sábado, 13 de fevereiro de 2021

Há muita falta de memória na politica...e nos eleitores!

Segundo uma sondagem divulgada hoje, o PS estará perto de reunir quarenta por cento das intenções de voto. Isso, caso obtivesse esse resultado nas eleições, dar-lhe-ia a maioria absoluta dos deputados eleitos. Não me surpreende que assim seja. Os portugueses têm memória curta, apreciam quem lhes diga o que eles gostam de ouvir e revelam um inaptidão natural para gerir – ou pelo menos perceber como se gere – um país, uma empresa ou, até mesmo, as finanças pessoais.


O Partido Socialista faliu o Estado em 1977, 1983 e 2011. As duas primeiras ocorreram já lá vão umas décadas e, talvez por isso, poucos se lembrem. O azar para o PS foi que, nessa altura, teve de aplicar a receita que o FMI prescreveu. E, também então, sentiu necessidade de ir mais além. O saudoso Medina Carreira explicou isso mesmo em diversas ocasiões. Da segunda, a coisa foi de tal ordem que deu origem ao Cavaquismo e os xuxas ficaram arredados do poder por muitos e bons anos.


Na mais recente falência tudo foi diferente. Menos o apertão no cinto, obviamente. Quem teve de fazer o que os credores mandaram foram outros e, enquanto isso, quem rebentou com as contas públicas entreteve-se a inventar uma outra versão da história. Tão bem o fizeram que são muitos os que, coitados, acreditam nela. Uns por convicção e outros tantos por interesse próprio. Não lhes levo a mal. Defendem a sua reforma, o seu ordenado ou outro qualquer meio de substistência garantido pelo Estado. O país fica para depois e a factura para os outros.

8 comentários:

  1. Em 2011, apesar de uma pré-bancarrota, certezas sobre o mau carácter de Sócrates e fortíssimas desconfianças sobre a sua desonestidade, 30% do eleitorado votante deu o votinho ao PS. Perante este número, só se pode concluir que quase um terço dos nossos eleitores votaria PS mesmo que este apresentasse como candidato um saco de plástico do Pingo Doce.

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  2. Já agora diz-me qual a solução? Concordo com o que dizes mas já é passado e volto a repetir que me digas qual a solução para o presente e futuro?
    Há tanta gente especialista da especialidade(palavras tuas) que falam muito mas nunce ouvi algo que te pergunto.
    Desculpa e não leves a mal:))) eu sei que não levas:)
    Beijocas e namora muito com a tua cara metade e que sejam sempre felizes

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  3. A solução é fácil. Todos os que honramos os nossos compromissos e já passámos por dificuldades financeiras a conhecemos. É a mesma seja numa familia, numa empresa ou num país.
    Por mim, que me gabo de não ser especialista de especialidade nenhuma e me orgulho da minha imensa alarvidade, defendo como solução a adopção da taxa plana de irs. Esta medida injetaria muito dinheiro na economia e se está a resultar nos paises que nos estão a ultrapassar por que raio não resultaria cá? A breve prazo seremos o país mais pobre da UE mas, tal como o Salazar, tralvez nos contentemos com a pobreza... e, chama-me populista ou ainda coisa pior, acabava com uma vastissima panóplia de subsidios. Desde o RSI aos subsidios à "cultura". Sem esquecer, nesse imenso sorvedouro de dinheiros públicos, a banca e os "subsidios às ovelhas"...filmes, artes diversas, bancos e criação de ovelhas serem houve sem necessidade do Estado dar dinheiro a quem praticava estas actividades.
    Levar a mal, eu? Obviamente que não. Desde que não envolva o Benfica tolero todas as opiniões divergentes...

    Obrigado, cumprimentos e um bom domingo! E olha...vou namorar!!!!

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  4. Sócrates ainda continua a ter uma vasta legião de apreciadores das suas "qualidades". Se não for condenado vamos vê-los a sair do armário onde estão enfiados...

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  5. Anónimo12:31 p.m.

    Voto PS mesmo não concordando com tudo o que se faz.
    Pior seria, não duvido, optar por outras ideias que nada nos garantem nem sequer fazem por isso.
    Saúde, caro KK.

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  6. Três bancarrotas - só não haverá quarta por causa da Covid - afastam-me do PS como ao diabo da cruz. Mas, claro, isso sou eu que não aprecio cortes de ordenado nem aumentos de impostos. Respeito quem tem gostos diferentes, ainda assim.

    Cumprimentos

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  7. Ora bem eu penso o mesmo e não considero que seja "populismo" porque há muita gente que vive à pala disso e o que mais me incomoda é que na sua maioria são jovens. Trabalhar faz calos. Quanto à cultura pois algumas que vão pedir ao Joe Berard e outros que têm muito ...lá fora!!!!
    Ontem li que um lar da Stª.Casa das ditas tinham tido prejuízo com a pandemia e consequentes mortes. Querem mais? Pois e fico por aqui porque este país "há sabonetes para todos os gostos". Tudo isto tira-me do sério!!!!

    Beijocas e uma boa semana

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  8. Saudades, grandes, de Medina Carreira. Sabia do que falava, conhecia muito bem os políticos e tinha-os. No sítio.
    Abraço

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