terça-feira, 1 de outubro de 2019

E trocar o tupperware por um tarro?

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A malta da cidade tem a mania que é ecologista, amiguinha do ambiente e que sabe melhor do que todos – nomeadamente os pategos do campo – respeitar a natureza, preservar o planeta e mais uma quantidade de cenas dessas da moda. Farto-me de rir com as alarvidades que alguns desses génios escrevem, por exemplo aqui nos blogs do Sapo, onde fazem descrições exaustivas das suas preocupações e das coisas que arranjam para substituir o plástico ou diminuir a sua – deles - pegada ecológica.


Não tenho respeito nenhum por essa gente. São parvos todos os dias. Não sabem nada de ambiente. Se querem contribuir com algo de útil usem estes utensílios de cortiça. Chamam-se tarro e cocho. O primeiro substitui com vantagem a marmita, pois mantém a comida quente dispensando o micro-ondas e, por consequência, poupando energia. O segundo serve para beber água, substituindo o copo de plástico ou de vidro. Com a vantagem do mesmo cocho servir para toda a gente.


Só falta – mas, na verdade nem é coisa que me cause admiração – haver quem entenda que chamar cocho ao apetrecho é uma forma de discriminação dos mancos. Nem, menos ainda, me surpreende se uns quantos malucos se indignarem com a extração da cortiça por causar sofrimento aos sobreiros.

6 comentários:

  1. Olhe que excelente sugestão!!!
    Adoro este blog, cheio de ironia!!!

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  2. Há uma área em Portugal da qual eu gosto muito e que estimo: o Alentejo.
    Por algum motivo, sem ser o estratégico, foi a sede da Corte (da governação) durante metade da 1a Dinastia e metade da 2a. Com D. Manuel começou a decadência: mudou a Corte para Lisboa.

    O povo alentejano existe há milénios. Sempre souberam viver e frutificar numa terra dita 'agreste'. Sempre a souberam moldar. E são os seus melhores críticos.

    Muito bom 'post', como é bom hábito.

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  3. Muito Obrigado!

    Pena o alentejano estar em vias de extinção. Mas desta "espécie" ninguém quer saber...

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  4. Olá! É a minha primeira espreitadela aqui. Gostei das suas impressões sobre a politica e políticos, mas é um assunto que quase sempre me escuso a comentar. Todavia, sou das que vota, sim. Mas parei aqui pois tenho um pequeno tarro que comprei há uma eternidade- ou melhor, me compraram os meus pais, - quando fui de férias ao Algarve pela primeira vez - com eles - e passámos pelo Alentejo. Gosto muito de objectos em cortiça, tenho taças onde coloco fruta e o que calha, de aspecto rústico. Embora me preocupe com o ambiente acho muita coisa que se diz e faz meio desatinada. É tanta informação que se acaba por ficar desinformado pois quando se aprofunda encontram-se contradições.

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  5. Obrigado pelo comentário!

    A defesa do ambiente é hoje protagonizada por pessoas que da natureza pouco mais conhecem do que o jardim onde levam o cão a aliviar a tripa. Daí a pouco ou nenhuma simpatia que têm entre os que vivem do campo.

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