quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Chicosta-esperto

António Costa é um gajo esperto. Um espertalhão daqueles a quem vulgarmente apelidamos de chico-esperto. Toda a sua carreira politica, mais do que à elevada inteligência que certamente possuirá, se deve à sua Chico-espertice. Ontem, por exemplo, no debate da moção de censura que os seus aliados de ocasião fizeram o favor de levar a debate, tirou da cartola uma frase que deixou os comentadores e outros patetas perto do êxtase. “Se a oposição à direita não se entende para censurar o governo, como é que se há-de entender para governar”, proclamou a criatura. A tirada, admito, é bem esgalhada. Embora, vinda do tipo que repete não sei quantas vezes por dia que o país e a democracia correm perigo se o PSD se aliar ao Chega para formar governo, não mereça grande credibilidade e suscite as mais sérias reservas ao nível da coerência. Perante esta afirmação categórica do primeiro-ministro podemos ficar descansados quanto a isso de futuras alianças PSD-Chega. Não vamos correr esse risco. Palavra de socialista. Vale o que vale – e pelo que se vê vale muito pouco – mas, digo eu, deve ser suficiente para definitivamente afastar esta questão da agenda politico-mediática. Ficará muito mal aos cartilheiros do regime se continuarem a insistir no neste argumento contra o PSD depois de ontem António Costa ter morto definitivamente este “papão”. A menos que não acreditem na palavra do líder. Ele próprio, provavelmente, também não acredita.

4 comentários:

  1. Anónimo2:05 p.m.

    De chicos espertos está o Mundo cheio. E o inferno também.
    Cumprimentos, caro KK.

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  2. Todo o seu (dele) percurso, como ser vivente, tem sido o do típico chico-esperto. No que foi a faculdade de direito da universidade clássica de lisboa, deixou a sua porca marca.
    Há quem pense que se amanha, que se governa, sendo um seu criado e estará bem lixado com F.

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  3. Acrescentaria que até o céu está cheio deles...

    Cumprimentos

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  4. No fundo até faz sentido que o tipo seja primeiro-ministro. Afinal num país de chico-espertos tem lógica que escolhamos o chico mais esperto de todos para a função.

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