terça-feira, 3 de agosto de 2021

O deserto à nossa porta

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Os dados revelados pelos últimos censos são aterradores e deviam ter feito disparar todos os alarmes. Embora, afinal, não constituam mais do que a confirmação daquilo que já todos sabíamos. Uma vastíssima região do país está a definhar, a morrer e a transformar-se num imenso deserto e poucos se importam com isso. O que interessa às pretensas elites é discutir não-problemas como o racismo, atribuir privilégios às novas minorias de malucos, garantir que os animais têm tantos direitos como as pessoas ou criar novas causas cada vez mais desvairadas. O resto não interessa. Muito menos as pessoas que insistem em ficar nestes territórios, para onde “eles” se deslocam em massa aos fins de semana, e que quanto menos cá estiverem menos os incomodam.


Nisto da diminuição acentuada da população não culpo só os políticos. Nem os nacionais, nem os locais. Estes últimos, então, fazem o que podem para fixar população. Criam emprego que se fartam. No Alentejo, nomeadamente, quase toda a gente trabalha – está empregada, vá, que trabalho é outra coisa - na Câmara da respectiva localidade. Assim quando algum empresário, dos poucos que ainda restam, pretende recrutar trabalhadores tem de recorrer a mão de obra estrangeira e, consequentemente, trazer gente para o concelho. Parece uma boa estratégia. Por um lado fixa-se o eleitorado e por outro luta-se contra a desertificação. Pelo menos na primeira vertente tem dado resultado.

8 comentários:

  1. É sempre o mesmo blá, blá político e não só e subscrevo tudo o que dizes.
    Abraços e um bom dia

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  2. Anónimo9:37 a.m.

    Como sempre acertas-te em vários alvos. Genial!

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  3. Sempre assertivo, Kruzes
    Não podia estar mais de acordo

    Beijinhos
    Feliz Dia

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  4. Neste caso, convenhamos, a culpa não é só do politicos...

    Cumprimentos

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  5. Os alvos põem-se a jeito...

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  6. Anónimo9:33 p.m.

    Por isso é que estamos quase a usar a nossa arma (voto) e ainda não conhecemos o seu conteúdo. 🤬🤬🤬

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