sexta-feira, 22 de maio de 2020

Teletrabalho, o limite é a imaginação. Ou talvez mais além...

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Longe mim – lagarto, lagarto, lagarto, ai Jesus cruzes canhoto, t’arrenego Belzebu – estar para aqui a congratular-me com o surgimento do Covid-19. Era o que mais faltava. Isso é coisa para malucos como Lula da Silva e, se calhar, para a sua vasta legião de seguidores. Admito, no entanto, que desta pandemia sairão inúmeras inovações, oportunidades e soluções que poderão constituir motivo para nos congratularmos. Nomeadamente no sector tecnológico e no modo como nos relacionamos com o trabalho.


Se calhar serei demasiado optimista mas, acredito piamente, o número de trabalhadores em teletrabalho terá um aumento exponencial. Com os ganhos daí resultantes. Para todos. Pode ser, embora aí o meu nível de optimismo seja ligeiramente inferior, o principio da recuperação dos territórios do interior. Muitos não terão necessidade de viver nas mega-aglomerações do litoral e poderão rumar a outras paragens. Menos caras, nuns casos, e com mais qualidade de vida, noutros.


Os cépticos não partilharão do meu entusiasmo com a possibilidade de colocar meio mundo em teletrabalho. Terão as suas razões. Muitas e todas legitimas, concedo. Mas concordo com poucas. Se a administração pública, durante esta pandemia, até conseguiu colocar jardineiros, canalizadores, eletricistas, empregadas de limpeza, pedreiros e mais um sem fim de outros misteres em teletrabalho, melhor conseguirá qualquer outra instituição que utilize a tecnologia como ferramenta de trabalho.

11 comentários:

  1. Anónimo7:40 p.m.

    Já temos em aldeias quase desertas gente em teletrabalho a tempo inteiro. São estrangeiros e relativamente jovens.
    O grande senão é a falta de assistência médica e de escolas. Porém, penso que também aqui nada será como antes. Haverá consultas por Skype, haverá escola pela Tv, digo, pela RTP que assim, finalmente, voltará a fazer um pouco de serviço público.
    Tudo isto é possível se os senhores de Lisboa não estragarem tudo, coisa que não acredito...!

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  2. Honestamente acho que não será por aí que vai ser combatido o despovoamento do interior. É mais por pólos de criação de emprego físico.

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  3. Oiço muitos a dizerem o que dizes e acho que foi uma descoberta (entre aspas) que poderá ter continuidade. Acho que até muito da parte pública esteve bem, mas sabemos que há uma enorme franja populacional que não as usa porque não sabem e com isso os "abutres privados ou não" cobram-se bem só para lhes ajudar. Dou-te um exemplo: pagar 25€ só para lhes fazer o IRS automático...vai lá vai.

    As empresas poupam água, os atrasos constantes e outras coisas:)

    Abraços e um bom domingo

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  4. Quem pode voltou á "terra" para fazer o confinamento e outros houve que arrendaram casa para se isolarem. Talvez, num futuro próximo, por aqui passem pelos menos uma parte do ano. Já era qualquer coisa...

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  5. Depende da região. No Alentejo quase não há gente e o pouco emprego que existe é em lares, supermercados e nas autarquias. E não havendo gente não se cria emprego...

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  6. Trabalho no sector público mas não considero os privados como abutres. Sem eles - os privados - não havia Estado. O Estado não cria riqueza e nem aquilo que devia fazer - distribuir e gerir parte da riqueza criada pelos privados - é capaz de fazer em condições. Se há privados sacanas? Claro que sim, é coisa que não falta e, curiosamente, muitos deles com o alto patrocínio do Estado, como sobejamente sabemos...De resto por mim não quero viver num país onde o Estado seja o dono disto tudo. Isso já foi experimentado noutros lugares e deu na tragédia que se conhece...

    O teletrabalho seria bom para quase todos e para quase tudo. Há só um pequeno detalhe...trabalha-se mais. Pelo menos comigo acontece isso, com o pedreiro que também esteve em teletrabalho não sei...

    Bom fim de semana. Aproveita o sol!!!!

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  7. Nunca passaria pela nossa cabeça o teletrabalho até que veis a Covid-19
    Uma das grandes vantagens

    Beijinhos Kruzes
    Bom Fim de Semana

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  8. Neste aspecto nada ficará como antes.

    Bom fim de semana!

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  9. Anónimo2:26 p.m.

    Acredito que o teletrabalho é possível. E só nalgumas áreas profissionais. Jardineiros... não me façam rir.
    Nunca neste país sem infraestruturas eléctricas, nem humanas. Irá funcionar tão bem ou pior do que o SN de Doenças.
    ao

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  10. Há muitas "artes" onde o teledescanso pode constituir uma realidade. Depende do patrão...

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