“O liberalismo funciona” é um dos principais slogans da Iniciativa Liberal. Apesar de algumas evidências, confesso o meu cepticismo acerca de tão peremptória afirmação. Nomeadamente quanto ao seu funcionamento pleno nos países do sul da Europa ou da América Latina. Relativamente aos últimos, o Chile não vale por motivos sobejamente conhecidos.
Contudo, desde que Javier Milei, tomou conta dos destinos da Argentina, as minhas convicções começaram a ficar abaladas. Se calhar funciona mesmo. Isto porque, após quase nove anos consecutivos de governos socialistas, por cá a culpa de todos os males do país ainda é do anterior governo de direita. Já no país das pampas, um mês depois do homem começar a implementar a sua agenda ultra-liberal, a culpa é do tal Milei e não dos governos peronistas que o precederam. É obra.
A bem dizer não tenho grande informação acerca do que se está a passar na Argentina. Limito-me a interpretar os muitos comentários que vou lendo e discursos que vou ouvindo, feitos maioritariamente pelo povo de esquerda, acerca da situação política que se vive nos dois países. Lá quem governa há um mês já tem culpa da tragédia em que aquilo está. Cá quem governa há oito é completamente alheio a tudo o que está mal. Mais umas explicações do pessoal do PS acerca dos problemas do país e fico completamente convencido quanto ao que funciona e ao que não anda nem desanda…
O que realmente tem quase tudo para funcionar "bem"(por cá no Rectângulo) é social-libertinismo.
ResponderEliminarO problema da Argentina foi mesmo a liberalização total que realizou nos anos 90. A ideia do estado legislar tendo em vista 92% das receitas económicas serem de produtos exportáveis (que é cá apoiada pelo PSD-CDS-IL-Chega-PNR), foi o que levou a Argentina ao fundo. Em 2014, o governo português colocou 8600 milhões num fundo que queria financiar empresas exportadoras, desse liberalismo. Em Setembro de 2015, esse fundo já tinha colocado o dinheiro todo e a curiosidade é que 92% das empresas, que receberam entre 1,2 a 730 milhões de euros, encerraram antes de 2018. Nunca percebi porque não se procurou saber como é que uma empresa de móveis, recebeu 320 milhões de euros, tendo 6 funcionários e um volume de negócios anual de 150000 euros. A empresa recebeu dinheiro em Junho de 2014 e abriu falência em Dezembro de 2015. Quando foram à procura do dinheiro, restava 1 carro e um terreno onde estavam os restos da fábrica, que ardeu em Janeiro de 2016. Já não havia seguros, foi tudo dado como perdido. O empresário é, hoje, um membro do Iniciativa Liberal e dono de 3 hotéis, na região norte de Portugal.
ResponderEliminarBoa tarde
ResponderEliminar"Nomeadamente quanto ao seu funcionamento pleno nos países do sul da Europa ou da América Latina."
Até porque nos países do Norte - EUAN, Canadá, França, Alemanha, … - não há desemprego, todos têm direito a um bom Serviço de Saúde, não há sem abrigo a viverem debaixo da ponte ou nos metros, …
Com se vê o Liberalismo funciona perfeitamente. Até me dá a ideia que funciona melhor nos países do sul da Europa, América Latina, África ... Aí o Liberalismo mostra-se em todo o seu esplendor.
Zé Onofre
Esse já deu sobejas provas quanto ao seu funcionamento!
ResponderEliminar"O problema da Argentina foi mesmo a liberalização total que realizou nos anos 90". Lá está, já passaram vinte e tal anos e a culpa ainda é do liberalismo...
ResponderEliminar"EUAN, Canadá, França, Alemanha". Da última vez que vi um ranking sobre desenvolvimento economico, qualidade de vida, poder de compra, e outras irrelevâncias que tais tenho ideia que esses paises estavam todos à nossa frente.
ResponderEliminarSim, e não precisa de comboios a circularem normalmente.
ResponderEliminarA greve dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) levou à supressão, entre as 00h00 e as 19h00, de 641 comboios em 1.090 previstos, ou seja, 58,8% das ligações, de acordo com dados divulgados pela CP.
Boa tarde
ResponderEliminarEu não pus isso em dúvida, nem ponho, quem sou eu. Até porque dos números com que se fazem estas estatísticas nada entendo.
O que eu quis dizer é que o Liberalismo só "funcionará bem", e esta é somente a minha opinião, quando não houver desemprego, pessoas a viverem abaixo do nível de pobreza (mesmo trabalhando), quando não houver sem abrigo, quando todos, e aqui repito o Papa Francisco - Todos, Todos, Todos - tiverem direito a uma vida digna de instrução, de cultura.
Para mim, e repito para mim, o Liberalismo não funcionou até hoje.
Penso, então, que algo terá de ser feito para que todos sejamos Humanos por igual.
Como?
Não me pergunte que não sou mágico, nem adivinho.
Mas que é preciso mudar, não tenho dúvidas.
Zé Onofre
Essa é mais uma evidência da incompetência do governo.
ResponderEliminarSabe que mais? Já estou como a minha avó. Haja saúde e dinheiro e é tudo uma maravilha!
ResponderEliminarUM PAÍS PIOR, diz ele!...
ResponderEliminarO líder do PPD, Sr. Luís Montenegro, disse ontem nos Açores que “o Governo, liderado por António Costa, acaba, oito anos depois, por entregar um país pior do que aquele que encontrou em 2015".
“Um país pior do que aquele que encontrou em 2015”, recitou o senhor. Ora eu, a propósito, decidi recitar muito mais do que ele:
. Um país pior, por, em 2015, a esperança média de vida ser de 80,7 anos; enquanto, em 2023, a esperança média de vida era de 84,75 anos.
. Um país pior, porque a riqueza criada foi, em 2015, de 179 mil milhões de euros; e, em 2023, foi superior a 240 mil milhões de euros.
. Um país pior, porque, em 2015, as exportações foram no valor de 49,8 mil milhões de euros; enquanto, em 2022, foram no valor de 119,8 mil milhões.
. Um país pior, porque, em 2015, a formação bruta de capital fixo foi no setor privado de 22.566,4 milhões de euros e no público de 3.446,3 milhões; quando em 2022 a formação bruta de capital fixo foi no setor privado de 42.601,3 milhões e no setor público foi de 5.911,4 milhões.
. Um país pior, porque, em 2015, foram 5.008.652 as famílias que declararam 82.475.362 euros de rendimentos, e declararam rendimentos superiores a 19 mil euros, 1.300 mil agregados; enquanto, em 2021, foram 5.575.084 as famílias que declaram 108.280.935 euros de rendimentos e declararam rendimentos superiores a 19 mil euros, 1.815 mil agregados.
. Um país pior, porque, em 2015, o défice público foi de 4,4%; e agora no final de 2023 há um superavit de pelo menos 0,8%.
. Um país pior, porque, em 2015, a dívida pública se situou em 131,2% do PIB, quando em 2023 desceu para menos de 100% do PIB.
. Um país pior, porque, em 2015, a dívida pública portuguesa era considerada ‘lixo financeiro’ pelas agências de rating; em 2023 atingiu o positivo nível A, e conseguiu uma notação acima da dívida pública espanhola, pela primeira vez.
. Um país pior, porque, em 2015, o PIB per capita (a preços constantes) era de 17.350 euros; quando em 2022 foi de 23.290 euros.
. Um país pior, porque, em 2015, o rendimento médio das famílias era de 30.095 euros por ano; em 2022, o rendimento médio das famílias foi de mais de 40 mil euros por ano.
. Um país pior, porque o SMN, em 2015, era de 505 euros; agora é de 820 euros;
. Um país pior, porque, em 2015, o salário médio dos trabalhadores por conta de outrem era de 913,9 euros mensais; em 2023, o salário médio foi de 1.438 euros.
. Um país pior, porque, em 2015, a remuneração bruta mensal era de 1.164 euros; sendo em 2023 de 1.539 euros (mais 32,2%; 12,5% em termos reais, descontado o efeito da inflação).
. Um país pior, porque, em 2015, a pensão média se situava em 409,9 euros; enquanto, agora em 2024 se situa em 528 euros;
. Um País pior, porque, em 2015, havia 4.350.000 pessoas empregadas, e agora estão empregadas mais de 5.000.000.
. Um país pior, porque, em 2015, eram 650 mil as pessoas desempregadas; quando no final de 2023 eram 350 mil.
. Um país pior, porque, em 2015, com o limiar do risco de pobreza em 5.269 euros anuais, a “taxa de pobreza” foi de 19%; já em 2022, como o limiar do risco de pobreza em 7.095 euros, a taxa de risco de pobreza foi de 17%.
. Um país pior, porque, em 2015, em Portugal, havia 48.487 médicos e 67.487 enfermeiros; quando, em 2022, os médicos eram 60.396 e os enfermeiros 81.799.
. Um país pior, porque, em 2015, as transferências do O.E. para o SNS foram de 7.874 milhões de euros; e em 2023 foram de 12. 297milhões de euros.
. Um país pior, porque, em 2015 os professores em exercício em todos os graus de ensino (menos o superior) eram 141.274; quando em 2022 eram 150.649.
. Um país pior porque, em 2015, as despesas do Estado com educação foram de 9.134,4 milhões de euros; e, em 2021, foram de 9.955,5 milhões.
. Um país pior, porque nos cinco anos que foram de 2011 a 2015, o “s
Os números, quando torturados, dizem o que nós quisermos.
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