sábado, 29 de janeiro de 2022

Não sei se ficará "composto"...

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A ideia é boa. Tenho um compostor doméstico no quintal e sei, por experiência própria, que a compostagem das cascas e restos dos vegetais reduz significativamente os resíduos sólidos que despejamos no lixo comum. O que se traduz por menos matéria entregue à entidade gestora dos resíduos e, por consequência, uma menor despesa para a autarquia que, num futuro próximo, fará refletir isso no bolso dos munícipes. Quanto ao composto obtido será, certamente, aplicado nos espaços verdes da zona. O que, também por aí, contribuirá para a melhoria do ambiente e da qualidade de vida dos que aqui residem.


Isto num mundo perfeito, claro. Neste, quase ninguém ali irá deitar nada. Uns porque não cozinham, logo não têm sobras e outros porque não estão para se ralar com estas cenas. Por outro lado, não auguro uma vida longa ao equipamento. Muito me surpreenderá se não acabar vitima da vadiagem que se ocupa a partir tudo o que não mexe ou daquela malta que leva o dia a cirandar pelos caixotes do lixo da cidade. Se tiver metal, então, nem terá tempo para compostar a casca de uma banana.

2 comentários:

  1. Pelo que contas pode mesmo não resultar. Aqui ainda não temos isso mas acho um gasto desnecessário por parte da Câmara porque com os 4 ecopontos muita gente não recicla e e deixam os sacos no chão. Ontem e hoje estão a despejar duas casas e há muita gente que "mexe, remexe" e quem vier a seguir que limpe.
    Abraços e um bom domingo

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  2. A compostagem evita toneladas de residuos - o preço/tonelada é carissimo - e produz um composto organico de elevada qualidade. Muito melhor do que aquele que se compra nos supermercados ou lojas da especialidade. Pena é o resto...

    Cumprimentos

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