quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

O politicamente correcto mata...nomeadamente a democracia.

Tem sido amplamente noticiado nos principais órgãos de comunicação social nacional que dois cidadãos de nacionalidade brasileira terão sido violentamente espancados, por um grupo de dez jovens, quando se passeavam pela cidade de Gaia. Acrescenta a noticia que o crime terá tido conotações racistas e/ou homofóbicas. Eles lá saberão. A mim pouco me importam os motivos. Tanto se me dá que sejam esses ou outros quaisquer. Há só aqui dois pormenores – para além da pancadaria – que me irritam nestas coisas. O primeiro é que dez contra dois é cobardia. O segundo é a falta de vergonha nas trombas dos “jornaleiros”. Não têm problema nenhum em divulgar – às vezes, até, inventar – as alegadas motivações do crime e a origem nacional ou étnica, bem como outras opções de vida das vitimas, quando em causa estão estrangeiros ou uma qualquer minoria. Já quando as vitimas são portugueses e o crime é cometido por gente de fora ou por indivíduos dessas minorias, as origens e opções dos criminosos nunca são mencionadas. Reconheço que a culpa não pode ser totalmente atribuída a quem faz ou divulga a noticia. São essas as diretrizes oficiais. Mas, bardamerda para isso. A verdade acima de tudo. E se queremos ser honestos, informar com rigor e tratar todos por igual então que se lixe o politicamente correcto. É graças a ele que, se calhar, na noite de dez de Março os estúdios televisivos irão algumas ter semelhanças com o muro das lamentações...

6 comentários:

  1. George Orwell nos anos 40/50 já previa,de certa forma pelo menos, tudo isto que estamos a assistir. Sugiro que o caro amigo faça (se nunca fez) uma pesquisa por 'frases de Orwell '(tenho algumas no meu blog imagens) .

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  2. Concordo amigo mas olha que nem todos os orgãos de informação seguem essa regra. Sou contra qualquer violência do género. A justiça é branda e qualquer dia temo que seja "Olho por olho, dente por dente!
    Obrigado e vens sempre a tempo!
    Beijos e um bom dia

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  3. Existem jornalistas sérios e a sério?
    O jornalismo tem que ser isento!
    Ao que parece, no 'novo jornalismo' há uma quantidade considerável de aprendizes de especialistas da especialidade.
    Entretanto, lixo é o que está a dar.
    Cumprimentos, caro KK.

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  4. Sou contra a violência. E também sou contra a ideia politicamente correcta de não identificar cabalmente os agressores. A tese de que não os identificando se evita a discriminação sobre a comunidade a que pertecem não passa de uma treta. Basta haver um telemovel nas imediações e o mundo inteiro fica a saber tudo em questão de minutos.

    Cumprimentos

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  5. Esta ideia peregrina de expôr as vitimas e proteger os criminosos só lembra a gente idiota.

    Cumprimentos, caro António.

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