quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Há que matar o gajo da flauta

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Tempos houve em que para trabalhar na administração pública era necessário declarar que se era avesso a ideais comunistas. A democracia pôs – e bem – fim a essa parvoíce. Até porque o potencial candidato a ganhar um vencimento miserável no Estado podia não ser comunista na altura em que se candidatasse e vir a sê-lo mais tarde. Ou, ao contrário, também podia dar-se o caso de, sendo comuna, um tempo depois deixar de ser parvo.


Esse tempo está de volta. Parece que para ingressar nas polícias há quem proponha algo parecido. Os novos fascistas, tal como os anteriores, também não querem lá quem pense de maneira diferente daquilo que nos é permitido pensar. Desta vez não se contentam com declarações. Vão mais longe. Propõem um comité de psicólogos para efectuar testes aos candidatos e outro para monitorizar o que estes escrevem nas redes sociais. Em nome da liberdade, dizem eles.


Este é um caminho que não iniciámos hoje. É apenas mais um passo numa caminhada que não sabemos onde nos leva. Mas que, a julgar pelas sondagens, os portugueses querem percorrer. Um dia destes vai ser tarde para voltar atrás. Ou matamos o maluco da flauta ou estamos lixados.


P.S – A parte da matança é metafórica, obviamente.

4 comentários:

  1. Anónimo3:40 p.m.

    Simples, estamos a caminho do que muitos já apelidam de novo mundo, queira isso dizer o que quiser.
    Por que será que não me espanto com coisas destas?
    Cumprimentos, caro KK.

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  2. Ai Kruzes .... a imagem das contratações aqui nesta ilha democrática e de livres expressão

    Beijinhos
    Feliz Dia

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  3. Por este andar um dia destes temos uma Stasi qualquer a bater-nos á porta...

    Cumprimentos

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  4. Sabem todos o mesmo!

    Cumprimentos

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