É inacreditável a quantidade de pessoas que julgam convictamente ser possível proporcionar todo o tipo de bens e serviços de forma gratuita a toda a gente. Ou, outros ligeiramente menos ingénuos, a uma enorme franja da população que caracterizam como vulnerável. O Estado, no entendimento dessas pessoas, terá essa obrigação.
Obviamente tal não é possível. E, mesmo que assim fosse, rapidamente constataríamos que o sistema, para além de não ser viável, não seria do nosso agrado. Todos os povos que viveram – ou ainda vivem, infelizmente para eles – sob as ditaduras comunistas, onde essas práticas foram experimentadas, sabem disso. Por mim, prefiro um país onde toda a gente tenha rendimentos – do trabalho, capitais ou outros desde que legítimos - que lhes permitam pagar todos os bens e serviços de que necessitem.
A última exigência de gratuitidade vem, outra vez, dos doidinhos do Bloco de Esquerda. Querem, no que estranhamente são secundados por pessoas aparentemente inteligentes, que as refeições escolares sejam inteiramente gratuitas até ao 12º ano. O mais provável é conseguirem levar a ideia avante. Alguém, obviamente, vai pagar que isto não há almoços grátis. Na parte que me toca, já estou habituado. Paguei as dos meus filhos, por que raio não hei-de pagar as dos outros?
Quando a escolaridade obrigatória não excedia o 4º ano ou até o 6º, o almoço gratuito teria sido muito bem vindo. Agora, até ao 12º já coloco sérias dúvidas.
ResponderEliminarO Estado não pode arcar com todas as despesas e os tão apregoados níveis de pobreza ou de quem vive no limiar da dita, não andam a estudar.
Se todos os miúdos têm telemóveis, alguns topo de gama, também podem levar o almoço de casa. Digo, eu, a quem nunca o Estado pagou nada; a não ser agora a mísera reforma.
Cumprimentos e bom FDS.