimos euros que o país generosamente lhe paga.

Prémio Dardos

Mais um "Prémio Dardos" atribuído a este blogue. Desta vez pelo Farmácia Central, um dos melhores blogues do panorama bloguistico nacional. Penso eu de que.

O seu a seu dono

São muitas as fotografias de dejectos de cão que tenho publicado ao longo destes três anos e meio de blogues. Tantas que dariam para fazer uma exposição sobre o tema. Esta é, quase de certeza, uma das melhores. Foi obtida ontem, numa rua do Bairro da Salsinha, relativamente perto da casa onde moram os donos do canito autor deste monumental monte de merda. Trata-se de um casal de velhotes, já reformados, com tempo mais do que suficiente para passear o bicho pelos terrenos circundantes ao bairro onde estas coisas não incomodam ninguém. Se não o fazem será porque, possivelmente, entretêm o seu tempo noutras coisas certamente muito mais importantes. Ou que lhes dão mais prazer.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O que os une é mais forte (muito mais) do que aquilo que os separa.

Que diferenças existem entre o discurso de Manuela Ferreira Leite e a prática governativa de José Sócrates? Nenhumas, diria eu. Sem ponta de ironia. Talvez a líder do PSD tenha o coração mais perto da boca, coisa de família a julgar pelo que se ouve todas as segundas à noite num canal televisivo, e diga em voz alta aquilo que o primeiro-ministro não permite que os seus lábios pronunciem.

Recorde-se, a propósito, o que o insuspeito socialista António Barreto escreveu no jornal “Público”, no inicio deste ano, acerca do seu camarada que ocupa o lugar de presidente do conselho de ministros.

"Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu Governo. O primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra a autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas. Temos de reconhecer: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo..."

Reciprocidades. Ou não.

A lista de sítios e blogues apresentada na coluna da direita diminuiu drasticamente nos últimos dias. Trata-se de aplicar o princípio da reciprocidade e de apenas divulgar os espaços que têm igual procedimento para com este blogue. Como é óbvio cada webmaster faz dos seus sites o que muito bem entende e divulga aquilo que melhor lhe parece ou adequa aos conteúdos que publica. Nesta conformidade entendi não continuar a publicitar quem não retribui com igual procedimento. As minhas desculpas, por isso, aos leitores que acediam a vários blogues, nomeadamente alentejanos, a partir daquela listagem.

Pronto, era só um leitor. Mas ainda assim desculpa lá o mau jeito.