Qual Google, qual Yahoo, este sim é o melhor motor de busca do mundo. E dos arredores, também.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Algo realmente útil
Prémio Dardos
A Manga dalpaka, do blogue Front Office, linkado – preferia dizer hiperligado mas não me soa nada bem – na barra lateral aqui do KruzesKanhoto, atribuiu-me o prémio “Dardos”. O que, obviamente, me deixou todo satisfeito. Contentinho, até. Vou, no entanto, ser mau. Bera, mesmo. Coisa em que, diga-se, sou bom. Fico com ele só para mim e não o passo a mais ninguém contrariando, ou apenas não cumprindo o que como se sabe não é exactamente a mesma coisa, uma das regras que impunha a sua passagem a mais quinze blogues.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
A "outra" pergunta
A recente polémica em torno do casamento dos homossexuais tem sido centrada, quase exclusivamente, nos supostos “direitos” que a estes devem ser reconhecidos e na discriminação de que dizem ser vitimas – os desgraçadinhos - por a lei não prever, ou permitir, que possam casar com o seu parceiro de paneleiragem ou de fufice.
Este parece, aliás, ser o único aspecto em discussão. Ninguém se mostrou preocupado com as consequências que adviriam para os restantes cidadãos, que têm todo o direito a não gostar destas misturas, se a lei passasse a consagrar a possibilidade legal de duas pessoas do mesmo sexo serem casadas uma com a outra. A ter ido em frente esta intenção legislativa, poderiam vir a suceder-se os mal-entendidos e as situações em que as pessoas se sentiriam ofendidas e humilhadas ao serem-lhe colocadas questões que, presentemente, todos temos como banais.
Imagine-se, perante a necessidade de responder a um inquérito, preencher um formulário ou elaborar qualquer documento, alguém perguntar-nos o nosso estado civil e, no caso de a resposta ser casado, inquirir seguidamente se com um homem ou com uma mulher.
Cá por mim dava-lhe um murro nos cornos.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
A pergunta
Há perguntas e perguntas. Inconvenientes, desnecessárias, pertinentes, incomodas, inocentes e outras coisas mais que agora não me ocorrem. Esta, da autoria de um deputado do grupo parlamentar do Partido Comunista, acerca do atraso na construção do IP2 é, no mínimo, desconcertante. É que assim de repente não estou a ver motivo nenhum…Se descontarmos um riquíssimo ecossistema, de existência desconhecida até saber-se que ia por lá passar uma estrada, e com o qual ninguém se preocupou antes ou depois de terem conseguido o chumbo do traçado e garantido o sossego da bicharada que por lá habita.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Humor contemporâneo
Aparentemente há coisas com que não se brinca. Pelo menos deve ser isso que pensam alguns iluminados que pretendem ditar as regras do politicamente correcto e que parecem pretender que todos as sigam. Mesmo os que se estão nas tintas para elas. E também para eles. Como se não vivêssemos numa sociedade plural onde cada um tem direito à sua opinião e a expressá-la livremente.
Houve quem se sentisse incomodado com o sketch dos “Contemporâneos”, que ironizava com a temática dos casamentos “gay”, em que os actores intervenientes interpretavam o papel de dois ciganos que davam o nó. Parece que em Portugal apenas os políticos e os alentejanos podem ser alvo de piadas. Por mais parvas, estúpidas, ofensivas e muitas vezes caluniosas que, não raramente, se revelem.
O programa televisivo terá conseguido de uma só vez desagradar aos homossexuais e aos ciganos. O curioso é que, sabe-se, os segundos não gostam dos primeiros e ter-se-ão sentido ofendidos por alguém brincar com o sentimento da comunidade, que de forma alguma se revê em práticas que consideram abjectas como a homossexualidade. Contudo não é isso que preocupa a intelectualidade queixinhas e apaneleirada. Para essa gente a comunidade cigana está à vontade para ser homofóbica, seja lá isso o que for, os outros é que não podem sê-lo.