sábado, 23 de maio de 2020

É o bicho, é o bicho...

Estudos há muitos e inquéritos também. Sobre assuntos sem interesse nenhum, a maioria e que não servem para coisa nenhuma, quase todos. A não ser, como um publicado um dia destes, que conclui serem os portugueses um povo com notória carência de juízo. Embora isso não constitua novidade. A popularidade do professor Marcelo já é sintoma mais do que evidente que gente ajuizada não abunda por estas bandas.


Segundo o tal estudo – inquérito, ou lá o que era – mais de sessenta por cento dos inquiridos – portugueses, com capacidade eleitoral e tudo – entendem que matar uma borboleta ou uma cobra é motivo suficiente para ir parar à prisão. Quanto a uma mosca ou uma minhoca, não sei qual a douta opinião manifestada pelos auscultados. O que sei é que, neste ponto, essa gentinha não difere muito de um tal Ventura. O que me faz espécie é que estas conclusões não causem nenhum nível de preocupação. Nomeadamente entre os que se preocupam com o radicalismo e a intolerância do discurso do outro espécime.


Longe vai o tempo em que um determinado partido – o PS, de Guterres - tinha por slogan “as pessoas primeiro”. Hoje, repeti-lo, seria condenável. Depois queixem-se.

4 comentários:

  1. Não tarda muito o slogan muda e as pessoas ficam no fim

    Beijinhos
    Bom Fim de Semana

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  2. Anónimo3:33 p.m.

    Os únicos inquéritos em que confio são os que dão o seguinte resultado (ou coisa parecida): 33,3% são de opinião favorável, outros 33,3% são de opinião contrária e ainda outros 33,3% não têm opinião.
    Disse e fui ...
    Bom (resto de) domingo, caro KK.
    Ass: António

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  3. Já hoje vai sendo assim...

    Cumprimentos

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  4. Isso é quando são inquiridas apenas três pessoas. É que depois há aqueles que estão inteiramente de acordo e simultaneamente de opinião contrária...

    Cumprimentos, Caro António.

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