
Não me parece que o ajuntamento de umas centenas de dirigentes sindicais e de outros tantos velhinhos – como o camarada Jerónimo, que do alto dos seus setenta e tal anos está ali para as curvas – num espaço amplo e arejado como a Fonte Luminosa, constitua motivo para tanta celeuma. O que não falta, quase de certeza, são locais onde a concentração de pessoas por metro quadrado é muito superior. E, se isso deixou os comunistas felizes, não vejo por que raio o governo não haveria de permitir que os representantes de quinze por cento dos trabalhadores portugueses se reunissem para cantar umas grandoladas e assim. Isto uma mão lava a outra e, lá mais para a frente, veremos a que guardanapo se limpou a CGTP.
Relativamente à ocorrência pouco me ocorre dizer. Até porque à senhora que discursou, pouco ocorreu. Nem, para meu espanto, se lembrou de reivindicar menos impostos sobre o trabalho. Fiquei, portanto, a saber que o PCP está contente com o nível de fiscalidade que incide sobre o meu parco vencimento. Já desconfiava.
Do que nem desconfio é o motivo pelo qual os autocarros do Município do Seixal estavam nas imediações do evento. Não acredito que tenham sido cedidos para transportar manifestantes. Por causa disso já um Presidente de Câmara aqui da região viu um tribunal declarar-lhe perda de mandado. Se foram alugados pela organização, também não me parece bem. Existem empresas que se dedicam a esse ramo e que, principalmente nesta fase, precisam de facturar. Mas, se calhar, os ditos autocarros estavam ali no âmbito de uma actividade municipal qualquer. Algum passeio de idosos, ou isso.
Provavelmente sou só eu que reparo nestas coisas. Mas, desde que a criatura ganhou protagonismo, que os comunistas, quando se referem a Marta Temido, escrevem invariavelmente “a senhora ministra da saúde”. Como vão longe os tempos em que, invariavelmente, se referiam a Paulo Macedo como o “Doutor Morte”. Curioso. Mas, evidentemente, longe de mim pensar que isto anda tudo ligado e que o PCP está comprometido até às orelhas com o governo.
Concordo contigo porque este tipo de manifestações numa me disseram nada, mas deixa-me que te diga que Paulo Macedo foi bem massacrado com imensos apelidos. Até agora que gere a CGD o fazem. Não gosto dele nem um bocadinho.
ResponderEliminarBeijos e uma boa tarde
No tempo do Paulo Macedo o problema era a fome. Criancinhas e adultos desmaiavam de fome um pouco por todo o lado. Veio a geringonça e o problema passou a ser a obesidade dos putos e a ignorância alimentar da generalidade da população, que desfalecia por sair de casa sem tomar o pequeno almoço. E é isto a máquina de propaganda da geringonça...
ResponderEliminarCada um tem todo o direito a ter as opiniões e a fazer opções politicas que muito bem entender. Era o que mais faltava pensarmos todos da mesma maneira. A única coisa que ainda me vai fazendo "doer a alma" é tentarem fazer de nós parvos. E nisso, garanto por que andei por lá, não há ninguém melhor do que a esquerda.
Cumprimentos Fatyly e uma boa semana de desconfinamento!
Fui dos que discordei da 'festa na Alameda'. Por que carga de água tal acontecimento deveria ter acontecido numa época de confinamento. Sim, dizem que se manteve o chamado distanciamento social, e tal, que a malta não se abraçou, que as tasquinhas do costume estavam fechadas, etc.
ResponderEliminarVi o dono daquilo tudo, Jerónimo de seu nome, conceder entrevistas à sempre ávida comunicação social, sem qualquer tipo de protecção, nem máscara nem viseira. O homem está no grupo de risco (73 anos), logo deveria defender-se e defender os outros.
Percebi que o homem, o dono daquilo tudo, mudou de Concelho num dia em que esse passo estava impedido aos cidadãos. Penso eu de que ... de Loures para Lisboa é mudar de Concelho.
Também me apercebi que um autocarro da Câmara Municipal do Seixal transportou a malta com o aval da edilidade seixalense. Também o autocarro, bem como os transportados, mudaram de Concelho.
Ouvi dizer que a manifestação foi autorizada pelo Governo. Porquê, questiono? Está aberto um precedente.
O discurso da senhora que, logo após Jerónimo, é a dona daquilo tudo, foi pobre e ainda bem. Poupou-nos a uma série de lugares comum e assim.
Um dia destes, vou organizar uma festa, aqui na minha rua. Quero ver se a autarquia emite um alvará que se chamará de festa e que permita a malta beber umas 'bjecas' e 'grandolar' até a voz doer.
Até lá, fico a pensar naquela coisa de portugueses de primeira e de segunda.
Boa semana, caro KK.
Cuide-se
E depois andam a PSP e a GNR a dispersar festas de ciganos pelo país inteiro...
ResponderEliminarCumprimentos, caro António.