quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Um automóvel a cada português é que era...

A coisa promete. A campanha eleitoral ainda nem começou e as promessas já são mais que muitas. As do Chega são as que têm dado mais conversa. Parece que são caras e a serem aprovadas levariam o país à ruína. Calculo que sim. O que me espanta é que de repente e ao contrário do que acontece com outras propostas igualmente alucinadas – e têm sido tantas só nos últimos anos – toda a gente sabe quanto custam e declara com veemência a sua impraticabilidade. A menos que me tenha escapado nunca vi, por exemplo, ninguém quantificar ou, sequer, chamar nomes ao Rui Tavares, do Livre, quando propôs a criação do Rendimento Básico Incondicional. Uma medida que para além de injusta, por dar dinheiro a toda a gente só porque sim, seria muitíssimo mais dispendiosa do que a do Chega sobre as pensões. Deve ser sina dos partidos de um homem só, como é o caso destes dois, apresentarem medidas completamente desfasadas da realidade, chamemos-lhe assim.


Ando a dizer há anos que Chega, PCP e BE não são muito diferentes uns dos outros. A diferença, quando muito, estará mais no que fumam ou no que bebem. O que justifica, se calhar, que aqui no Alentejo muitos votantes do PC e do BE escolham agora o partido da extrema-direita. Bem visto, bem visto, nem precisaram de mudar de ideias. Veja-se, por exemplo, a retórica sobre os “grandes grupos económicos”, o “grande capital” ou a banca que os extremistas de esquerda fazem diariamente e os impostos que o Ventura ameaça lançar para se perceber que aquilo é tudo igual.


Seja como fôr, nisto de deitar contas às promessas eleitorais - uma preocupação nova, como referi - os custos não deviam ser mensurados em milhares de milhões de euros. Isso é dinheiro que está para além da minha fraca compreensão. Se me explicarem, sei lá, em TAP's, CP's ou resgates bancários talvez perceba melhor.


 

5 comentários:

  1. Um automóvel ou um avião da Tap...em miniatura pois claro.

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  2. Se não formos presenteados com mais um imposto ou uma taxinha já vamos com sorte...

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  3. Deixai-os poisar ... a todos.
    Cumprimentos, caro KK.

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  4. Não era melhor espantá-los?

    Cumprimemtos, caro António.

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