quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

2020, um ano que deixa saudades do futuro.

Dizer que não gosto de balanços, prefiro demonstração de resultados, é já um clássico em cada final de ano. O que hoje acaba proporcionou, ao contrário das expectativas iniciais, resultados do piorio. Desde a pandemia e as suas consequências, até aos comportamentos e polémicas manhosas. O racismo, o alegado perigo da extrema-direita e as causas ambientais e de alegada defesa dos animais foram algumas das ondas cavalgadas. Uns quantos frustrados à procura de protagonismo, escudados numa comunicação social à procura de causas que a salvem da falência, esforçaram-se o mais que puderam para fomentar o ódio entre as pessoas. Conseguiram-no, de alguma forma. E vão continuar a fazê-lo no ano que começa dentro de poucas horas. Há que deixar de lhes dar palco e reduzi-los à sua insignificância. O meu modesto contributo, já a partir de amanhã, será não ligar patavina a esses temas e, ainda menos, a esses idiotas. Um bom ano 2021 a quem segue o “Kruzes Kanhoto”!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Os impostos do nosso contentamento

Impostos, taxas, taxinhas e outras maneiras subrepticias dos governos nos roubarem não constituem motivo de grande preocupação para a generalidade dos portugueses. Poucos se importam. Uns porque não pagam, outros porque não sabem que pagam e outros ainda porque acham que existe no tributo que pagamos ao Estado uma espécie de virtude qualquer. A da moda são os impostos verdes. Dizem que é para salvar o planeta e a malta paga com satisfação.


É o caso da taxa de gestão de resíduos. Terá, a partir de Janeiro, um aumento de cem por cento. Como passa de onze para vinte e dois cêntimos por tonelada, são as câmaras municipais a pagar e apenas se refletirá nas facturas da água lá mais para a frente, ninguém quer saber. Até porque serão apenas uns trocos a cada um. Pois serão. Mas esperem-lhe pela pancada. Em Espanha são quarenta euros...


E, já agora, como não nos importamos de pagar pela recolha do lixo, também não nos importaríamos de pagar pela iluminação pública, pois não? A ideia anda por aí...

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Prioridades e desaguisados

A vacina do covid está na ordem do dia. Não faltam os especialistas da especialidade a cagar a sua estaca acerca de quem devia, ou não, ser prioritário. Até eu, que de saúde pública ou de vírus percebo tanto como o Sousa Tavares, mando de vez em quando a minha posta de pescada. Mesmo sendo nesta matéria um perfeito alarve, custa-me a perceber – ou melhor, não entendo de todo – a ideia peregrina de que os idosos deviam ser os primeiros, mesmo antes dos profissionais de saúde, a tomar a vacina. Por mim, que não tenho pressa nenhuma, acredito nas opções dos técnicos. Muito mais que nas dos políticos. E esta, de incluir os utentes dos lares logo a seguir ao pessoal do SNS, apesar de ter muito de política, ainda se afigura vagamente razoável. Isto, claro, a acreditar – e eu acredito – em quem sabe do oficio. Alguém, sequer, pensar em não colocar quem nos trata da saúde como primeira prioridade, é que é uma coisa que nem consigo adjectivar. Só já falta aparecer alguém a questionar por que raio a primeira pessoa a ser vacinado foi um homem, branco e provavelmente heterossexual.


O desaguisado entre a PSP e a GNR de Évora sobre a escolta das vacinas também é algo digno de nota. Isso e a garantia que as forças policiais estão em condições de, em todo o país, controlar as tentativas de comemorar a passagem do ano na via pública. Muito estranho. Afinal parece que meios humanos há em abundância. Mas só para o que dá jeito. Às chefias, entenda-se. Porque os demais não contam para este campeonato.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

As pessoas em grupo são umas bestas

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Tanta conversa acerca da algazarra provocada por uma festa de casamento, em Alter do Chão, que juntava cinquenta pessoas e que já ia em seis dias de animada diversão e afinal, vai-se a ver, não era nada disso. A GNR, ao que se dizia inicialmente não teria meios humanos disponíveis para acabar com o ajuntamento, já veio esclarecer que aquilo não se tratava de nenhuma boda. Era, tão só, uma festa de Natal. Noticia que, como é óbvio, deixou os restantes habitantes muito mais tranquilos. Também os próprios convivas trataram de informar que não eram nada cinquenta. Mas sim apenas para aí uns vinte, quando muito. Quanto ao barulho, ainda segundo os participantes no festim, houve um manifesto exagero nos relatos da ocorrência. Aquilo mal se ouvia, garantiram.


Quanto às noticias sobre nova tentativa de invasão do quartel dos bombeiros de Borba por “um grupo de pessoas” - vá lá, não foram cães, gatos ou outro tipo de bicho – revelaram-se manifestamente exageradas. Foi, segundo fonte geralmente bem informada, um pedido de auxilio ligeiramente mais intempestivo. Tão intempestivo que até terá sido necessário recorrer às forças da ordem dos concelhos vizinhos para moderar a intempestividade com que foi feito.


Por mim tendo a acreditar na versão oficial – a segunda – de cada uma das histórias. Não é estar para aqui a chamar aldrabão a ninguém, mas quando o “grupo de pessoas” do outro lado da cidade põe a música a tocar eu mal a ouço no meu quintal e só moro a dois quilómetros do local. Por outro lado, também já testemunhei a aflição de “grupos de pessoas” quando algo de mal acontece a alguma “pessoa do grupo” e posso garantir que são de uma gentileza inigualável. No passa nada, portanto.

domingo, 27 de dezembro de 2020

Os burros são outros...

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A ideia de rebentar com coisas não me suscita grande entusiasmo. Menos ainda quando o alvo do rebentamento são edificios públicos, mesmo que alguns não tenham grandes condições e, como escreve o autor da ameaça, sejam uma "merda".


Desconheço se a mensagem surge ou não na sequência das notícias, que se sucedem a um ritmo assaz inquietante, acerca da pouca proactividade das forças policiais. Embora essa parte da inquietação seja relativa. O que inquieta uns, não inquietará outros. Para os meliantes, seja qual for o ramo da meliância a que se dediquem, a pouca apetência para a acção das policias não constituirá nenhuma ralação. 


A impossibilidade de acabar com festarolas, o fecho de postos com medo de marginais ou a quase total incapacidade para lidar com a criminalidade que por aí prolifera, não são, obviamente, culpa dos que lá trabalham. Nem, tão-pouco, se deve à sua eventual burrice ou à reduzida vontade de trabalhar. Com a esquerda no poder será sempre assim. Os meliantes primeiro. 

sábado, 26 de dezembro de 2020

Teste o racista que há em si

O que eu me rio com as anedotas e piadas de alentejanos. É que isto é uma coisa que me cai mesmo no goto. Principalmente por, na sua imensa maioria, não serem nada estigmatizantes. Nem, muito menos, revelarem qualquer tipo de preconceito ou, sequer, pretenderem achincalhar os naturais desta região.


Quem também deve apreciar este género de humor são as diversas comissões, comités, observatórios, institutos, grupos de trabalho e afins que visam a promoção da igualdade, não discriminação e outras modernices de que ouvimos falar todos os dias. Tanto assim é que nunca os ouvi pronunciar acerca desta corrente do anedotário nacional.


Por achar de um humor de fino recorte – inteligente, até - decidi partilhar com os meus leitores a anedota que a seguir transcrevo e que vi hoje no "Trombasbook", aquela rede social sempre muito preocupada com aquilo da discriminação. Melhor do que isso, já que há quem insista que estas anedotas constituem uma espécie de elogio aos alentejanos e que apenas os parvos não gostam delas, resolvi adaptá-la a outros grupos de cidadãos. Assim, só para tornar a coisa mais inclusiva, aqui ficam três versões da mesma anedota.


Um alentejano está estendido debaixo de uma figueira de barriga para o ar e de boca aberta. Cai-lhe um figo na boca e ele fica na mesma posição.


- Por que é que não comes o figo? Pergunta-lhe o companheiro.


- Estou à espera que caia outro para me empurrar este para baixo.”



Um negro está estendido debaixo de uma bananeira de barriga para o ar e de boca aberta. Cai-lhe uma banana na boca e ele fica na mesma posição.


- Por que é que não comes a banana? Pergunta-lhe o companheiro.


- Estou à espera que caia outra para me empurrar esta para baixo.”



Um cigano está na barraca estendido na sua cama. Chega o cheque do RSI e ele fica na mesma posição.


- Por que é que não vais levantar o cheque? Pergunta-lhe o companheiro.


- Estou à espera que chegue o próximo para levantar os dois.”


Tem piada não tem? Como diria a minha avô, tem tanta graça como um cão a cagar numa "alfaça"...


 


 

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Indigência gold

Foi finalmente aprovado o fim da concessão de vistos Gold para as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto bem como para todas as regiões do litoral. Esteve, neste aspecto, muitíssimo bem o governo. Quem vem de fora que venha para o interior, onde não há gente e falta investimento. Que perto do mar já lá estão mais que muitos. Até porque, dada a dimensão do país, isto é tudo arrabaldes. Mesmo o lugarejo mais longínquo do Alentejo profundo, como gostam de dizer os idiotas da comunicação social lisboeta, não fica a mais de duas horas da Capital ou de qualquer lugar à beira-mar. Daí que, acredito, não será esta limitação a impedir os estrangeiros de continuarem a debandar para este fantástico retângulo.


Mal também não esteve executivo nessa coisa do salário mínimo. O erro não é aumentar o SMN. Errado é deixar os outros na mesma. Hoje as diferenças salariais são ridículas. Quer pelo crescimento do salário mínimo, quer pelo saque fiscal sobre o ordenado de quem está nos patamares seguintes. Apenas a um indigente mental parecerá aceitável que o funcionário da limpeza leve para casa no final do mês praticamente o mesmo que quem lhe processa o ordenado. E se, como acontece muito nas câmaras do norte, ao primeiro arranjarem umas horitas extra – porque, coitadinho, é pobrezinho – então ainda recebe mais do que um técnico superior. Mas isto, lá está, é o que dá serem os indigentes mentais a mandar nisto tudo.

domingo, 20 de dezembro de 2020

Os citrinos da crise

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Apesar do ataque da mosca da fruta – uma espécie de mosca misturada com abelha, a que gosto de chamar abelhosca – ter feito estragos assinaláveis, a produção de citrinos foi bastante jeitosa. A colheita de hoje e os muitos frutos que ainda estão nas árvores não me deixam mentir. Fosse eu especial apreciador de sumo de laranja e isto era bebedeira todos os dias.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

A casa a quem a habita!

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A casa a quem a habita”, reivindica a patética manifestante. Como reivindicaria outra idiotice qualquer que, no momento, lhe apetecesse. Tem – e ainda bem – todo o direito a fazê-lo. São as tais liberdades apenas possíveis em democracia. Um regime pelo qual cada vez mais gente tem menos apreço.


Vá lá que não reclama a pertença da casa a quem a constrói. A quantidade de gente envolvida na construção de um edifício é de tal ordem que a coisa só se resolveria com uma solução do tipo time sharing ou assim. Por mim, um convicto defensor do capitalismo, da livre iniciativa, da propriedade e de muitas outras cenas que fazem com que vivamos num sociedade de relativo bem-estar, principalmente quando comparada com outras que provavelmente merecerão à portadora do cartaz mais simpatia, prefiro “o seu a seu dono”. Manias.

domingo, 13 de dezembro de 2020

Policia, um emprego que ninguém quer

Mesmo passando, alegadamente, por cima de todos os preceitos legais que determinam a igualdade de oportunidades no acesso ao emprego no sector público, parece que a PSP pretenderá dar primazia a candidatos a policia provenientes de minorias étnicas. A ideia, diz, será dotar aquela força policial de uma composição social mais diversificada e, assim, prevenir comportamentos discriminatórios.


Tirando aquela parte – uma chatice, isso – de ninguém, independentemente da origem poder ser discriminado, ou privilegiado, no acesso a um emprego pago pelo Estado, até nem me parece mal. O que não faltam são associações disto e daquilo ou, principalmente, intelectuais da treta a queixarem-se da pouca representatividade das minorias nas organizações policiais e em tudo o mais de que se vão lembrando.


Não sei se actualmente as pessoas das minorias étnicas -seja lá o que for que isso englobe – são ou não preteridas no acesso à policia. Se são, acho mal. Resta é saber se nesses grupos existirá gente interessada em arriscar o coiro por uma miséria de ordenado. Ou, se calhar, nem têm vocação para essas cenas que envolvem leis, regras, disciplina e afins. Estou a ver, por exemplo, o caso dos bombeiros voluntários. Numa cidade com pouco mais de sete mil habitantes, onde existe uma minoria que representará sete ou oito por cento da população, a percentagem de soldados da paz oriundos dessa comunidade será – se não estou enganado – cerca de zero. Devem ser as políticas de integração que estão a falhar. Por culpa do homem branco, naturalmente.

sábado, 12 de dezembro de 2020

Os bufos não dormem

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O país está cheio de bufos, chibos e queixinhas. Devem ser, ainda, os resquícios da “longa noite fascista”. Muitos anos a virar frangos, como alguns gostam de dizer. Tudo se denuncia. Mas pior é o incitamento à denúncia. Desta vez é a apanha nocturna da azeitona. No futuro não sabemos. Quem sabe se atravessar a rua fora da passadeira, mandar uma beata para o chão ou beber um café com demasiado açúcar. Entretanto o pessoal aplaude. Uma boa causa, alegam. Depois queixem-se…

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Costa, o bom pastor.

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Eu cá não sou de intrigas. Nem, sequer, tenho grande jeito para piadas brejeiras. Uma ou outra graçola, um dito jocoso ou, quando muito uma piodola a atirar para o javardote, ainda vá. Mais do que isso é pedir demais a este escriba.


Quem podia aproveitar era o Quim Barreiros. Que isto de cabritas e de gajos a segurá-las afigura-se-me uma coisa com um potencial humorístico bastante relevante no âmbito da brejeirice. Excepto, desconfio, para essa trupe dos amiguinhos dos animais que deve achar essa cena de os segurar uma violência. Mesmo que, como deve ser neste caso, o espécime em questão até goste.

Histerismo da moda

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Que esta história do racismo está na moda e que dá de comer a muita gente, não constitui nenhuma novidade. Já anda por aí há muito tempo. Tanto que, caso quisessem, as organizações que passam a vida a condenar alegadas práticas racistas já podiam ter dado orientações no sentido de evitar que essas práticas ocorressem nos eventos que organizam. Mas não o fazem. Nem, desconfio, lhes interessará faze-lo. O caso do futebol, por exemplo. A FIFA podia ter já dado indicações precisas aos intervenientes no jogo acerca de situações que não valem a ponta de um corno mas que depois, devidamente apimentadas, se transformam em escândalos à escala global.


Imagine-se o seguinte cenário. Num desafio entre o Borundi e a Guiné-Bissau, com uma equipa de arbitragem oriunda do Quénia, está no banco de suplentes da equipa da antiga colónia um jogador branco. Ao todo são dez pessoas, todas vestidas de igual e todas, insatisfeitas com a sua actuação, insultam o juiz da partida. Se o branco* for o mais efusivo, como é que o quarto árbitro vai explicar ao chefe equipa, de forma rápida e objectiva, qual é o elemento a expulsar? Alguma, certamente, haverá. Convinha era todos sabermos. Ou, pelo menos, quem anda lá dentro. Só para depois não andar para aí tudo histérico.


*Provavelmente usar a palavra “branco” será considerado racismo, mas não encontro uma maneira melhor de expressar com clareza** a minha ideia…


**Porra, outra vez!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Nota da redacção. (Um dez, vá)

Poucas vezes, nos já longos anos que leva de existência, o “Kruzes” esteve tanto tempo sem qualquer publicação. Não que isso constitua motivo para inquietações seja de quem fôr. Pelo contrário. Para os quatro leitores que insistem em acompanhar as alarvidades que por aqui vou escrevendo constituirá até um alivio. Mas não tenhais ilusões nem alimenteis infundadas esperanças. Este não é, ainda, o fim deste blogue. Acontecerá uma dia, como tudo o mais, mas não por agora. São apenas as circunstâncias a ditar esta pausa editorial. Que poderá estar prestes a acabar. Ou não.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Cãocerto ou mais uma maneira de esturrar impostos

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Maneiras de esturrar o dinheiro dos contribuintes há muitas. Umas mais originais, outras nem tanto e algumas absolutamente parvas. Mas, quer-me parecer, a de um município espanhol – ayuntamiento, é assim que se chama ali ao lado – que vai promover um concerto musical destinado a cães é candidata a um lugar cimeiro no top das mais escabrosas. Custará, segundo a organização, cerca de oito mil euros e vai realizar-se num parque que, devido aos condicionalismos impostos pela pandemia, se encontra fechado e que reabrirá exclusivamente para a realização deste evento cultural, como é designado pelos organizadores.


Não se sabe ao certo o programa do concerto. Nem, sequer, o repertório dos músicos que vão interpretar as partituras que animarão a canzoada. Mas, garante o alcaide, constará de “ultrasons apenas audíveis pela raça canina”. Apesar disso, o autarca manifestou o seu orgulho por lhe ter ocorrido esta ideia tão parva e terá ainda acusado quem zomba desta “iniciativa cultural” de falta de respeito para com os músicos e profissionais envolvidos na coisa.


Por mim não é que ache mal. Acho apenas estúpido. Receio, no entanto, que a moda pegue e, pior, se estenda a este lado da fronteira. Pessoal com vontade de gastar o dinheiro dos outros é o que não falta por aí. Já quanto aos temas a interpretar se, por cá, também houver disto espero que não se esqueçam de incluir a “Grândola, vila morena” no "cãocerto". Era bonito.