




Vários meses depois do prazo inicialmente previsto – devido a peripécias mais ou menos rocambolescas que afectaram o empreiteiro – e incontáveis horas de trabalho dos malandros dos proprietários, a obra está finalmente pronta e a casa colocada no mercado de arrendamento. Acaba-se, assim, a agricultura da crise na sua vertente realmente significativa. Daqui para a frente apenas no quintal de casa o que, como dizia o outro, são peanuts.
Trata-se de uma vivenda com cento e vinte metros de área coberta, a cerca de três quilómetros de Estremoz, com dois quartos, sala com lareira, garagem, sótão, furo, pequeno tanque para rega, poço, árvores de fruto e um quintal – o tal da agricultura da crise – com noventa metros quadrados. Tudo por oitocentos euros por mês. Uma renda altamente especulativa e manifestamente exagerada, dizem-me. Algo impossível de pagar para quem ganha o salário mínimo e que justifica a sua completa destruição por parte do futuro inquilino, acrescentam outros. Concordo com todos, excepto na parte do vandalismo. Recordo, no entanto, que há apartamentos T1, com cinquenta metros quadrados, arrendados por seiscentos euros no centro da cidade. Já quanto a isso do salário mínimo, não é, obviamente, cena que entre nas minhas preocupações. Quem ganha isso – ou mesmo que ganhe muito mais – terá sempre de procurar uma casa que possa pagar. Para os que não podem e que insistem em me aborrecer, tenho uma tenda onde cabem três pessoas que lhes posso vender por tuta e meia. A pronto.


Concordo, reitero, com a exorbitância do preço. Mas os custos da recuperação não foram menos exorbitantes e o Estado vai abotoar-se com o igualmente exorbitante montante de vinte e oito por cento do valor da renda. Serão, no caso, duzentos e vinte e quatro para o Estado e quinhentos e setenta e seis para mim. Mas disso, que constitui quase em terço, ninguém se queixa. Pudera. São coisas que, desconfio, as capacidades intelectuais das “criadoras de conteúdos” armadas em opinadeiras, não permitirão entender.
Não acho que esteja muito caro.
ResponderEliminarAqui na Madeira um T1 nos arredores do Funchal custa de arrendamento mais do que isso.
Força, Kruzes, está muito bonito
Beijinhos
Feliz Dia
Se o arrendatário for vegetariano pode cultivar a horta e poupar nas compras do supermercado ou afins .
ResponderEliminarQuem faz esses tristes comentários não sabe o que é pagar IRS, como têm tudo de borla também querem uma casa quase dada, nem fazem a mais pequena idéia do que custa uma recuperação. Enfim são das que beneficiam do irs que vais pagar pelo aluguer da mesma, e que pensam que os 800€ são liquídos e que não se paga nada sobre eles. Falta de conhecimento, que é geral!
ResponderEliminarAs rendas são um pau de dois bicos para inquilinos e senhorios. Também sei que nuitos dos senhorios não pagam os tais 28% mas depois perdem a legitimidade (real) de poderem apresentar queixa quando o inquilino não paga.
ResponderEliminarConcordo que cada um tem que procurar uma renda à sua medida, ainda que a maioria delas não caiba na medida de muitos. Neste caso resta aoEstado ajudar apoiar quem realmente não pode pagar ( o problema é como saber se pode ou não pagar).
As pessoas são tentadas a olhar apenas para o valor de uma renda, sem perceber que em muitos casos o senhorio tem prejuízo com o arendamento. Eu tive uma casa alugada e desisti porque as chatices, as despesas e o imposto fizeram com que perdesse a vontade de manter o negócio.
Ficou excelente e quem me dera ter dinheiro que a compraria de imediato!
ResponderEliminarO arrendamento é sempre um "totoloto" e no meu prédio despejaram uma que já devia 7 anos de renda e nem imaginas como deixou a casa mais parecia uma lixeira para além dos estragos.
Eu nunca fiz alterações à casa por não ser minha embora faça pequenos arranjos quando se estraga alguma coisa.
Beijos e um bom dia
Reconheço que não é brato, mas o investimento foi muito grande.
ResponderEliminarCumprimentos
E poupa mesmo muito dnheiro!
ResponderEliminarPois não, mas sabem candidatar-se ao "subsilio"!!!
ResponderEliminarO valor do imposto que incinde sobre as rendas é manifestamente exagerado. É quase um terço. Como é que ninguém vê isso?! No fundo o rendimento deste prédio, a ser arrendado por este valor, serão 576€. Um ano de renda mal chega para a pintura...
ResponderEliminarVender será sempre a última opção. Por várias razões, entre elas aquele roubo à descarada a que chamam "mais-valias"...
ResponderEliminarCumprimentos
Tão informado.
ResponderEliminarEngraçado, depois são os que aqui apoiam este tipo de renda que depois consideram exorbitante os preços dos produtos alimentares vendidos nos mercados de sábado. Interessante.
ResponderEliminarO que é bom... assim aprendes alguma coisa.
ResponderEliminarSim, é interessante. Quase tanto como saber se os vendedores do mercado de sábado pagam impostos.
ResponderEliminarAssim como quem arrenda.
ResponderEliminarQuem arrenda é fácil saber, paga 25% para o Estado ladrão. Já os tipos do mercado...
ResponderEliminarPois, penso que não é fácil saber a percentagem a pagar, mas será que pagam mesmo? Não se arme em muito sério nem finja ser ingênuo.
ResponderEliminarMas olha lá ó idiota, qual é o teu problema? Estás com dor de corno?
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