terça-feira, 8 de novembro de 2022

O marmelo e o aspone

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Um marmelo qualquer, com vinte e um anos e acabadinho de se licenciar em Direito, terá sido contratado para assessorar uma ministra. Irá, ao que se diz e escreve, auferir o simpático vencimento de quatro mil euros mensais. Coisa que, vá lá saber-se porquê, está a causar uma certa irritabilidade em muita gente.


Embora defenda com veemência o direito à irritação e, confesso, até o use com demasiada frequência, desta vez não estou do lado dos irritados. Não podemos andar a lamentar os baixos salários que são pagos aos jovens e depois ficarmos chateados quando aparece um a ser generosamente remunerado. Devemos ficar aborrecidos, isso sim, com os baixos salários que recebem os jovens que trabalham. Não quero, obviamente, estar par aqui a insinuar que este marmelo – seria o que a minha avó lhe chamaria – não passa de um aspone*. Se calhar até vai ser muito útil à ministra. Mas mesmo que não seja ganhará experiência para, num futuro próximo, chegar ele próprio a ministro. É o que acontece aos marmelos que estão na jota certa no tempo certo.


*Aspone – (acrónimo de assessor de porra nenhuma) Individuo que se dá ares de importante pelo cargo que ocupa mas que é perfeitamente desnecessário, uma vez que não desempenha nenhuma função útil.

4 comentários:

  1. Tal e qual e subscrevo que o que disseste perante estas manigâncias dos jotinhas.
    Beijos e um bom dia

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  2. Já vou tarde para ser uma "aspone"
    É o que faz ser do partido!!!
    Beijinhos, Kruzes
    Feliz Dia

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  3. Nunca é tarde para ganhar muito e fazer pouco.

    Cumprimentos

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  4. São todos uns maganos!

    Cumprimentos

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