segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Colectivização do gato vadio

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Há um conceito muito modernaço – existente nos países mais avançados, nomeadamente no Brasil – que uma certa malta pretende importar. Nem sei se, com tanta legislação acerca da bicharada, não terá mesmo já importado. Uma coisa a que chamam “gato comunitário”. Ou seja, um gato vadio que é alimentado e pode até receber abrigo numa moradia de determinado bairro, mas não possui um dono oficial. Algo que evite a coimazinha da ordem, por alimentar animais vadios, que os serviços competentes nunca aplicam.


Não é que me importe com mais esta ideia parva. Já vejo disso a toda a hora e em todo o lado. Só não gosto é que os gatos, comunitários ou não, caguem no meu quintal. É, imagine-se, uma cena que me aborrece. Até porque, não sendo eu tutor – agora é assim que se diz – de nenhum bichano, não tenho que ficar com essa parte. É por isso que a devolvo sempre ao espaço comum. Se o gato é da comunidade, então a merda é igualmente comunitária.

2 comentários:

  1. Anónimo9:30 p.m.

    Certíssimo. A merda devolve-se aos donos, tutores, ou isso.
    Abraço

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  2. O meu nivel de irritabilidade com este assunto está a ficar perigosamente elevado. Um destes dias a coisa dá merda. Da outra.

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