terça-feira, 18 de novembro de 2008

Esquemas manhosos para ganhar dinheiro

Já toda a gente terá ouvido falar de esquemas mais ou menos fantásticos que prometem lucros fabulosos e rendimentos quase tão astronómicos que qualquer gestor, privado ou público, e até mesmo o governador do Banco de Portugal, ficariam envergonhados perante tanta fartura. O melhor da coisa é que tamanha fortuna se consegue, ao que garantem os promotores destes aliciantes programas de enriquecimento colectivo, de uma maneira fácil, rápida e principalmente sem ser necessário desenvolver um esforço significativo. O que serve para dar crédito ao que anunciam, porque as grandes fortunas que por aí existirão, também, ao que consta, terão aparecido sem trabalho que tivesse provocado algum tipo de cansaço.

Para além daquelas mensagens estúpidas, que nos enviam aqueles “powerpoints” parvos e umas quantas ladainhas idiotas, é de mensagens alusivas aos mais piramidais esquemas para ficar milionário que as minhas caixas de correio electrónicas têm estado repletas nos tempos mais recentes. Desde o jogo da bolha, ou algo vagamente parecido, até uma proposta, quase irrecusável diga-se, para depositar um (!) euro numas quantas contas e esperar que outros desgraçados façam o mesmo na minha, tenho recebido de quase tudo. Por isso que ninguém se admire se cá o “Je”, um destes dias, surgir à esquina montado num topo de gama, começar a visitar a ilha do tio Fidel ou, quem sabe, passar a vestir uma fatiota toda janota.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Relvado (ao longe)

A colocação do relvado sintético no estádio municipal parece estar quase pronta, constituindo um importante investimento que em muito irá valorizar aquela infra-estrutura e contribuirá para colocar à disposição de todos os praticantes um espaço de qualidade para a prática desportiva.

Agora, para a coisa ficar mesmo jeitosa, só falta acabar com aquele vazio imenso que não serve para nada a não ser manter os espectadores a vinte metros da linha lateral mais próxima. Esta distância torna a tarefa de acertar com qualquer coisa no árbitro assistente uma missão quase impossível e, caso o mesmo não disponha de um apurado sentido auditivo, faz com que chamar os impropérios da ordem ao cavalheiro da bandeirinha se revele algo praticamente inútil.

domingo, 16 de novembro de 2008

Melhorem a pontaria, porra!

Talvez aproveitando a onda de protesto dos professores, também os alunos têm nos últimos dias manifestado a sua indignação contra as politicas educativas, nomeadamente o regime de faltas implementado no presente ano lectivo pelo Ministério da Educação. Independentemente da notória e mais que evidente idiotice que constitui o dito regime, a forma de luta adoptada por alguns estudantes parece-me tão desadequada como a pontaria evidenciada na tarefa de acertar nos alvos da sua ira. Até porque é sobejamente sabido que, por causa da estatística, no final do ano são raríssimos os que conseguem a fantástica proeza de chumbar,

O arremesso de ovos, tomates ou outros bens comestíveis que começa a generalizar-se, sempre que por perto está um responsável do Ministério da Educação, devia ser severamente punido. É uma falta de respeito. Principalmente por aqueles que nem para comer uma omeleta e uma saladinha têm dinheiro. É que sempre me ensinaram que com a comida não se brinca. Nem luta.

Ao menos melhorem a pontaria e para a próxima vejam lá se acertam.

sábado, 15 de novembro de 2008

Bota abaixo!

Muitos municípios estão a optar por agravar a taxa de IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis – para os prédios devolutos e/ou degradados dos centros urbanos. O que em teoria parece uma medida sensata, pois supostamente visará penalizar os proprietários que não colocam os prédios no mercado de arrendamento nem promovem a sua recuperação, pode não passar apenas de um descarado aumento da carga fiscal sobre o património. Provavelmente a melhor solução para muitos desses edifícios – os degradados, evidentemente - seria a sua demolição e a requalificação do espaço por eles ocupado.

Estremoz não é uma cidade, pelo menos por comparação com outras, onde esta questão seja demasiado preocupante. Embora existam situações pontuais, merecedores de alguma atenção, nomeadamente a Rua Magalhães de Lima. A demolição dos prédios em ruína junto ao largo do Espírito Santo e o aproveitamento do terreno entretanto liberto poderia constituir uma mais-valia para a zona, aproveitando o espaço para outro tipo de infra-estrutura. Até porque, face à acentuada diminuição de população, a construção de novas habitações não se afigura como prioritária.

Outro exemplo apontado com frequência é o da antiga casa da Câmara junto ao Arco de Santarém. Embora muitos idealizem a reconstrução do edifício, para ali instalar qualquer coisa relacionada com actividades culturais manhosas, daquelas que nos dias bons atraem o interesse de quatro gatos-pingados, a melhor solução passaria, também, pela sua demolição. Poupar-se-iam ao erário público alguns milhões de euros em estudos, pareceres, projectos, construção, manutenção e custos de funcionamento enquanto a cidade ganharia um amplo espaço, no centro histórico, onde podia, por exemplo, ser construído um jardim. Ou na falta de ideias melhores, um parque de estacionamento.