Tendo a apreciar aumentos salariais. É cá uma mania minha. E se a melhoria for significativa então, por maioria de razão, ainda gosto mais. Se chegar a valores como, por exemplo, setenta e cinco por cento, aí, é o delírio. O êxtase, até.
Daí ter imensa dificuldade em assimilar o motivo que leva tanta gente a indignar-se com o vencimento dos gestores do Novo Banco e, nomeadamente, o acréscimo de que terão beneficiado nos últimos anos. Ainda bem que os cavalheiros têm um ordenado jeitoso. Pena que não haja mais gente a ganhar o que eles ganham ou, pelo menos, a beneficiar de idêntica generosidade da entidade patronal na hora de decidir os aumentos.
Se calhar o que falta neste caso, atendendo ao que a opinião pública julga saber, é a penalização adequada. Mas resolver isso até está nas mãos de alguns que se indignam com os valores que aqueles senhores auferem. Não me parece que seja difícil incluir, em sede de IRS, uma taxa – de noventa por cento, vá, que hoje estou bem disposto – a incidir sobre prémios, aumentos de ordenado ou outras liberalidades atribuídas a gestores de empresas beneficiadas, directa ou indirectamente, por apoios do Estado. Há anos que o deviam ter feito. Nunca houve, nem há agora, é vontade para isso. É que isto ora se é governante, ora se é gestor...
Já perderam a vergonha... está generalizado.
ResponderEliminar.Eu só me indigno porque não é para mim. Ou será que mesmo assim - esquecendo essa faceta - me indigno mesmo?
ResponderEliminarQue pena não ser assim o meu aumento
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Uma semana feliz
Bem visto
ResponderEliminarBeijinhos Kruzes
Boa Noite
Já dizia o outro "para quem não tem vergonha, todo o mundo é seu..."
ResponderEliminarA indignação é sempre relativa e...selectiva!
ResponderEliminarCumprimentos
Um aumento assim é que me dava jeito. Em vez disso tive 4 euros...nos últimos onze anos! Sete dos quais, recordo, com governos do PS...
ResponderEliminarCumprimentos
A novela Novo Banco atingiu o expoente máximo da chulice. Inadmissível que continue a ser o erário público a pagar os desvarios económicos e financeiros de 'meia dúzia' de papalvos.
ResponderEliminarO outro falou de crime de colarinho branco. Não me parece que ande longe da verdade.
Post Scriptum (coisa fina): se o caro KK souber de um aumentozinho jeitoso, inscreva-me.
Cumprimentos
Ass: António
«O ministro das Finanças transferiu para o Novo Banco 850 milhões de euros, no prazo e na forma a que estava obrigado contratualmente, e por valores que estavam previstos no Orçamento de Estado.
ResponderEliminar«O primeiro-ministro ignorava ou fingiu ignorar por duas vezes esses factos, e jurou ao Bloco de Esquerda que a transferência não aconteceria; e o Bloco, sempre despudorado, não sabia ou fingiu não saber que aprovara o Orçamento que acolhia o valor desta mesma transferência.
Só que agora não me lembro a quem o Novo foi vendido (2017) com as cláusulas contratuais que obrigam o estado a que isto chegou. O que está acima é verdade.
O Novo Banco é mais um buraco sem fundo.
ResponderEliminarAquilo contabilisticamente é nulo. Não passa de um empréstimo que daqui por 30 ou 40 estará amortizado. Mais ou menos como quando compramos uma casa. O nosso património aumenta mas pagar as prestações custa como o caraças. O espetáculo que os políticos fizeram é que era escusado, já todos sabiam que seria assim.
ResponderEliminarOs aumentos são pornográficos. Mas, outra vez, a culpa é de quem manda. Taxem-nos, foi o que fez o Obama.
Cumprimentos, caro António.