Admiro a imaginação da malta de esquerda. A que está no poder e a outra. A que abana o chocalho a tudo o que a primeira diz, faz ou, simplesmente, sonha. Aquilo, a bem dizer, não sei se é apenas capacidade imaginativa. Às vezes desconfio que é demência. Nomeadamente quando em causa estão os temas fraturantes que só eles são capazes de colocar na agenda.
Agora é aquela coisa da eutanásia, ou lá o que é. Ainda há pouco, na televisão, uma tipa esganzelada guinchava entusiasticamente acerca do assunto. Uma tal de Isabel Moreira, acho eu. A magricela mal encarada até pode ter razão. Ou não. Que isso é tema que pouco me importa. O que me deixa basbaque é o entusiasmo que a morte lhe causa. Até dá a impressão que está mesmo mortinha por experimentar.
Quem parece não pretender entrar no ramo são os privados. Dizem eles agora. Nada que uma PPP ou um regime convencionado não resolva. Até porque, com tanta gente a defender a morte medicamente assistida, o SNS não daria conta do recado. A lista de espera seria enorme. Às tantas o pagode ainda morria à espera de ser eutanasiado.
Eu sempre fui a favor da eutanásia medicamente assistida e num país onde os cuidados paliativos são o que são e sobretudo insuficientes...talvez diria mais mas não me apetece. Ver e sentir a degradação de um ser humano como eu vi tantas vezes é tremendamente doloroso. A hipocrisia política é algo que já nem oiço...assim como da Igreja. Possas...
ResponderEliminarUm bom domingo
Não tenho opinião formada acerca do assunto. Nem é, à semelhança dos outros temas fraturantes que a esquerda alegadamente bem pensante vai arranjando para fingir que governa, tema que me interesse por aí além. O que me transtorna é que levam o tempo a discutir cenas destas e aquilo que realmente importa para a qualidade de vida das pessoas vai ficando para trás. Mas, enfim, devo ser só eu que me chateio por metade do ordenado ir para impostos e ninguém mais exigir que o Estado nos deixe de roubar dessa maneira...
ResponderEliminarBom domingo!
Eu também sou ferrenho adepto da dita eutanásia medicamente assistida, assim teríamos o candidato a defunto a pré termo (pois todos somos candidatos mas a seu tempo).
ResponderEliminarAssim após alvitre de algum médico enfermeiro ou herdeiro, familiar ou não do candidato, transferir-se-ia o candidato para o seu domicílio, enviavam-se convites obrigatórios a familiares e herdeiros, também poderiam vir amigos e próximos, mais um médico e enfermeiro bem como um notária pois pode-se dar o caso de o promitente a eutanasiar mude de opinião e isso tem que ficar certificado em acta notarial.
Depois de todos reunidos e se o candidato ainda estivesse vivo, proceder-se-ia á eleição democrática do executor da função, (eventualmente haveria algum desenquadrado que lhe chamaria a secas o carrasco). que iria cumprir com as indicações do médico e enfermeiro para proceder ao desiderato pois o veneno pode ser tipo injeção (conhecida pelos utentes como "detrás da orelha") ou ingerida (O "comprimido com o chá da meia noite", também muito conhecido no meio hospitalar), tudo assessorado pelo notário, em presença de testemunhas idóneas que no fim assinarão a acta da defunção, tido isso devidamente feito no ambiente familiar e habitacional do agora defunto, para estar longe das pressões e da falta de camas nos hospitais como toda a gente sabe e para não dizerem que foi para "dar a vaga" a outro.
Depois de cumprida a última vontade e enquanto o palato mole (céu da boca) não arrefece e dadas a emoções do dia os assistentes mais o corpo técnico retiram-se para a sala ou cozinha para tomarem um cordial ou uma bebida fresca (pois estas funções fazem sede) até que o cangalheiro chegue para rematar o desiderato.
Assim sendo e cumpridos estes preceitos estamos de facto perante uma eutanásia assistida como deve ser!
Com tanto burocracia o pessoal nunca mais se despachava...nem despachava o candidato a defunto!
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