quarta-feira, 9 de março de 2022

Diz-me como falas, dir-te-ei quem és...

Se há coisa que me aborrece, incomoda e faz ferver – tudo em simultâneo – é a chamada linguagem politicamente correcta, inclusiva, neutra, imparcial ou lá o que é. Agora essa forma de falar própria de imbecis aplica-se também à comunicação sobre a guerra. Ao que parece a ONU terá proibido – sim, proibido – os seus funcionários de se referirem à situação na Ucrânia como ‘invasão’ ou ‘guerra’. Ao invés, os funcionários da ONU foram instruídos para usar os termos ‘conflito’ ou ‘ofensiva militar’ para descrever a invasão da Ucrânia por parte da Rússia. Ao que li, também os especialistas na especialidade de educar criancinhas terão recomendado aos pais – se calhar o linguajar moderno recomenda escrever pessoa que educa, para não ofender ninguém – que usem as mesmas expressões para informar os petizes acerca do que está acontecer. Por mim poupava trabalho a esta gente toda. Diziam logo que a culpa é da Nato, da União Europeia, dos EUA e ficava o assunto arrumado. Nada como falar claro e dizer logo ao que vêm. 

8 comentários:

  1. Eu jamais diria melhor e subscrevo o que dizes porque é bem verdade!
    Abraços e para aliviar a "coisa" pergunto como vai a tua horta da crise?:))))
    Um bom dia

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  2. Anónimo1:19 p.m.

    Se tiver pachorra, leia isto: https://estatuadesal.com/2022/03/10/as-mentiras-andam-mais-depressa-que-os-misseis/
    Cumprimentos, caro KK.

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  3. Quando as preocupações da ONU são a semântica, está tudo dito :(

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  4. Muito em breve haverá novidades sobre a agricultura da crise...

    Bom fim de semana!

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  5. Propaganda sempre houve e sempre haverá, em guerra ou fora dela. Graças a ela até tolerámos durante seis anos um governo suportado por dois partidos que - todos sabemos, mas preferimos ignorar - defendem para o país um regime onde poucos de nós aceitariamos viver.

    Bom fim de semana!

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  6. Enquanto no ocidente perdemos tempo a discutir estes temas pateticos os outros prepararam-se para nos atacar...

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  7. É a velha frase: «quem fala assim não é gago». E, claro, não é pago para isso. Aprecio-o, KK.

    Enquanto a internet o permitir, leio notícias da União Indiana, da África do Sul de e doutros países de África, do México e doutros países ditos latino-americanos, da Rússia, da Al Jazeera, do Irão, etc, etc.
    Assim posso comparar as mentiras e escolher o que acho bom, lógico.

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  8. E faz muito bem. Homem - ou mulher - informado vale por dois!

    Cumprimentos

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