domingo, 13 de julho de 2008

Realojamentos

Os recentes confrontos num bairro social em Loures vêm mais uma vez - como se isso ainda fosse preciso - demonstrar que a politica seguida em muitos municípios relativamente ao realojamento de moradores de bairros precários tem sido profundamente errada.

Apesar de todas as teorias integracionistas, do multiculturalismo exacerbado que certa intelectualidade bem pensante e das opiniões iluminadas de uma certa esquerdalha amiga de todas as raças e etnias – pelo menos até à altura que algum dos seus membros vai parar à turma do rebento - que aqui e ali se vão ouvindo também por estas bandas, nunca as diversas forças politicas que ocuparam lugares de decisão a nível local optaram por realizar este ou qualquer outro tipo de realojamento. O que se tem revelado uma decisão acertada e com a qual a esmagadora maioria dos estremocenses concordará.

Obviamente que acontecimentos daquela natureza poderão igualmente acontecer por cá, nomeadamente se tivermos em conta o elevado número de armas que existirão na posse de particulares, no entanto se restritos a uma determinada comunidade, com laços de sangue ou parentesco de permeio, nunca atingirão proporções significativas.

sábado, 12 de julho de 2008

Gadanha olimpico

Apesar de não haver estremocenses nas olimpíadas não é por isso que estaremos menos atentos ao evento desportivo que, de quatro em quatro anos, mobiliza a atenção mundial. A prová-lo estão os anéis olímpicos que orgulhosamente o nosso “Gadanha” ostenta lembrando-nos que o tempo corre velozmente e que os jogos começarão um destes dias…

sexta-feira, 11 de julho de 2008

E internet?! Para quando?

Este “bairro”, situado numa das entradas da cidade, é habitado por pessoas, nas suas próprias palavras, desempregadas e reformadas. Contudo, no caso dos desempregados, são bem poucos os moradores que estão, ou foram alguma vez, colocados pelo Centro de Emprego em programas ocupacionais e, possivelmente, serão ainda menos os que por sua iniciativa procuram activamente um trabalho. O que leva, naturalmente, a duvidar da sua condição de “desempregado”…

Consta que vivem do Rendimento Social de Inserção que lhe é generosamente atribuído pela segurança social. Ou seja, não farão – a confirmar-se essa versão - nada de útil à sociedade, a não ser servir-se dela, vivendo à conta de quem trabalha e desconta uma parte significativa do seu salário. Dispõem, por isso, de muito tempo livre que ocupam ociosamente pelo bar da superfície comercial da zona, onde tomam o pequeno-almoço, lancham e beberricam o café da manhã, do meio-dia e da tarde. Nos intervalos de tão cansativa ocupação fazem umas petiscaradas no bairro com qualquer coisa obtida no supermercado.

É claro que as condições em que vivem são deploráveis. Apesar de o bairro dispor desde há muito de abastecimento de água e fornecimento de electricidade de forma completamente gratuita, verificam-se ainda imensas lacunas. Uma falha lamentável é não haver um acesso gratuito à internet, à semelhança do que acontece no Rossio e na zona do Jardim, disponibilizado pelo EDD. Tal contribuiria em muito para a integração dos que ali moram, melhoraria a sua qualidade de vida e, principalmente, facilitaria a obtenção de vídeo-jogos, filmes e música à rapaziada mais jovem lá do sítio. De forma pouco legal, é certo, mas ainda assim menos arriscada do que actualmente serão obrigados a fazer.