
Ainda me lembro quando o aumento do subsidio de refeição da função pública era medido em carcaças. Ou cafés, nos anos bons. Agora, que nem subsidio nem vencimento têm actualizações, não sei que termo de comparação é usado pelos que então faziam essas contas. O mesmo para as pensões de reforma. Um rol de criticas à mingua que era acrescentado ao seu valor. Coisa capaz de fazer definhar os velhotes, tal era a miséria que aquilo representava.
Não é que estas cenas me preocupem. Nada disso. Estou extremamente confiante na bondade das decisões dos nossos queridos lideres. A ausência de aumentos é, de certeza, para o bem dos trabalhadores e do povo. Preocupado estaria eu se o governo fosse de direita – bafienta, como toda a direita – e praticasse políticas bafientas de direita. Aquele sindicalista que esteve lá no meu serviço, antes das eleições, a apelar ao voto na, então, “actual solução governativa” é que tinha razão. “Não podemos perder as conquistas que já conseguimos”. Sabia-a toda, ele. Isto nada como um governo de esquerda, com políticas de esquerda. Daquelas refrescantes. Que cheiram a pinho e tudo. Não temos aumento na mesma, mas é de esquerda. E isso já nos consola. Aos mais parvos, nomeadamente.
E fica o povinho consoladinho
ResponderEliminarBeijinhos Kruzes
Feliz Dia
O povo anda muito contetinho com o Bosta...
ResponderEliminarCumprimentos