Ao contrário do que me parece ser a opinião quase generalizada, o problema não são as eleições. Em democracia o voto nunca é um problema. A chatice é que, por mais que se vote, nunca saímos disto. E a culpa é nossa, enquanto povo, por não querermos mudar nada. Podemos passar a vida a votar, mas andaremos sempre à volta do mesmo e, ainda que por obra de um acaso mirabolante, apareça alguém que queira tornar isto num país a sério surgirão tontinhos aos magotes que tratarão de o impedir.
Muito me engano ou das próximas legislativas resultará um cenário ainda mais difícil do que o actual. Uma maioria de uma eventual frente populista de esquerda – PS, BE, Livre, PCP e PAN ou apenas alguns destes – constituiria uma tragédia de proporções épicas com consequências que nem me atrevo a imaginar. Imigração descontrolada e ocupação de habitações, no âmbito da segurança ou aumento de impostos, nacionalizações e crescimento artificial de salários no que diz respeito à economia contribuiriam para criar um caos social provavelmente ainda mais perigoso do que o do tempo do PREC. A radicalização - apesar de muita - pode não ser tanta, mas a voz dos indigentes mentais é muito mais escutada do que antes.
Por outro lado, uma maioria de direita – AD e IL – afigura-se como algo do domínio da ficção. Daí que o mais provável seja uma vitória, sem maioria, do PS ou da AD. Adivinhar o que se vai seguir nestas circunstâncias, ganhe um ou outro, não requer dotes adivinhatórios muito relevantes.
Permita-me 'assinar' o seu texto.
ResponderEliminarCumprimentos, caro KK.
Boa noite
ResponderEliminarDiz que «A radicalização - apesar de muita -» «constituiria uma tragédia de proporções épicas.»
Parece que uma tragédia já o senhor reconhece que vivemos porque «Podemos passar a vida a votar, mas andaremos sempre à volta do mesmo».
Pois a mim parece-me que a tragédia de andarmos à volta do mesmo não é da radicalização, antes pelo contrário, na minha opinião.
Por o PS, o PPD/PSD e o CDS/PP, não apresentarem os seus programas apoiados radicalmente nos seus princípios ideológicos. Porém como a intensão destes partidos nunca foi ter um governo coerente com a sua cara, mas terem mais deputados a todo o custo para chegarem ao governo pelo governo, põem uma máscara. E tanto se mascararam que os cidadãos deixaram de se interessar, começaram a desertar e ficaram a votar apenas aqueles que durante o Estado Novo Salazarista lhes custou muito conquistar o Voto Livre, e aqueles que querem que os seus mascarado governem, porque sempre lhes poderá cair alguma prebenda ou pela vaidade de os seus serem os "campeões" do ano.
Por isso espero que os partidos se apresentem "radicalmente coerentes" verdadeiramente com os seus princípios claramente expostos.
Basta de pântano, já Guterres abandonou o governo devido ao orçamento pantanoso do queijo limiano.
Sejamos radicais para ter deputados, que o sejam e para que deles derivem governos sérios sérios,
Zé Onofre
Onde assino?
ResponderEliminarBeijos e um bom dia
Não há volta a dar porque vemos os partidos como um clube, logo numa relação de adeptos a padecer de clubite aguda. Pode ter o plantel mais rasca da competição mas lá estamos sempre ferverosos a apoiar.
ResponderEliminarQuem acaba por decidir são os indecisos ou a malta da abstenção, os que não têm clube mas que, por outro lado, não percebem nada da bola e pro regra são tiros no escuro.
De um modo ou outro, não passamos disto e estaremos sempre feitos ao bife porque, à falta de bons reforços, jogam sempre os azelhas.
ResponderEliminarCumprimentos, caro António
Esperemos que a abstenção também não se "radicalize"...
ResponderEliminarCumprimentos
ResponderEliminarCumprimentos
Quero acreditar num mercado de transferência bastante agitado...
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