domingo, 24 de julho de 2022

Vou mas é a pé...

As férias constituem quase sempre um tempo em que as leituras são postas em dia. Foi o que fiz nestes últimos dias. Dado que pouco ou nada sabia acerca do tema, aproveitei para ler umas cenas sobre automóveis eléctricos. Prática que sempre sigo quando me quero informar sobre assuntos em que o meu nível de conhecimento anda perto do zero.


Aquilo é coisa que gera paixões assolapadas e ódios de estimação, especialmente entre os especialistas especializados na especialidade. Os argumentos a favor são, maioritariamente, a defesa do ambiente e a alegada poupança com a sua utilização. Contra, o preço, a autonomia e a pouca durabilidade das baterias. Diz que ao fim de oito anos estão capazes de ir para o lixo e substitui-las, parece, custa tanto como um carro novo.


Mas nem precisava de tanta leitura. Bastou ouvir o tipo que há trinta anos e tal anos me vende automóveis. Garante-me o cavalheiro que com um “eléctrico” acessível à minha carteira – aquele em que deixo no stand o automóvel antigo e as notas no montante da diferença – uma carga da bateria dará para ir a Badajoz e voltar. Se, acrescentou, não vier por aí a conduzir à maluca. O que, obviamente, é motivo mais do que suficiente para obstaculizar aquela opção. Não estou para isso. Já não tenho idade para andar constantemente a meter e a tirar a ficha na tomada.

12 comentários:

  1. Muito bem visto. Esses exercícios são para os mais novos. Dizem...
    Boa semana!

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  2. Pois é amigo tens razão e o pior está na durabilidade das baterias...à pois é:)
    Beijos e um bom dia

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  3. Também estou como o Kruzes, já não tenho pachorra e vou continuar com o meu amarelinho que é bem poupadinho

    Beijinhos
    Uma semana feliz

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  4. Anónimo12:24 p.m.

    Elétricos? Nem dados!
    Cumprimentos, caro KK.

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  5. Há mais um pequenito problema. Por isso ninguém fala dele. Em TODO o mundo ocidental as redes de distribuição de energia não foram feitas para esta época. Se em Estremoz 20 carros eléctricos (não da Carris) forem postos a carregar ao fim do dia, a rede vai abaixo. Nem frigoríficos, nem TV, nem bicas, nem torradeiras, nada. Por isso está tudo caladinho.

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  6. Pois... e ao preço a que está a electricidade...

    Cumprimentos

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  7. E o preço? Trocá-las custa um dinheirão!

    Cumprimentos

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  8. Até fico em choque perante a hipótese de ter de comprar uma coisa dessas!

    Cumprimentos

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  9. Mai'nada! Deixemo-nos de modernices disfuncionais

    Cumprimentos

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  10. Aquilo até se pode carregar em casa, durante a noite em horário económico. Penso que haverá capacidade da rede para suportar isso - até porque o conjunto dos postos de carregamento que aqui existem é capaz de ter perto de vinte terminais - nós é que não temos capacidade económica para comprar um electrico minimamente de jeito. Se é que os há...

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  11. A rede eléctrica também é uma via de fornecimento energético das casas. Aqui não é um problema de dinheiro: é de infra-estrutura. E não é exclusivo deste paiseco: também existe nos EUA, p.ex.
    Indo para o corriqueiro, todos já viram o "quadro" de casa rebentar (ou um fusível) quando se ligava um aparelho novo.
    KK, isto não é para o contrariar. É a realidade.
    Sempre houve, há e haverá, uns espertalhões que enriquecem com a ignorância do próximo e com as modas. Mal vai a coisa quando estes "gaijos" estão no poder ou a ele ligados.

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